CEACA participa da Festa Junina do Amorim Lima

A Festa Junina é a maior festa coletiva da escola Amorim Lima. Ela é uma grande celebração da cultura popular brasileira e aconteceu hoje, no dia de São João, 24 de Junho de 2017. Durante a festa vários alunos apresentaram números de danças, maracatus, cocos e quadrilhas, incluindo a tradicional roda de capoeira do CEACA, além da ciranda da comunidade, barracas de brincadeiras e comidas e bebidas variadas. Ao final da noite, todas as pessoas participaram do “Cortejo das Lanternas”.

As prendas da Festa Junina foram todas confeccionadas artesanalmente pela comunidade a partir de materiais recicláveis. Toda a comunidade compareceu e ajudou: estudantes, familiares, professoras, professores, funcionárias e funcionários, vizinhos, amigos, cantores populares etc. Foi organizada em conjunto pela comunidade e a equipe de gestão da escola.

Veja a seguir a apresentação do Maculelê pelos integrantes do CEACA:

 

FESTA NO ARRAIÁ PÉ DE BARAÚNA

No dia 25 de junho, a partir das 11 horas, o Espaço Pé de Baraúna, com o apoio do SapéCapoeira, vai celebrar 2 anos de atuação. E nossa comemoração é toda junina. A festa é à caráter e entrada totalmente gratuita.
Este ano traz uma novidade! Faremos a nossa primeira fogueira de São João. Teremos barracas, prendas e muito mais novidades.
O espaço convida toda a comunidade para participar deste momento que além de resgatar as nossas tradições é um belo motivo para celebrar 2 anos da do projeto Pé de Baraúna.

– Músicas, – Quadrilha, – Fogueira, – Barracas, – Bingos e muito mais…

Domingo, 25/06 das 11:00 às 17:00

FESTA NO ARRAIÁ PÉ DE BARAÚNA

Rua Desembargador Theodomiro Dias, 26 – São Paulo

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Evento “Abril pra Angola 2017” homenageia Mestre Alcides de Lima

O Abril Pra Angola é um evento realizado pela Escola de capoeira Angola Cruzeiro do Sul e amigos com supervisão de Mestre Meinha. Reúne várias atividades culturais como capoeira, danças populares, percussão, shows, oficinas e palestras.

O Abril pra Angola é um evento elaborado anualmente com muito carinho e destinado a quem quer realmente conhecer a Capoeira Angola, suas origens, fundamentos e raízes.

No dia 27 de Abril de 2017, Mestre Alcides de Lima, presidente fundador do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA) foi homenageado por Mestre Meinha que entregou-lhe um prêmio de reconhecimento pelo trabalho social, educacional e cultural desenvolvido ao longo de quarenta anos.

“Expresse-se com consciência: faça capoeira” – uma experiência de diálogo entre educação escolar e culturas de tradição oral

Mestre Alcides de Lima Tserewaptu

Ana Carolina Francischette da Costa

 

Neste artigo, o mestre de capoeira Alcides de Lima Tserewaptu e a capoeirista e historiadora Ana Carolina Francischette da Costa relatam a experiência do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (Ceaca), que traça um diálogo entre educação escolar e culturas de tradição oral, especialmente as de matriz afro-indígena. Desde 2000, o Ceaca desenvolve o projeto Expresse-se com Consciência: Faça Capoeira, que trabalha elementos da cultura popular brasileira, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Desembargador Amorim Lima, em São Paulo (SP).

O projeto faz parte do currículo e do projeto pedagógico da escola, e é aplicado nas turmas do 1º ano do Ensino Fundamental, além de atender à comunidade, em oficinas semanais realizadas no período noturno, contribuindo para a formação de centenas de crianças, adolescentes e adultos. As ações do grupo visam estabelecer um diálogo entre a cultura popular oral e a cultura formal, tendo como fio condutor a capoeira, o coco, a ciranda, o samba de roda, o samba duro, a puxada de rede da pesca do xaréu, o toré, o cordel e toda musicalidade e oralidade envolvidas nessas manifestações culturais.

Em suas oficinas, o Ceaca busca associar as culturas de matrizes indígenas e africanas, historicamente silenciadas, valorizando sua história, seus conhecimentos e suas manifestações, pilares da formação social de nosso povo. Trazer esses saberes para a instituição escolar possibilita a ressignificação desse espaço. Ao promover o encantamento da aprendizagem, a valorização e a afirmação da diversidade cultural, o grupo fomenta a descolonização do currículo, a construção de relações ético-raciais positivas, o fortalecimento da ancestralidade, a valorização da experiência de vida, o fortalecimento da autoestima de alunos e alunas, de suas famílias, bem como dos mestres de tradição oral.

Em 2005, por meio de um edital do Ministério da Cultura, o grupo tornou-se o Ponto de Cultura Amorim Rima/Ceaca; em 2006 e 2007, o programa foi selecionado pelo projeto Ação Griô Nacional, da tradição oral, e contemplado com o Prêmio Escola Viva, do Ministério da Cultura.

Clique no link para baixar o Arquivo na Íntegra (pdf)http://www.plataformadoletramento.org.br/arquivo_upload/2016-11/20161121112323-expresse-se-com-consciencia-faca-capoeira-artigo-mestre-alcides.pdf

Sobre os autores

Mestre Alcides de Lima Tserewaptu nasceu em 1947, na cidade de Santa Rita da Estrela (MG). É conhecido e respeitado como mestre de capoeira do Ceaca. Atua como coordenador do Ponto de Cultura Amorim Rima/Ceaca e do projeto “Expresse-se com Consciência: Faça Capoeira”. Mestre Alcides também é representante nacional da Comissão de Griôs e Mestres da Tradição Oral da rede Ação Griô Nacional.

Ana Carolina Francischette da Costa é capoeirista integrante do Ceaca, aluna de Mestre Alcides. Professora de História, historiadora, mestre em História Social pela Universidade de São Paulo. Atua em pesquisas sobre comunidades remanescentes de quilombos e outras comunidades tradicionais com base na história oral; além estudar a relação entre tradição oral e educação formal.

 

Fonte: http://www.plataformadoletramento.org.br/acervo-para-aprofundar/1146/expresse-se-com-consciencia-faca-capoeira.html

 

Memórias do CEACA 2016

52º BATIZADO CEACA & 16º na EMEF AMORIM LIMA

 Venha participar do

52º BATIZADO DO CEACA & 16º NA EMEF DES. AMORIM LIMA

                       PONTO DE CULTURA AMORIM RIMA/CEACA

11 DE DEZEMBRO DE 2016

– DOMINGO –

                                                       10:30h

Rua Vicente Peixoto, 50 Vila Indiana, Butantã

Roda de capoeira com professor Pança

Roda de capoeira com professor Rodrigo Pança

Mestres: Alcides L. Tserewaptu, Dorival dos Santos, Durval A. da Silva (Durval do Coco)

Contra Mestre: Paulinho Baraúna

Professores: Rodrigo Pança, Emerson Marinheiro e Valter Souza

 

Lembramos a todos da Comunidade Amorim Lima, que no dia 11 de dezembro, domingo, teremos na nossa escola o BATIZADO DA CAPOEIRA às 10h30 e a II FEIRA DE ARTESANATOS a partir das 11h.

A FEIRA DE ARTESANATOS tem o objetivo de valorizar o trabalho manual e o consumo responsável na nossa escola. É a oportunidade que familiares e amigos da escola tem de compartilhar e comercializar suas produções artesanais, criações artísticas, seus talentos culinários e ainda ajudar a escola!!

Teremos várias barracas de venda de produtos artesanais e comidinhas caseiras. E também a tradicional barraca da APM com camisetas da escola, produtos da horta, antepastos, pães e sucos feitos por pais voluntários.

As inscrições para expositores deverão ser realizadas até o dia 09/12, com a Dani – assistente da direção, mediante o pagamento de uma taxa que será revertida para a APM.

Quem quiser mais informações pode ligar no tel. 3726.1119 e falar diretamente com a Dani.

“Temos o prazer de convidá-los a engrandecer nossa festa. Traga sua energia, seu Axé!”

AIYÁ NINI TO OGUN LO TO

   “A bravura é tão boa quanto a magia”

    Provérbio em Yorubá

Sr. Durval do Coco cantou na Festa da Cultura do Amorim Lima

Mestre Durval é cantador do Coco. Nasceu em uma cidade de Pernambuco chamada Garanhuns, em 17 de março de 1937. Aprendeu o coco de improviso, escutando minha mãe e suas amigas cantando, mas ele queria cantar diferente, sem o sotaque que elas tinham. Gostar de cantar já vem dessa tradição familiar. Quando tinha uns 17 anos mudou para Olinda, cidade grande de Pernambuco, tudo diferente da cidade pequena onde nasceu. Foi orador de uma associação de um clube de dominó, já falava bem, tinha um discurso muito bom.

Conheceu Mestre Alcides e o CEACA por meio de um grande amigo – Valter (Valtão) – que sempre lhe dizia que tinha que conhecer esse mestre, que gosta de capoeira e macumbas, referindo-se à sua mãe dona Selma que é de terreiro, e ele diz não acreditar nessas coisas.

Participando das festas de Coco na cidade de Recife aprendeu o instrumento que mais lhe agradava na orquestra de coco, o ganzá, que utilizou para acompanhar os versos que começava a fazer, mas não queria fazer igual queria fazer melhor que os outros coquistas.

O coco que o Sr. Durval e a sua família tocam tem como característica o improviso, é uma manifestação popular surgida em festas abertas que sugere a espontaneidade do povo brasileiro, a ludicidade e a espiritualidade reservada ao toque dos instrumentos da orquestra que é formada pelo atabaque, o ganzá e os pontos versados. Considera-se coco raiz aquele que se comunica por meio da expressão e transmissão de conhecimentos através da musicalidade, expressão verbal e corporal.

 

Para saber mais, visite a página do Sr. Durval no site: https://capoeiraceaca.wordpress.com/mestres/durval-do-coco/