E dá-lhe coco…

CONAN2016 AMORIM LIMA;CEACA 096

Mestre Durval do Coco

Assista o vídeo, clique no link Mestre Durval do Coco

Mestre Durval do Coco ensina como se tira coco ligeiro na escola EMEF Des Amorim Lima, com o CEACA.

É muito axé !!!

 

Capoeira das crianças no Cepeusp

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Hoje, 15 de julho de 2017, mestre Gladson e contra mestre Vinícius abriram as portas do Cepeusp para as crianças da capoeira e desenvolveram atividades pedagógicas com referência na capoeira. Professores de capoeira puderam realizar vivências com as crianças, discutindo a importância da capoeira na formação pessoal do indivíduo.

O CEACA esteve presente e agradece a oportunidade ao mestre Gladson e contra mestre Vinícius.

Mestre Alcides fala da relação entre Capoeira e Candomblé

Uma roda de conversa com Mestre Alcides de Lima é sempre um momento precioso para extrair partículas de sabedoria sobre a vida, o imaginário e os valores simbólicos que alimentam a cultura de tradição oral. O sagrado está em toda a parte!

Neste breve vídeo que disponibilizamos, Mestre Alcides de Lima fala das relações transversais entre a Capoeira e o Candomblé no Brasil, destacando como a música e os toques (pontos) migram de um lugar para outro, de modo que nem nos damos conta do quanto somos tributários da rica cultura afro-brasileira que herdamos de nossos ancestrais.

A música “Marinheiro Só” já foi interpretada por muita gente: Clementina de Jesus, Clara Nunes, Marisa Monte, Maria Bethânia, Caetano Veloso entre outros; além de “ponto de Candomblé”, é uma das canções mais populares entre os praticantes da Capoeira, presente também em festas infantis. Pertence ao patrimônio das culturas de tradição oral.

 

Marinheiro Só

Eu não sou daqui, Marinheiro só

Eu não tenho amor, Marinheiro só

Eu sou da Bahia, Marinheiro só

De São Salvador, Marinheiro só

Lá vem, lá vem, Marinheiro só

Como ele vem faceiro, Marinheiro só

Todo de branco, Marinheiro só

Com seu bonezinho, Marinheiro só

Ô, marinheiro, marinheiro, Marinheiro só

Ô, quem te ensinou a nadar, Marinheiro só

Ou foi o tombo do navio, Marinheiro só

Ou foi o balanço do mar, Marinheiro só

 

Os cuidados que devemos considerar quando se propõe a retirada da capoeira da matriz africana.

Nas andanças que o Ponto de Cultura promove temos a feliz oportunidade de conhecer e conversar com diversas pessoas dos mais variados pontos de vista, o que engrandece o nosso conhecimento e nos faz pensar nos conflitos surgidos entre diferentes cabeças. Num destes encontros, no caso o da Teia em Fortaleza, CE, abril de 2010, surgiu uma polêmica entre os grupos de discussão: a de se formar um grupo de trabalho (GT) de capoeira, desvinculando a mesma do GT de Matriz Africana na qual atualmente está inserida, assim como outras manifestações, o jongo, os terreiros etc.

Pensamos que tal iniciativa deva ser extremamente cautelosa, pois se consideramos a capoeira em especial, abrimos precedentes para um GT a cada uma das manifestações existentes dentro do GT Matriz Africana o que desarticularia o grupo e os objetivos dos GTs, e pensando além, o que não impediria de no futuro termos outros GTs dentro destas manifestações tais como GT berimbau, GT toques e afins, o que a nosso ver, além da desarticulação, os próprios tendem a não se reconhecerem mais como uma entidade única.

Quando consideramos aparentemente tão diversas manifestações dentro da Matriz Africana reconhecemos que elas têm uma ancestralidade em comum, preceitos e objetivos parecidos, o que nos faz pensar em uma irmandade.

Então, se levarmos a capoeira a um grupo diferenciado, atrevemos a apontar uma tendência à esportivização, eminência provável aos jogos olímpicos, com a organização de associações, federações estaduais, confederação nacional e internacional, órgãos que existem; porém não há hegemônica aderência. Justamente em razão de muitos mestres não enfatizarem a capoeira como esporte, mas como cultura. Ora, se assim ocorresse, teríamos na capoeira uma visibilidade mundial diferente, com personagens escolhidos (atletas), marketing esportivos, patrocínios e teríamos no final não mais uma manifestação cultural, mas sim um produto.

Efetivamente, não é isso o que se propõem os mestres e participantes dos pontos de cultura e as discussões que ocorrem nos encontros; são anos de luta para considerarem não só a capoeira, mas as manifestações populares como representantes e significativas do povo brasileiro nas mais diversas instâncias.

Sendo ela Patrimônio Cultural Imaterial, devido as suas especificidades no modo de fazer e transmitir que a princípio podemos dizer de uma luta de defesa, afirmação de identidade de um povo, representando a “rebeldia” de um sistema opressor que não oferecia e tão pouco oferece favorecimentos sociais. Já que desde sempre é dada alguma importância às manifestações populares pelo sistema apenas quando estas se prestam a alguma utilidade para ele.

Vamos pensar por que a capoeira está inserida na matriz africana:

Basta pensar na origem da capoeira, mesmo sendo ela uma invenção nacional, ob­servemos e relacionemos os elementos que a compõem: o berimbau, a oralidade, as cantigas em louvações, típicas de povos africanos como os Mali desde o século IX, o respeito à palavra dita que não é esquecida, a hierarquia do mestre ao aprendiz são fundamentos recorrentes da capoeira. Retirá-la da matriz africana seria como extirpar um pedaço do DNA da capoeira, deixando assim de ser a capoeira, apagando a sua ancestralidade. Aqui, como na capoeira, não existe disputa de um contra o outro, mas um com o outro; no en­riquecer humano, o troféu não é metal precioso, mas desenvolvimento humano; levanta­mos aspectos que consideramos importantes para justificá-la na matriz africana.

Então no nosso entendimento não existe um meio de desvincular, esquecer todo um passado que é recontado e marcado no corpo do capoeirista como foi dito acima; para tal teríamos que reinventar outra luta com outras pessoas, com outros objetivos, novas músi­cas, novos toques, e outra forma de entender o mundo.

Quando fiz graduação do curso de Educação Física no início dos anos 1980, fui con­vidado a participar de um seminário organizado por alguns professores da mesma, e ha­via um módulo cujo tema era: “A importância dos movimentos da capoeira na formação física do desportista”; na época, já capoeirista, fui advertido pelo professor organizador do seminário que o mais importante que a capoeira tinha para esse seminário seria a parte de movimentos físicos, a plástica, a ginga, a dança, movimentos acrobáticos, e de forma al­guma, sua história e sua cultura, pensamento existente até hoje em alguns grupos ligados à educação física, ou por ingenuidade ou por proteção de mercado.

Como a capoeira não se define com uma, duas ou três palavras ou frases, ela está na dança, no jogo e na luta, pode ser inserida na literatura, na história, na geografia, da matemática às artes, tem um grande mercado de trabalho na área da educação, sendo argumento para profissionais da área da educação com formação superior, mas também não podemos esquecer-nos dos nossos mestres do saber popular que há muito vêm dedicando e transmitindo seus conhecimentos em todos os campos do saber; temos aí esse reconhecimento pelo MinC através da Ação Griô da Tradição Oral, um edital muito concorrido e agora com o Projeto de Lei e já lançado em audiência pública em várias cidades do Brasil que buscará dar maior reconhecimento aos mestres.

Capoeira brasileira, dança-luta que foi criada e desenvolvida pelos negros escravizados, ligada diretamente à vida socioeconômica, histórica e política do país. Expressão corporal de uma injustiça social cantada e contada no tambor e nas vozes dos mestres, musicalidade que se insere de forma peculiar na história do povo brasileiro, desde o início do século XVII até a atualidade, um mau hábito que cresceu e fecundou em favor da vida.

Seus movimentos dão flexibilidade tanto muscular como articular, tonificam os músculos, sua aprendizagem baseada na oralidade e observação torna a mente atenta aos detalhes, insistente em aprimorar o jogo e superar dificuldades, as conquistas são percebidas em cada roda de capoeira, concebendo um novo olhar às potencialidades.

Hoje, a capoeira pertence a outro contexto, inserida nas artes em geral como a dança, o cinema, a música, as artes plásticas e também em todos os níveis escolares, desde objeto de estudo a conteúdo curricular, fora do país é um identificador cultural do Brasil.

Não restringir a prática a somente uma luta corporal, mas considerar que a sua existên­cia está vinculada a quase toda história do povo brasileiro é respeitar os homens, mulheres e crianças que fazem esta história, a cultura do Brasil.

 

Ms. Alcides e Kati

Alcides de Lima e Katiane Mattge

Fonte: CEACA – CENTRO DE ESTUDOS E APLICAÇÃO DA CAPOEIRA. Capoeira & Educação: coletânea de estudos e práticas. / Mestre Alcides de Lima (Org.). São Paulo: CEACA, 2013, p. 37 e 38. ISBN: 978-85-66647-00-6. Baixe Livro Completo:

https://drive.google.com/file/d/0B8JVCyw9taFscE1mVWphbFJaNlE/edit?usp=sharing

Lançamento do livro LDB da Educação

No dia 03 de junho (sábado), a partir das 15h30, aconteceu um grande encontro de educadores, autores e pesquisadores da educação na escola EMEF Desembargador Amorim Lima para participarem do lançamento do livro:

“Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacionalestudos em virtude dos 20 anos da Lei n. 9.394/1996″

Valeu a pena participar do evento, que contou com a participação dos amigos do CEACA: Mestre Alcides de Lima e Roberta Navas Battistella, que escreveram juntos um relato bem bacana que consta no livro.

Veja o vídeo de abertura com Mestre Alcides de Lima

Sobre os autores

 Mestre Alcides de Lima Tserewaptu nasceu em 1947, na cidade de Santa Rita da Estrela (MG). É conhecido e respeitado como mestre de capoeira e presidente do Ceaca. Atua como coordenador do Ponto de Cultura Amorim Rima/Ceaca e do projeto “Expresse-se com Consciência: Faça Capoeira”. Mestre Alcides também é representante nacional da Comissão de Griôs e Mestres da Tradição Oral da rede Ação Griô Nacional.

RobertaNavasBattistella Roberta Navas Battistella: Graduada em Comunicação Social (habilitação em Relações Públicas) pela Faculdade Cásper Líbero (2010), com experiência em comunicação e gestão de projetos em áreas de sustentabilidade, educação, comunicação e cultura. Em 2011 recebeu o Prêmio ABRP (Associação Brasileira de Relações Públicas), na Categoria Monografia de Graduação Responsabilidade Socioambiental e Sustentabilidade. Atualmente faz mestrado no Programa de Pós-Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP; integrante do NEHO (Núcleo de estudos em História Oral), CEDIPP (Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada) e CEACA (Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira).

Endereço:

Rua Professor Vicente Peixoto, 50 – Vila Indiana – São Paulo

Tel: (11) 3726-1119

Exibir mapa ampliado

Evento “Abril pra Angola 2017” homenageia Mestre Alcides de Lima

O Abril Pra Angola é um evento realizado pela Escola de capoeira Angola Cruzeiro do Sul e amigos com supervisão de Mestre Meinha. Reúne várias atividades culturais como capoeira, danças populares, percussão, shows, oficinas e palestras.

O Abril pra Angola é um evento elaborado anualmente com muito carinho e destinado a quem quer realmente conhecer a Capoeira Angola, suas origens, fundamentos e raízes.

No dia 27 de Abril de 2017, Mestre Alcides de Lima, presidente fundador do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA) foi homenageado por Mestre Meinha que entregou-lhe um prêmio de reconhecimento pelo trabalho social, educacional e cultural desenvolvido ao longo de quarenta anos.

Projeto “Afrofuturismo – Olho do Berimbau” – Memória Audiovisual 2009

O Projeto “Afrofuturismo – Olho do Berimbau” é o resultado de um trabalho de pesquisa e investigação, intervenção urbana e apresentação audiovisual que tem como foco a história da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional.

“Esta atividade integra o Prêmio Interações Estéticas Residências Artísticas em Pontos de Cultura” e foi publicado no Youtube em 14 de out de 2015.

 

Direção: Daniel Lima

Concepção e Realização: Daniel Lima, Daniela Biancardi

Griô Urbano: Mestre Alcides de Lima

Ponto de Cultura Amorim Rima / CEACA:
Mestre Alcides de Lima
Mestre Dorival dos Santos
Mestre Durval do Côco
Adelvan de Lima (Esquilo)
Fabio Rocha (Soneca)
Herinque Rocha (Sonequinha)
Rodrigo Martins (Pança)
Tomás Pimentel (Tomate)
Direção Musical:
João Nascimento

Participação Musical:
Eliane do Côco
Diana Tatit
Tati Tatit
Katiane Mattge
Athaíde Camará (Marcha Lenta)

Assistente de Direção e Produção: Daniela Biancardi

Gravação: Estúdio 185

Técnico de Som: Lidenberg Farias e Beto Mendonça

Participação Especial:
Alfredo Zito
Athaíde Camará (Marcha Lenta)
CM Durval (Jabá)
Diana Tatit
Eliane do Côco
Emerson Marinheiro (Lagarto)
João Nascimento
Katiane Mattge
Mário Salles (Gaúcho)
Tati Tatit
Roberta Estrela D’Alva
Majoi Gongora
Paulinho Baraúna

Edição: Daniel Lima

Câmeras:
Daniel Lima
Eduardo Barros
Carol Misorelli
Daniel Prado
Eduardo Consoni
Evelyn Cristina
Fabio Rocha

Som Direto:
Camila Siqueira
Ben Charles

Produção Executiva: Carolina Barboza

Alunos:
Ana Carolina da Silva Oliveira
Ariane Luna Barbosa
Bianca Arguelho de Souza
Charles Alves de Almeida
Cristhian Campos Oliveira
Gabriela Barros
Giovanna Appel
Graziela Nascimento Tavares
Igor Alves de Souza
Igor Leme dos Santos
Isabela Appel
Jeffrey Pereira Tobias
João Victor Pereira Franca
Kamixa Pereira Tobias
Karla Karoline Torotrelli
Kayth Cristina Pereira
Ketelheen da Silva
Luan Lira Vieira
Lucas Pereira Tobias
Luciana Costa Alves
Luis Felipe Leme dos Santos
Marcos Paulo Barros
Matheus Pereira Tobias
Mayara dos Santos Oliveira
Nayara Novaes dos Santos
Ramon Ferreira de Oliveira Paiva
Rogerio Luna Barbosa
Tarsila Roque de Lima Pereira
Ynaê Oliveira Bomfim

Agradecimentos:
Ana Elisa Siqueira
As Rutes
Camila Siqueira
Eduardo Barros
Eduardo Benaim
Elisabeth de Lima
Equipe do CEU Butantã
Equipe do Museu da Pessoa
Flavinha (TV Brasil)
Floriana Breyer
Frente 3 de Fevereiro
Leandro Saraiva
Marilia Alvarez e Miguel Salvador
Pais e Mestres da EMEF Desembargador Amorim Lima

Apoio:
CEU Butantã
EMEF Desembargador Amorim Lima
Política do Impossível – PI

Fonte: Youtube