Todos os dias…

 

ANTÔNIO PARREIRAS
Zumbi, 1927.
Óleo sobre tela.
Com o trabalho nas mãos.
Todos os dias são de luta.
“Capoeira resistência ancestral”

 

 

 

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I Ciclo de Conferências em Artes e Educação: com Mestre Alcides e Mariposa

No dia 20 de setembro (quinta-feira), acontecerá o quarto encontro do “I Ciclo de Conferências em Artes e Educação: a lei 11.645/08 – Perspectivas Indígenas e Afro-brasileiras”, com a participação de Maria José Menezes (Núcleo da Consciência Negra da USP), Allan da Rosa (FE/USP), Érica Mariposa (EMEF Desembargador Amorim Lima) e Mestre Alcides de Lima (CEACA/SP) discutindo o tema “Pedagoginga e as rodas na escola”.

A entrada é franca, com retirada de senha a partir das 18h30. O auditório Lupe Cotrim está localizado no prédio central da ECA/USP (avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária).

O evento será transmitido ao vivo pelo IPTV-USP. Link para acesso: https://iptv.usp.br/portal/transmission.action?idItem=39233

— com Maria José Menezes.

Memória & Audiovisual: “Vadiação”, 1954

Vadiação é um curta-metragem produzido em 1954 pelo cineasta Alexandre Robatto Filho, considerado o pioneiro do cinema baiano. O vídeo, com cerca de 8 minutos, apresenta uma bela vadiação em Salvador, com alguns dos grandes capoeiras e mestres da Bahia da época: Mestres Bimba e Waldemar, Traíra, Caiçara, Curió, Crispim (filho de Bimba), Nagé, entre outros. O filme contou com a colaboração de Paulo Jatobá, Manoel Ribeiro, Silvio Robatto e do artista plástico argentino Carybé, que retratou em sua obra importantes manifestações tradicionais da Bahia, como a capoeira, o candomblé e o samba de roda. Valioso documento para a memória da capoeira e simplesmente um marco na história do cinema brasileiro envolvendo a capoeira.

Assista ao vídeo. Nele verá alguns capoeiristas renomados que tocam berimbaus e pandeiros e cantam, enquanto outros se revezam no jogo da capoeira, assistidos por várias pessoas.

 

Grandes mestres da capoeira baiana.

 

O saber espiralado e a história de Mestre Alcides de Lima Tserewaptu

Este registro audiovisual foi realizado por ocasião da Apresentação de Dissertação de Mestrado de Roberta Navas Battistella, intitulada “O saber espiralado: a história de Mestre Alcides de Lima Tserewaptu e a proposta por uma produção partilhada do conhecimento”, sob a orientação do Prof. Dr. Sérgio Bairon Blanco Sant’Anna, ocorrida em 05/12/2017. O objetivo central do trabalho concentra-se no encontro entre as temáticas da história de vida e da produção partilhada do conhecimento, no sentido de compreender o saber que detém Mestre Alcides de Lima Tserewaptu e suas implicações com a expansão da cultura afro-brasileira de tradição oral. Relata a história de vida de Alcides de Lima, desde a sua condição de migrante de Minas Gerais em sua chegada ao município de São Paulo; até suas atividades atuais como membro da Comissão Nacional dos Mestres Griôs, reúne um rico conjunto de atividades e lutas voltadas ao reconhecimento da cultura oral como um saber que precisa ser legitimado pelo Estado brasileiro.

Ao longo desta trajetória, há uma construção de redes de saberes que abrigam a preservação da memória, o envolvimento com comunidades culturais afrodescendentes (Coroação de Reis Congo, o Jongo etc.), o ensino de capoeira e dos saberes orais no contexto escolar. A tradição vivida e constituída por Mestre Alcides no cotidiano transpõe os níveis institucionais do universo da educação e do ensino.

BATTISTELLA, Roberta Navas. O saber espiralado: a história de Mestre Alcides de Lima Tserewaptu e a proposta por uma produção partilhada do conhecimento, Dissertação de Mestrado, sob a orientação do Prof. Dr. Sérgio Bairon Blanco Sant’Anna, ocorrida em 05/12/2017. Acesse o arquivo em pdf: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8161/tde-04072018-131014/publico/2018_RobertaNavasBattistella_VCorr.pdf

 

 

Fonte: http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434414879_ARQUIVO_ARTIGO_Roberta_Navas_15_06_2015_FINAL.pdf

Coletivo feminino para tocar berimbau…tem que ter berimbau.

E as minas foram para cima… construir o seu próprio berimbau com as suas escolhas, com o seu axé e no seu tempo.

Tempo que a gente cria para desfrutar mais da vida, da música, do construir e das amizades. Agora, tempo gingado na cadência do berimbau.

Agradecendo especialmente ao Prof Tuca e Isla, da Casa de Zungu Capoeira Angola, pelo tempo de ensinar e compartilhar.

Berimbau mulher resistência ancestral.

Festa de Batizado CEACA, 2015: Memória

Paula Cristina Bernardo adicionou um novo vídeo, em 14 de dezembro de 2015 no facebook, que ora publicamos em nosso site.

Na roda de capoeira vemos Mestre Dorival jogando, que foi o seu primeiro padrinho de Capoeira. Registramos aqui o seu depoimento:

“Minha primeira queda, meu primeiro cordão. Vinte quatro anos depois olha ele aí… Muita honra em revê-los mestres Alcides de Lima, Mestre Dorival, Mestre Flavio Sargento Alabê Oliveira, Mestre Brasília, Mestre Kenura, Dinho Nascimento, Edison Luís dos Santos, Mario Costa, Pança, Paulo Almeida Baraúna, dona Maria e outros tantos camaradas. Muito prazer em assistir o batizado dessa nova geração de Capoeiras arrasando. Voltar às raízes é muito bom. Foi um domingo para relembrar os velhos tempos de CEACA, conhecer as novas gerações do Ceaca Butantã, matar saudades do meus mestres Alcides de Lima, Dorival, reencontrar velhos amigos. Foi um domingo de mestres. Parabéns aos formandos do Ceaca Butantã.”