Batizado 2016.

 

Para não esquecer…

Daquilo que vi:

Triscado no arame

Batido no topo da cabeça

Tomado pelo hálito

Incorporado pela poeira.

#capoeiraresisteciaancestral

E dá-lhe coco…

CONAN2016 AMORIM LIMA;CEACA 096

Mestre Durval do Coco

Assista o vídeo, clique no link Mestre Durval do Coco

Mestre Durval do Coco ensina como se tira coco ligeiro na escola EMEF Des Amorim Lima, com o CEACA.

É muito axé !!!

 

Capoeira das crianças no Cepeusp

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Hoje, 15 de julho de 2017, mestre Gladson e contra mestre Vinícius abriram as portas do Cepeusp para as crianças da capoeira e desenvolveram atividades pedagógicas com referência na capoeira. Professores de capoeira puderam realizar vivências com as crianças, discutindo a importância da capoeira na formação pessoal do indivíduo.

O CEACA esteve presente e agradece a oportunidade ao mestre Gladson e contra mestre Vinícius.

Rolou o Maculelê na Pça Elis Regina

Hoje, dia 09 de Julho de 2017, houve a apresentação do Maculelê na Praça Elis Regina, Butantã-SP. O Maculelê é uma manifestação cultural da Bahia, berço também da capoeira. É uma expressão teatral que conta, através da dança e dos cânticos, a lenda de um jovem guerreiro, que sozinho conseguiu defender sua tribo de outra tribo rival usando apenas dois pedaços de pau, tornando-se o herói da tribo. É um tipo de dança folclórica brasileira de origem afro-brasileira e indígena. A origem do Maculelê tem diversas lendas ao seu redor. Tais lendas, naturalmente, vieram da tradição oral característica às culturas afro-brasileira e indígena da época do Brasil Colônia e inevitavelmente sofreram alterações ao longo do tempo.

 

A apresentação do Maculelê na Praça Elis Regina foi organizada pelo Coletivo Rumpilê Maculelê, que participou ativamente do movimento de ocupação da Creche e Pré-Escola Oeste (USP), por meio de encontros abertos à comunidade, todas as quartas-feiras à tarde.

A ocupação em uma das creches da Universidade de São Paulo (USP), referência em educação infantil, começou no dia 16 de janeiro, quando pais de alunos ocuparam o prédio para impedir que a unidade fechasse. Desde então, eles passaram 24 horas por dia, em esquema de revezamento para impedir a retirada dos objetos da creche. A reabertura da Creche e Pré-Escola Oeste, além de uma grande vitória jurídica, representou a conquista da unidade entre estudantes, trabalhadores e docentes! No final do mês de Junho, os desembargadores, após ouvir nossos argumentos dos procuradores da USP, decidiram por unanimidade pela reabertura da Creche e Pré-Escola Oeste!

Saiba mais sobre a Creche Aberta.

Seguem algumas fotos registradas pelo Contra Mestre Emerson Marinheiro (Lagarto):

Puxada de rede: um ritual de beleza

A Puxada de Rede surgiu após o período da escravidão, quando os negros não acharam oportunidades de se encaixar no mercado de trabalho e procuram seu sustento no mar. E assim uma parte destes negros se deslocou para as entranhas dos mangues, na região de Santo Amaro – BA. Esta foi umas das primeiras cidades onde viram negros trabalhando. A puxada da rede do xaréu (um tipo de peixe) é uma das heranças mais interessantes dos tempos da escravidão, sobretudo pelo aspecto folclórico, que transformou um labor fatigante em uma das mais agradáveis atrações das praias baianas. Tendo em vista o desenvolvimento tecnológico da pesca e outros fatores relacionados com o meio ambiente, essa atividade artesanal encontra-se em decadência desde a década de 1970, sendo exercida, esporadicamente, somente por algumas das pequenas colônias de pescadores existentes ao longo da orla marítima da Bahia; e, além disso, sem o encanto e a magia dos tempos passados.

Nos meses decorrentes entre outubro e abril, esses peixes procuravam as águas quentes do litoral nordestino a fim de procriarem. Então era a época certa para lançarem a rede ao mar. Era uma atividade que exigia um esforço tremendo e um número muito grande de homens para a tarefa. Os pescadores iam para o mar de madrugada ou às vezes até à noite, para lançar a enorme rede, para só então de manhã puxarem. A puxada da rede era acompanhada de cânticos na maioria em ritmo triste que representavam a dificuldade da vida daqueles que tiram o seu sustento do mar.

Além dos cânticos, os atabaques e as batidas sincronizadas dos pés davam o ritmo para que os homens não desanimassem e continuassem a puxar a enorme rede, o que dava um ar de ritual e beleza àquela atividade. Quando enfim terminavam de puxar a rede, eram entoados cânticos em agradecimento à pescaria e o peixe era partilhado entre os pescadores e começava o festejo em comemoração.

Este vídeo foi produzido e compartilhado por Jorge, do grupo Fonte do Gravatá.

Efetivamente embora ainda seja praticada, em escala muito reduzida, perdeu o seu antigo ritual e efeito sem os cânticos e marcação de pés que tanto a caracterizava e a embelezava no passado. A pesca do xaréu se fazia principalmente nas águas das praias, mas hoje infelizmente está praticamente extinta.

O Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA) valoriza esta tradição popular e desenvolve pesquisas que visam ao reconhecimento e divulgação desta rica manifestação cultural.

Fonte: https://abadarodos.wordpress.com

Os cuidados que devemos considerar quando se propõe a retirada da capoeira da matriz africana.

Nas andanças que o Ponto de Cultura promove temos a feliz oportunidade de conhecer e conversar com diversas pessoas dos mais variados pontos de vista, o que engrandece o nosso conhecimento e nos faz pensar nos conflitos surgidos entre diferentes cabeças. Num destes encontros, no caso o da Teia em Fortaleza, CE, abril de 2010, surgiu uma polêmica entre os grupos de discussão: a de se formar um grupo de trabalho (GT) de capoeira, desvinculando a mesma do GT de Matriz Africana na qual atualmente está inserida, assim como outras manifestações, o jongo, os terreiros etc.

Pensamos que tal iniciativa deva ser extremamente cautelosa, pois se consideramos a capoeira em especial, abrimos precedentes para um GT a cada uma das manifestações existentes dentro do GT Matriz Africana o que desarticularia o grupo e os objetivos dos GTs, e pensando além, o que não impediria de no futuro termos outros GTs dentro destas manifestações tais como GT berimbau, GT toques e afins, o que a nosso ver, além da desarticulação, os próprios tendem a não se reconhecerem mais como uma entidade única.

Quando consideramos aparentemente tão diversas manifestações dentro da Matriz Africana reconhecemos que elas têm uma ancestralidade em comum, preceitos e objetivos parecidos, o que nos faz pensar em uma irmandade.

Então, se levarmos a capoeira a um grupo diferenciado, atrevemos a apontar uma tendência à esportivização, eminência provável aos jogos olímpicos, com a organização de associações, federações estaduais, confederação nacional e internacional, órgãos que existem; porém não há hegemônica aderência. Justamente em razão de muitos mestres não enfatizarem a capoeira como esporte, mas como cultura. Ora, se assim ocorresse, teríamos na capoeira uma visibilidade mundial diferente, com personagens escolhidos (atletas), marketing esportivos, patrocínios e teríamos no final não mais uma manifestação cultural, mas sim um produto.

Efetivamente, não é isso o que se propõem os mestres e participantes dos pontos de cultura e as discussões que ocorrem nos encontros; são anos de luta para considerarem não só a capoeira, mas as manifestações populares como representantes e significativas do povo brasileiro nas mais diversas instâncias.

Sendo ela Patrimônio Cultural Imaterial, devido as suas especificidades no modo de fazer e transmitir que a princípio podemos dizer de uma luta de defesa, afirmação de identidade de um povo, representando a “rebeldia” de um sistema opressor que não oferecia e tão pouco oferece favorecimentos sociais. Já que desde sempre é dada alguma importância às manifestações populares pelo sistema apenas quando estas se prestam a alguma utilidade para ele.

Vamos pensar por que a capoeira está inserida na matriz africana:

Basta pensar na origem da capoeira, mesmo sendo ela uma invenção nacional, ob­servemos e relacionemos os elementos que a compõem: o berimbau, a oralidade, as cantigas em louvações, típicas de povos africanos como os Mali desde o século IX, o respeito à palavra dita que não é esquecida, a hierarquia do mestre ao aprendiz são fundamentos recorrentes da capoeira. Retirá-la da matriz africana seria como extirpar um pedaço do DNA da capoeira, deixando assim de ser a capoeira, apagando a sua ancestralidade. Aqui, como na capoeira, não existe disputa de um contra o outro, mas um com o outro; no en­riquecer humano, o troféu não é metal precioso, mas desenvolvimento humano; levanta­mos aspectos que consideramos importantes para justificá-la na matriz africana.

Então no nosso entendimento não existe um meio de desvincular, esquecer todo um passado que é recontado e marcado no corpo do capoeirista como foi dito acima; para tal teríamos que reinventar outra luta com outras pessoas, com outros objetivos, novas músi­cas, novos toques, e outra forma de entender o mundo.

Quando fiz graduação do curso de Educação Física no início dos anos 1980, fui con­vidado a participar de um seminário organizado por alguns professores da mesma, e ha­via um módulo cujo tema era: “A importância dos movimentos da capoeira na formação física do desportista”; na época, já capoeirista, fui advertido pelo professor organizador do seminário que o mais importante que a capoeira tinha para esse seminário seria a parte de movimentos físicos, a plástica, a ginga, a dança, movimentos acrobáticos, e de forma al­guma, sua história e sua cultura, pensamento existente até hoje em alguns grupos ligados à educação física, ou por ingenuidade ou por proteção de mercado.

Como a capoeira não se define com uma, duas ou três palavras ou frases, ela está na dança, no jogo e na luta, pode ser inserida na literatura, na história, na geografia, da matemática às artes, tem um grande mercado de trabalho na área da educação, sendo argumento para profissionais da área da educação com formação superior, mas também não podemos esquecer-nos dos nossos mestres do saber popular que há muito vêm dedicando e transmitindo seus conhecimentos em todos os campos do saber; temos aí esse reconhecimento pelo MinC através da Ação Griô da Tradição Oral, um edital muito concorrido e agora com o Projeto de Lei e já lançado em audiência pública em várias cidades do Brasil que buscará dar maior reconhecimento aos mestres.

Capoeira brasileira, dança-luta que foi criada e desenvolvida pelos negros escravizados, ligada diretamente à vida socioeconômica, histórica e política do país. Expressão corporal de uma injustiça social cantada e contada no tambor e nas vozes dos mestres, musicalidade que se insere de forma peculiar na história do povo brasileiro, desde o início do século XVII até a atualidade, um mau hábito que cresceu e fecundou em favor da vida.

Seus movimentos dão flexibilidade tanto muscular como articular, tonificam os músculos, sua aprendizagem baseada na oralidade e observação torna a mente atenta aos detalhes, insistente em aprimorar o jogo e superar dificuldades, as conquistas são percebidas em cada roda de capoeira, concebendo um novo olhar às potencialidades.

Hoje, a capoeira pertence a outro contexto, inserida nas artes em geral como a dança, o cinema, a música, as artes plásticas e também em todos os níveis escolares, desde objeto de estudo a conteúdo curricular, fora do país é um identificador cultural do Brasil.

Não restringir a prática a somente uma luta corporal, mas considerar que a sua existên­cia está vinculada a quase toda história do povo brasileiro é respeitar os homens, mulheres e crianças que fazem esta história, a cultura do Brasil.

 

Ms. Alcides e Kati

Alcides de Lima e Katiane Mattge

Fonte: CEACA – CENTRO DE ESTUDOS E APLICAÇÃO DA CAPOEIRA. Capoeira & Educação: coletânea de estudos e práticas. / Mestre Alcides de Lima (Org.). São Paulo: CEACA, 2013, p. 37 e 38. ISBN: 978-85-66647-00-6. Baixe Livro Completo:

https://drive.google.com/file/d/0B8JVCyw9taFscE1mVWphbFJaNlE/edit?usp=sharing

Festa no Arraiá Pé de Baraúna

No dia 25 de junho, a partir das 11 horas, o Espaço Pé de Baraúna, com o apoio do SapéCapoeira, vai celebrar 2 anos de atuação. E nossa comemoração é toda junina. A festa é à caráter e entrada totalmente gratuita.
Este ano traz uma novidade! Faremos a nossa primeira fogueira de São João. Teremos barracas, prendas e muito mais novidades.
O espaço convida toda a comunidade para participar deste momento que além de resgatar as nossas tradições é um belo motivo para celebrar 2 anos da do projeto Pé de Baraúna.

– Músicas, – Quadrilha, – Fogueira, – Barracas, – Bingos e muito mais…

Domingo, 25/06 das 11:00 às 17:00

FESTA NO ARRAIÁ PÉ DE BARAÚNA

Rua Desembargador Theodomiro Dias, 26 – São Paulo