Como se ensina:

A tradição oral tem os seus métodos o acolhimento, a escuta, a transmissão, a troca, o sentir. Ela não morre, permanece no interior daquele que é tocado e ressoa num som ancestral nos ouvidos dos próximos…

 

 

Capoeira resistência ancestral

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Roda de Maculelê na Praça Elis Regina com o Coletivo Rumpilê Maculelê.

quem tem roupa vai à missa

quem não tem faz como eu…

 

Bora povo…

Bater MACULELÊ.

Domingo, 13/08/2017 às 11h.

Asè.

maculele na praca flyer

Professora Diva Guimarães fala das raízes de um Brasil profundo

A professora Diva Guimarães, negra e pobre, proporcionou um dos momentos mais emocionantes da história da Flip, a Festa Literária de Paraty, nesta sexta-feira (28). Numa das mesas, onde participava o ator e escritor Lázaro Ramos, Diva pediu o microfone e contou a sua narrativa de vida. Em várias passagens de sua história, os presentes (maioria branca), incluindo, palestrantes foram às lágrimas.

A professora falou sobre situações de preconceitos que enfrentou ao longo da vida por ser pobre e negra.

Assista ao vídeo: https://www.facebook.com/flip.paraty/videos/1430453270341189/

Nesse país onde o preconceito existe e é fortíssimo e se mantém velado, nas empresas, nas escolas, nas casas, nas pessoas e em todo lugar – só não vê quem não quer. Abra os olhos! Nós do CEACA (em sua raiz) somos capoeiristas, a capoeira da liberdade, a capoeira criada por Ogum, o orixá da guerra, nunca devemos esquecer ou negar essa origem. Temos o dever de não “embranquecer” ou deixar que “embranqueçam” a história da capoeira e consequentemente do povo negro. Não podemos esquecer e nem negar as lutas que nossos mais velhos travaram e travam até hoje para resistir ao preconceito, à discriminação e à segregação social. Salve Dona Diva! Salve o povo negro! Salve o povo indígena! Salve o povo das favelas e das periferias! Salve às minorias!

Resistência sempre!!! Axé e capoeira neles!!! (Professor Rodrigo Pança)

CEACA : Resistência Ancestral

ceaca

Memória do Ceaca

Alcides.usp

Mestre Alcides de Lima jogando Capoeira

Ceaca-crusp2000

Grupo CEACA de capoeira, Crusp-USP, 2008.

Clique no link para assistir: História do CEACA

Vídeo produzido pelo CEACA em 2010, mostra um pouco da história de resistência e luta para a permanência da capoeira.

É muita história para contar…

 

Batizado 2016.

 

Para não esquecer…

Daquilo que vi:

Triscado no arame

Batido no topo da cabeça

Tomado pelo hálito

Incorporado pela poeira.

#capoeiraresisteciaancestral

Mestre Alcides fala da relação entre Capoeira e Candomblé

Uma roda de conversa com Mestre Alcides de Lima é sempre um momento precioso para extrair partículas de sabedoria sobre a vida, o imaginário e os valores simbólicos que alimentam a cultura de tradição oral. O sagrado está em toda a parte!

Neste breve vídeo que disponibilizamos, Mestre Alcides de Lima fala das relações transversais entre a Capoeira e o Candomblé no Brasil, destacando como a música e os toques (pontos) migram de um lugar para outro, de modo que nem nos damos conta do quanto somos tributários da rica cultura afro-brasileira que herdamos de nossos ancestrais.

A música “Marinheiro Só” já foi interpretada por muita gente: Clementina de Jesus, Clara Nunes, Marisa Monte, Maria Bethânia, Caetano Veloso entre outros; além de “ponto de Candomblé”, é uma das canções mais populares entre os praticantes da Capoeira, presente também em festas infantis. Pertence ao patrimônio das culturas de tradição oral.

 

Marinheiro Só

Eu não sou daqui, Marinheiro só

Eu não tenho amor, Marinheiro só

Eu sou da Bahia, Marinheiro só

De São Salvador, Marinheiro só

Lá vem, lá vem, Marinheiro só

Como ele vem faceiro, Marinheiro só

Todo de branco, Marinheiro só

Com seu bonezinho, Marinheiro só

Ô, marinheiro, marinheiro, Marinheiro só

Ô, quem te ensinou a nadar, Marinheiro só

Ou foi o tombo do navio, Marinheiro só

Ou foi o balanço do mar, Marinheiro só

 

Rolou o Maculelê na Pça Elis Regina

Hoje, dia 09 de Julho de 2017, houve a apresentação do Maculelê na Praça Elis Regina, Butantã-SP. O Maculelê é uma manifestação cultural da Bahia, berço também da capoeira. É uma expressão teatral que conta, através da dança e dos cânticos, a lenda de um jovem guerreiro, que sozinho conseguiu defender sua tribo de outra tribo rival usando apenas dois pedaços de pau, tornando-se o herói da tribo. É um tipo de dança folclórica brasileira de origem afro-brasileira e indígena. A origem do Maculelê tem diversas lendas ao seu redor. Tais lendas, naturalmente, vieram da tradição oral característica às culturas afro-brasileira e indígena da época do Brasil Colônia e inevitavelmente sofreram alterações ao longo do tempo.

 

A apresentação do Maculelê na Praça Elis Regina foi organizada pelo Coletivo Rumpilê Maculelê, que participou ativamente do movimento de ocupação da Creche e Pré-Escola Oeste (USP), por meio de encontros abertos à comunidade, todas as quartas-feiras à tarde.

A ocupação em uma das creches da Universidade de São Paulo (USP), referência em educação infantil, começou no dia 16 de janeiro, quando pais de alunos ocuparam o prédio para impedir que a unidade fechasse. Desde então, eles passaram 24 horas por dia, em esquema de revezamento para impedir a retirada dos objetos da creche. A reabertura da Creche e Pré-Escola Oeste, além de uma grande vitória jurídica, representou a conquista da unidade entre estudantes, trabalhadores e docentes! No final do mês de Junho, os desembargadores, após ouvir nossos argumentos dos procuradores da USP, decidiram por unanimidade pela reabertura da Creche e Pré-Escola Oeste!

Saiba mais sobre a Creche Aberta.

Seguem algumas fotos registradas pelo Contra Mestre Emerson Marinheiro (Lagarto):