As Energias na Roda: Mestre Alcides e Mestre Brasília

Biocapoeira método desenvolvido para melhorar a qualidade de vida, aumentara o bem-estar e a longevidade. Sobre as energias da roda para a vida e da vida para a roda de capoeira. Entrevista gravada em audiovisual com dois grandes mestres da capoeira e da tradição oral: Brasília e Alcides relatam aqui a experiência deles com as energias da roda.

Memórias da Festa Junina no Amorim Lima 2015

A festa junina na escola Amorim Lima acontece todos os anos em meados do mês de junho e atrai jovens, crianças, adultos e idosos da comunidade que organizam e participam da preparação e produção desse evento cultural no Butantã. As prendas são feitas artesanalmente e conta com a ajuda de pais e amigos da escola. Assim, todo mundo trabalha um pouquinho e todo mundo se diverte um montão.

Veja as reportagens sobre a nossa festa em anos anteriores.

No dia 20 de junho, aconteceu a edição 2015 da Festa Junina do Amorim Lima. Jovens participaram de vivências de coco de roda, samba de roda, maculelê, ciranda e outras manifestações culturais ministradas pelos mestres Alcides de Lima, Durval do Coco, Dorival, Paulinho e os professores Valter Luz e Rodrigo Pança, integrantes do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA).

Confira a Galeria de Imagens!

Início das Aulas de Capoeira no Amorim Rima

Boa tarde, Amigos e Colaboradores do CEACA!

 

As aulas de Capoeira no Amorim Rima começaram dia 24 de fevereiro (terça-feira).

Aproveitamos para estender o convite àqueles que têm interesse em participar!

Trata-se de uma iniciativa do Ponto de Cultura Amorim Rima/CEACA, que há vários anos toca o Projeto “Expresse-se com Consciência – Faça Capoeira”. É aberto à comunidade em geral, voltado principalmente aos iniciantes de capoeira, crianças a partir de 7 anos, grupos de pais e adultos iniciantes e adolescentes, divididos em 2 (duas) turmas que terão aulas simultâneas.

 

Quando: 3ª e 5ª feiras das 18:15 às 19:15

 

> Turma 01

Público: crianças do 1° ao 4° ano, estudantes do Amorim e comunidade em geral; com os professores CM Paulinho Baraúna e Fábio da Costa Silva (Soneca)

 

> Turma 02

Público: crianças a partir do 5° ano, pais do Amorim e comunidade em geral; coordenado por Mestre Alcides e professores no apoio.

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ATENÇÃO!!!
O Projeto “Mais Culturas nas Escolas” faz parte do currículo escolar e será voltado somente para os alunos de 1° ano da Escola Amorim Rima, nos períodos da manhã e tarde:
Manhã: 3ª feiras das 9:00 às 12:00 – Professor Rodrigo M. Garcia (Pança)
Tarde: 5ª feiras das 15:30 às 16:30 – Professor Valter Luz

 

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Saudações a todos.

Sejam bem-vindos ao CEACA!

Mestre Alcides de Lima – responsável pelo projeto

Dicas de literatura afro-brasileira e africana

Conheça mais sobre essa cultura tão presente no nosso imaginário

Literaturas que valorizam a diversidade étnica e cultural afro-brasileira e africana são uma ótima alternativa para abordar os conteúdos exigidos pela lei 10.639, que obriga o ensino da “História e Cultura afro-brasileira e africana” nas escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada de todo Brasil.

Veja 14 dicas de livros recomendados para pais, filhos e professores sobre o tema. Confira também o índice de autores negros do Literafro, portal de estudos de literatura afro-brasileira da Universidade Federal de Minas Gerais.

Para ler, clique nos itens abaixo:

1. Menina Bonita do Laço de Fita – Ana Maria Machado
A autora coloca em cena, através da história de um coelho branco que se apaixona por uma menina negra, alguns assuntos muito debatidos nos dias de hoje, como a autoestima das crianças negras e a igualdade racial.
2. Luana, A Menina Que Viu O Brasil Neném – Oswaldo Faustino, Arthur Garcia e Aroldo Macedo
O livro conta a história de Luana, uma menina de 8 anos que adora lutar capoeira, e a historia do descobrimento do Brasil. Ao lado de seu berimbau mágico, ela leva o leitor a outras épocas e lugares e mostra o quão rica é a cultura brasileira, além da importância das diferentes etnias existentes por aqui.
3. O Menino Marrom – Ziraldo
O Menino Marrom conta a historia da amizade entre dois meninos, um negro e um branco. Através da convivência aventureira dessas crianças ao longo de suas vidas, o autor pontua as diferenças humanas, realçando os preconceitos em alguns momentos.
4. Lendas da África – Júlio Emílio Brás
O livro mostra fábulas tipicamente africanas para leitores de todo mundo. Nas histórias, o autor mostra um pouco do folclore africano, além de passar valores do “tempo em que os animais ainda falavam” para as crianças.
5. Terra Sonâmbula – Mia Couto
Primeiro livro do autor africano, Terra Sonâmbula foi considerado um dos doze melhores romances do continente no século 20. Numa estória emocionante sobre o encontro de um menino sem memória e um velhinho meio perdido pelo mundo, Mia Couto mistura símbolos tradicionais da cultura e da história moçambicana.
6. Meu avô um escriba – Oscar Guelli
A história se passa na África, mais precisamente no Egito. O pequeno Tatu é neto de um escriba. A convivência com o avô permitirá ao menino aprender cálculos, a ter contato com tradições mais antigas de seu país e a se preparar para também ser um escriba um dia.
7. O Cabelo de Lelê – Valéria Belém
Lelê é uma linda menininha negra, que não gosta do seu cabelo cheio de cachinhos. Um dia, através de um fantástico livro, começa a entender melhor a origem de seu cabelo e, assim, passa a valorizar o seu tipo de beleza.
8. A varanda Do Frangipani – Mia Couto
O romance policial moçambicano é marcado por palavras criadas pelo próprio autor, nascido no país onde se passa a trama. A história conta sobre o violento colonialismo em Moçambique e a superação do país a partir dessa cicatriz histórica.
9. Bia na África – Ricardo Dregher
O livro é parte da coleção “Viagens de Bia”. Nessa estória, Bia viaja por diferentes países da África, como Egito, Quênia e Angola. Na aventura, a garotinha conhece, entre outras curiosidades, a história do povo árabe e dos nossos antepassados negros, que vieram como escravos da África para o Brasil há muitos anos.
10. Avódezanove e o segredo do soviético – Ondjaki
Em Luanda, capital da Angola, África, as obras de um mausoléu realizadas por soldados soviéticos ameaçam desalojar morados da PraiaDoBispo, bairro da região. As crianças do bairro percebem as mudanças com olhares desconfiados. Talvez elas sejam as primeiras a perceber que a presença dos soldados soviéticos significa mais do que uma simples reforma espacial.
11. Tudo Bem Ser Diferente – Todd Parr
A obra ensina as crianças a cultivar a paz e os bons sentimentos. O autor lida com as diferenças entre as pessoas de uma maneira divertida e simples, abordando assuntos que deixam os adultos sem resposta, como adoção, separação de pais, deficiências físicas e preconceitos raciais.
12. Diversidade – Tatiana Belinky
O livro mostra, através de versos, porque é importante sermos todos diferentes. A autora fala que não basta reconhecer que as pessoas não são iguais, é preciso saber respeitar as diferenças.
13. Num tronco de Iroko vi a Iúna cantar – Erika Balbino
Acompanhando as aventuras dos irmãos Cosme, Damião e Doum e seus amigos, os leitores entram em uma jornada que revela a relação do corpo com a música e aproxima as crianças da capoeira por meio de figuras lendárias das religiões de matriz africana. Além do enredo e das ilustrações do grafiteiro Alexandre Keto, um CD com a narração da história pela própria autora e cheio de cantos de capoeira e de Umbanda valorizam ainda mais essa luta, que é apresentada como dança, arte e jogo também.
14. Amanhecer Esmeralda – Ferréz
O livro conta a história da garota Manhã, negra, pobre e com grandes responsabilidades mesmo com tão pouca idade. Manhã tem sua vida transformada ao ganhar um vestido esmeralda de seu professor, que faz com que ela mude a forma como se vê e como vê o mundo ao seu redor.

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/12-dicas-literatura-afro-brasileira-africana-729395.shtml

Com a Palavra: Mestre Alcides de Lima

A tradição oral é a grande escola da vida e dela recupera e relaciona todos os aspectos. Pode parecer caótica àqueles que não lhe descortinam o segredo e desorientar a mentalidade cartesiana acostumada a separar tudo em categorias bem definidas. (…) Ela é ao mesmo tempo religião, conhecimento, ciência natural, iniciação à arte, história, divertimento e recreação, uma vez que todo pormenor sempre nos permite remontar à Unidade primordial.

(BÂ, Amadou Hampâté. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (Coord.) História geral da África, Vol. I. São Paulo: Ática-Unesco, 1982, p. 183) Disponível em: http://www.casadasafricas.org.br/.

É com muita alegria que vimos compartilhar com todos os admiradores e praticantes das culturas populares tradicionais este trabalho, que vem sendo desenvolvido deste 1988, com a fundação do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira – CEACA, na USP. Naquela data este trabalho foi mais direcionado para o início de uma `simbiose`, que compartilhou as culturas de raíz com a Educação formal.

 

O intuito do CEACA sempre foi criar um centro de estudos para pesquisas, e com essas pesquisas viria a transformação da reflexão em ações temáticas e orgânicas, e dentro desta organicidade foram pesquisados temas, e tais temas foram transformados em produtos culturais, como peças teatrais, músicas, vídeos, e agora textos de reflexão.

Lembro-me que dentre as peças que realizamos tivemos “A comemoração de 300 anos da morte de Zumbi dos Palmares”, a “Homenagem à memória de Besouro Mangangá”, também fizemos uma encenação que trazia à tona a questão dos 4 elementos da natureza: terra, fogo, água e ar”, e esta peça foi tema de defesa de uma dissertação da Faculdade de Educação da USP com temática afins do tema abordado. Mais recentemente, tivemos o Canto de Trabalho “Vissungo”, “Ondas Verdes” de Monteiro Lobato, e Navio Negreiro de Castro Alves, dentre outros. Para cada evento deste, lembro-me que produzíamos uma trilha sonora com a autoria do grupo; com produções de vídeos e registros.

 

Devido a seriedade do trabalho, fomos convidados a desenvolver oficinas e workshops no exterior, estivemos nos EUA, na Universidade Estadual do Colorado 1995-1999, departamentos de danca, música e antropologia, além de escolas de educação formal de ensino fundamental e médio; estivemos também em Bordeaux na Franca; San Juan e Luquillo, em Puerto Rico e nas cidades de Temuco, Valdivia e Vila Rica no Chile.

A partir de 2005, com as parcerias do Ponto de Cultura do MinC/Secretaria de Cultura do Estado de Sao Paulo, potencializou-se parte de nossas ações; foram trabalhados a formação de agentes de cultura, participamos da Ação Griô Nacional, da Lei Griô, da Universidade Griô, compusemos a Comissão Nacional de Mestres e participamos de Fóruns de Culturas Populares e Tradicionais.

Junto a tudo isso, é muito importante mencionar, que existe no CEACA uma equipe que se doa ao trabalho, que possui uma voluntariedade imensa em prol da cultura popular, e podemos considerar que a maior parceria é a força de vontade desta equipe, sempre em trabalho compartilhado.

Um grande exemplo disso foi a realização do livro LIMA, Alcides de. (Org.) Capoeira & Educação: coletânea de estudos e práticas. São Paulo: CEACA, 2013, feito com a colaboração de todos, que de alguma forma fazem parte da família CEACA, ou conhecem o nosso trabalho; há também nesta edição, um resumo dos principais trabalhos do Ponto de Cultura.
Vale lembrar que a intenção desta obra é compartilhar com todos um pouco da trajetória de trabalho do CEACA, dando vazão para que essas vozes se expressem na reflexão sobre as culturas populares e tradicionais.

A partir de agora, iniciamos uma fase de inovação social do CEACA com a criação de nossa interface digital na plataforma wordpress, conectada às principais redes sociais, visando às trocas e diálogos interculturais com outros lugares de memória e de cultura do Brasil e do Mundo!

Sejam todo(a)s bem-vindo(a)s ao siteblog da família CEACA – https://capoeiraceaca.wordpress.com

Roda de Capoeira no Amorim Rima, com Mestre Alcides, Tserewaptu (‘O sonhador, o veloz’, em língua Xavante)

Desde 1990, o projeto Expresse-se com Consciência: Faça Capoeira, vem sendo desenvolvido por Mestre Alcides de Lima e Mestre Dorival no CEACA.

Desde 1990, o projeto Expresse-se com Consciência: Faça Capoeira vem sendo desenvolvido por Mestre Alcides de Lima e Mestre Dorival no CEACA.