Professora Diva Guimarães fala das raízes de um Brasil profundo

A professora Diva Guimarães, negra e pobre, proporcionou um dos momentos mais emocionantes da história da Flip, a Festa Literária de Paraty, nesta sexta-feira (28). Numa das mesas, onde participava o ator e escritor Lázaro Ramos, Diva pediu o microfone e contou a sua narrativa de vida. Em várias passagens de sua história, os presentes (maioria branca), incluindo, palestrantes foram às lágrimas.

A professora falou sobre situações de preconceitos que enfrentou ao longo da vida por ser pobre e negra.

Assista ao vídeo: https://www.facebook.com/flip.paraty/videos/1430453270341189/

Nesse país onde o preconceito existe e é fortíssimo e se mantém velado, nas empresas, nas escolas, nas casas, nas pessoas e em todo lugar – só não vê quem não quer. Abra os olhos! Nós do CEACA (em sua raiz) somos capoeiristas, a capoeira da liberdade, a capoeira criada por Ogum, o orixá da guerra, nunca devemos esquecer ou negar essa origem. Temos o dever de não “embranquecer” ou deixar que “embranqueçam” a história da capoeira e consequentemente do povo negro. Não podemos esquecer e nem negar as lutas que nossos mais velhos travaram e travam até hoje para resistir ao preconceito, à discriminação e à segregação social. Salve Dona Diva! Salve o povo negro! Salve o povo indígena! Salve o povo das favelas e das periferias! Salve às minorias!

Resistência sempre!!! Axé e capoeira neles!!! (Professor Rodrigo Pança)

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CEACA : Resistência Ancestral

ceaca

Memória do Ceaca

Alcides.usp

Mestre Alcides de Lima jogando Capoeira

Ceaca-crusp2000

Grupo CEACA de capoeira, Crusp-USP, 2008.

Clique no link para assistir: História do CEACA

Vídeo produzido pelo CEACA em 2010, mostra um pouco da história de resistência e luta para a permanência da capoeira.

É muita história para contar…

 

Batizado 2016.

 

Para não esquecer…

Daquilo que vi:

Triscado no arame

Batido no topo da cabeça

Tomado pelo hálito

Incorporado pela poeira.

#capoeiraresisteciaancestral

E dá-lhe coco…

CONAN2016 AMORIM LIMA;CEACA 096

Mestre Durval do Coco

Assista o vídeo, clique no link Mestre Durval do Coco

Mestre Durval do Coco ensina como se tira coco ligeiro na escola EMEF Des Amorim Lima, com o CEACA.

É muito axé !!!

 

Porque as mulheres fazem Capoeira…

 

Berimbau_1

Berimbau instrumento das mulheres Bantu. Imagem retirada do site http://www.cress-ce.org.br, 29/05/2016.

Volta e meia as pessoas nos questionam sobre a nossa participação na capoeira. Não existe uma resposta padrão para tal pergunta, mas podemos levantar alguns motivos esclarecedores às ideias primeiras de algumas pessoas.

Não fazemos capoeira para bater em algum abusado na rua, pois por mais forte que possamos ficar através dela, dificilmente seremos mais fortes fisicamente que um homem.

Não fazemos capoeira para tomar o lugar dos homens na roda, pois a roda como elemento circular tem espaço para todos nos momentos certos e entendemos isso, nem que o nosso momento demore gerações.

Não fazemos capoeira para arrumar maridos, mas para encontrar parceiros de luta.

Não fazemos capoeira para ficar com um corpo desejável, mas para ficar com a alma limpa.

Não fazemos capoeira para “causar”, mas para nos encontrar.

E o mais importante…fazemos capoeira porque reconhecemos nesta luta ancestral, A NOSSA LUTA,  por respeito, legitimidade, dignidade, para ler a malícia daqueles que querem nos oprimir, antes mesmo de nos ofenderem com as suas palavras ou ações, porque ela nos dá força e exemplos que mesmo sendo difícil é possível de encontrar meios de sobrevivermos e lutar pela liberdade.

Capoeira resistência ancestral.

K.M.

 

 

Como escravizar um povo?

Retire a sua identidade, solape os seus modos de ver e entender o mundo, o convença de que a sua cultura vale menos do que a daquele que o oprime.

Os meios como isso ocorre são diferentes em cada época, cabe aos sujeitos, identificar e resistir.

Capoeira resistência ancestral…

 

capoeira vs capitao

(imagem retirada spc.fotolog18.05.2016)

Capoeira close-up…

collage CEACA

PARA NÃO ESQUECER
DAQUILO QUE VI DE PERTO
DO QUE SENTI NA PALMA DA MÃO
FLERTADO NA PONTA DO PÉ
TRISCADO NO ARAME

CAPOEIRA CAMARADA