O saber espiralado e a história de Mestre Alcides de Lima Tserewaptu

Este registro audiovisual foi realizado por ocasião da Apresentação de Dissertação de Mestrado de Roberta Navas Battistella, intitulada “O saber espiralado: a história de Mestre Alcides de Lima Tserewaptu e a proposta por uma produção partilhada do conhecimento”, sob a orientação do Prof. Dr. Sérgio Bairon Blanco Sant’Anna, ocorrida em 05/12/2017. O objetivo central do trabalho concentra-se no encontro entre as temáticas da história de vida e da produção partilhada do conhecimento, no sentido de compreender o saber que detém Mestre Alcides de Lima Tserewaptu e suas implicações com a expansão da cultura afro-brasileira de tradição oral. Relata a história de vida de Alcides de Lima, desde a sua condição de migrante de Minas Gerais em sua chegada ao município de São Paulo; até suas atividades atuais como membro da Comissão Nacional dos Mestres Griôs, reúne um rico conjunto de atividades e lutas voltadas ao reconhecimento da cultura oral como um saber que precisa ser legitimado pelo Estado brasileiro.

Ao longo desta trajetória, há uma construção de redes de saberes que abrigam a preservação da memória, o envolvimento com comunidades culturais afrodescendentes (Coroação de Reis Congo, o Jongo etc.), o ensino de capoeira e dos saberes orais no contexto escolar. A tradição vivida e constituída por Mestre Alcides no cotidiano transpõe os níveis institucionais do universo da educação e do ensino.

 

Fonte: http://www.snh2015.anpuh.org/resources/anais/39/1434414879_ARQUIVO_ARTIGO_Roberta_Navas_15_06_2015_FINAL.pdf

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Novo logotipo do CEACA

Novo visual: logotipo do Ceaca, com maior definição.

Experiência educativa do Ceaca

Localizada na região do Butantã, em São Paulo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima possui um Plano Político Pedagógico diferente das demais escolas. Na formação teórica do dia 04 de maio de 2015, os/as jovens monitores/as do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) não apenas conheceram a experiência educativa do local, como também vivenciaram algumas práticas de arte-educação baseadas nas culturas tradicional e popular.

No período da manhã, os/as jovens participaram de vivências de coco de roda, samba de roda, maculelê, ciranda e outras manifestações culturais ministradas pelos mestres Alcides de Lima, Durval do Coco e o professor Rodrigo Pança, integrantes do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA).

Existente desde 1988, o CEACA é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão preservar e promover as culturas tradicionais, em especial a capoeira. Desde abril de 2000 desenvolve oficinas junto aos/as alunos/as da EMEF Desembargador Amorim Lima. No local, atua como Ponto de Cultura “Amorim Rima/CEACA” desde 2005.

[A formação do dia] foi mais uma vivência pra vocês [jovens] sentirem no corpo como se dá essa relação da cultura tradicional com a escola”, explicou Rodrigo Pança antes das atividades começarem.

Rodrigo também conversou com os/as monitores/as sobre sua trajetória na capoeira. Oriundo da Favela do São Remo, ainda criança começou participar das oficinas de capoeira no projeto “Minha História” ministradas pelos mestres Alcides e Dorival. “A capoeira e o trabalho que os mestres [Alcides e Dorival] desenvolvem, e que eu de certa forma dou continuidade, transformou a minha vida no sentido de sair daquele mundo da minha comunidade, porque se você não se abrir, você acha que o mundo é aquilo que se vive lá”.

 

Festa de Batizado CEACA, 2015: Memória

Paula Cristina Bernardo adicionou um novo vídeo, em 14 de dezembro de 2015 no facebook, que ora publicamos em nosso site.

Na roda de capoeira vemos Mestre Dorival jogando, que foi o seu primeiro padrinho de Capoeira. Registramos aqui o seu depoimento:

“Minha primeira queda, meu primeiro cordão. Vinte quatro anos depois olha ele aí… Muita honra em revê-los mestres Alcides de Lima, Mestre Dorival, Mestre Flavio Sargento Alabê Oliveira, Mestre Brasília, Mestre Kenura, Dinho Nascimento, Edison Luís dos Santos, Mario Costa, Pança, Paulo Almeida Baraúna, dona Maria e outros tantos camaradas. Muito prazer em assistir o batizado dessa nova geração de Capoeiras arrasando. Voltar às raízes é muito bom. Foi um domingo para relembrar os velhos tempos de CEACA, conhecer as novas gerações do Ceaca Butantã, matar saudades do meus mestres Alcides de Lima, Dorival, reencontrar velhos amigos. Foi um domingo de mestres. Parabéns aos formandos do Ceaca Butantã.”

 

 

Percepções da diferença: negros e brancos na escola

A coleção Percepções da diferença: negros e brancos na escola é destinada a professores da educação infantil e do ensino fundamental. Seu intuito é discutir de maneira direta e com profundidade alguns temas que constituem verdadeiros dilemas para professores diante das discriminações sofridas por crianças negras de diferentes idades em seu cotidiano nas escolas.
Diferenciar é uma característica de todos os animais. Também é uma característica humana muito forte e muito importante entre as crianças, mesmo quando são bem pequenas, na idade em que frequentam creches e pré-escolas e começam a conviver com outras observando que não são todas iguais.

Mas como lidar com o exercício humano de diferenciar sem que ele se torne discriminatório? O que fazer quando as crianças se dão conta da diferença entre a cor e a textura dos cabelos, os traços dos rostos, a cor da pele? Como evitar que esse processo se transforme em algo negativo e excludente? Como sugerir que as crianças brinquem com as diferenças no lugar de brigarem em função delas?
Os 10 volumes que compõem a coleção Percepções da diferença chamam a atenção para momentos em que a diferenciação ocorre, quando se torna discriminatória, e sugerem formas para lidar com esses atos de modo a colaborar para que a autoestima e o respeito entre crianças sejam construídos.

Os autores discutem conceitos e questionam preconceitos. Fazem sugestões de como explorar as diferenças de maneira positiva, por meio de brincadeiras e histórias, e de leituras que possam auxiliá-los a aprofundar a reflexão sobre os temas, caso desejem fazê-lo. Para compor a coleção, o NEINB-USP (Núcleo de Apoio à Pesquisas em Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro) convidou especialistas e educadores de diferentes áreas. Cada volume reflete o ponto de vista do autor ou da autora de modo a assegurar a diversidade de pensamentos e abordagens sobre os assuntos tratados.

 

Clique no link para baixar as obras gratuitamente:

  • Percepções da diferença – Volume 1 – Neste volume são discutidos aspectos teóricos gerais sobre a forma como percebemos o outro. Para além de todas as diretrizes pedagógicas, lidar com as diferenças implica uma predisposição interna para repensarmos nossos valores e possíveis preconceitos. Implica o desejo de refletir sobre a especificidade das relações entre brancos e negros e sobre as dificuldades que podem marcar essa aproximação. Por isso é importante saber como, ao longo da história, construiu-se a ideologia de que ser diferente pode ser igual a ser inferior.
  • Maternagem. Quando o bebê pede coloVolume 2 – Este volume discute o conceito de maternagem e mostra sua importância para a construção da identidade positiva dos bebês e das crianças negras. Esse processo, iniciado na família, continua na escola por meio da forma como professores e educadores da educação infantil tratam as crianças negras, oferecendo-lhes carinho e atenção.
  • Moreninho, neguinho, pretinho – Volume 3 – Este volume mostra como os nomes são importantes e fundamentais no processo de construção e de apropriação da identidade de cada um. Discute como as alcunhas e os xingamentos são tentativas de desconstrução/desqualificação do outro, e apresenta as razões pelas quais os professores devem “decorar” os nomes de seus alunos.
  • Cabelo bom. Cabelo ruim – Volume 4 – Muitas vezes, no cotidiano escolar, as crianças negras são discriminadas negativamente por causa de seu cabelo. Chamamentos pejorativos como “cabeça fuá”, “cabelo pixaim”, “carapinha” são naturalmente proferidos pelos próprios educadores, que também assimilaram estereótipos relativos à beleza. Neste volume discute-se a estética negra, principalmente no que se refere ao cabelo e às formas como os professores podem descobrir e assumir a diversidade étnico-cultural das crianças brasileiras.
  • Professora, não quero brincar com aquela negrinha! – Volume 5 – Este volume trata das maneiras como os professores podem lidar com o preconceito das crianças que se isolam e se afastam das outras por causa da cor/raça.
  • Por que riem da África?Volume 6 – Muitas vezes crianças bem pequenas já demonstram preconceito em relação a tudo que é associado à África: música, literatura, ciência, indumentária, culinária, arte… culturas. Neste volume discute-se o que pode haver de preconceituoso em rir desses conteúdos. Apresentam-se ainda elementos que permitem uma nova abordagem do tema artes e africanidades em sala de aula.
  • Tímidos ou indisciplinados?Volume 7 – Alguns professores estabelecem uma verdadeira díade no que diz respeito à forma como enxergam seus alunos negros. Ora os consideram tímidos demais, ora indisciplinados demais. Neste volume discute-se o que há por trás da suposta timidez e da pretensa indisciplina das crianças negras.
  • Professora, existem santos negros? Histórias de identidade religiosa negra – Volume 8 – Neste volume se discutem aspectos do universo religioso dos africanos da diáspora mostrando a forma como a religião negra, transportada para a América, foi reconstituída de modo a estabelecer conexões entre a identidade negra de origem e a sociedade à qual esse povo deveria se adaptar. São apresentadas as formas como a população negra incorporou os padrões do catolicismo à sua cultura e como, por meio deles, construiu estratégias de resistência, de sobrevivência e de manifestação de sua religiosidade.
  • Brincando e ouvindo estórias – Volume 9 – Este volume apresenta sugestões de atividades, brincadeiras e histórias que podem ser narradas às crianças da educação infantil e também aspectos da História da diáspora africana em território brasileiro, numa visão diferente da abordagem realizada pelos livros didáticos tradicionais. Mostra o quanto de contribuição africana existe em cada gesto da população nacional (descendentes de quaisquer povos que habitam e colaboraram para a construção deste país multiétnico), com exemplos de ações, pensamentos, formas de agir e de observar o mundo. Serve não só a educadores no ambiente escolar, mas também ao lazer doméstico, no auxílio de pais e familiares interessados em ampliar conhecimentos e tornar mais natural as reações das crianças que começam a perceber a sociedade e seu papel dentro dela.
  • Eles têm a cara preta? – Volume 10 – Este exemplar apresenta práticas de ensino que foram partilhadas com aproximadamente 300 professores, gestores e agentes escolares da rede municipal de educação infantil da cidade de São Paulo. Trata-se da Formação de Professores intitulada Negras Imagens – Mídias e Artes na Educação Infantil. Alternativas à implementação da Lei 10.639/03 elaborada e coordenada por pesquisadoras do NEINB/USP simultânea e complementarmente ao projeto “Percepções da Diferença – Negros e brancos na escola.

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Fonte: NEINB-USP – Núcleo de Apoio à Pesquisas em Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro.

Professora Diva Guimarães fala das raízes de um Brasil profundo

A professora Diva Guimarães, negra e pobre, proporcionou um dos momentos mais emocionantes da história da Flip, a Festa Literária de Paraty, nesta sexta-feira (28). Numa das mesas, onde participava o ator e escritor Lázaro Ramos, Diva pediu o microfone e contou a sua narrativa de vida. Em várias passagens de sua história, os presentes (maioria branca), incluindo, palestrantes foram às lágrimas.

A professora falou sobre situações de preconceitos que enfrentou ao longo da vida por ser pobre e negra.

Assista ao vídeo: https://www.facebook.com/flip.paraty/videos/1430453270341189/

Nesse país onde o preconceito existe e é fortíssimo e se mantém velado, nas empresas, nas escolas, nas casas, nas pessoas e em todo lugar – só não vê quem não quer. Abra os olhos! Nós do CEACA (em sua raiz) somos capoeiristas, a capoeira da liberdade, a capoeira criada por Ogum, o orixá da guerra, nunca devemos esquecer ou negar essa origem. Temos o dever de não “embranquecer” ou deixar que “embranqueçam” a história da capoeira e consequentemente do povo negro. Não podemos esquecer e nem negar as lutas que nossos mais velhos travaram e travam até hoje para resistir ao preconceito, à discriminação e à segregação social. Salve Dona Diva! Salve o povo negro! Salve o povo indígena! Salve o povo das favelas e das periferias! Salve às minorias!

Resistência sempre!!! Axé e capoeira neles!!! (Professor Rodrigo Pança)

Os cuidados que devemos considerar quando se propõe a retirada da capoeira da matriz africana.

Nas andanças que o Ponto de Cultura promove temos a feliz oportunidade de conhecer e conversar com diversas pessoas dos mais variados pontos de vista, o que engrandece o nosso conhecimento e nos faz pensar nos conflitos surgidos entre diferentes cabeças. Num destes encontros, no caso o da Teia em Fortaleza, CE, abril de 2010, surgiu uma polêmica entre os grupos de discussão: a de se formar um grupo de trabalho (GT) de capoeira, desvinculando a mesma do GT de Matriz Africana na qual atualmente está inserida, assim como outras manifestações, o jongo, os terreiros etc.

Pensamos que tal iniciativa deva ser extremamente cautelosa, pois se consideramos a capoeira em especial, abrimos precedentes para um GT a cada uma das manifestações existentes dentro do GT Matriz Africana o que desarticularia o grupo e os objetivos dos GTs, e pensando além, o que não impediria de no futuro termos outros GTs dentro destas manifestações tais como GT berimbau, GT toques e afins, o que a nosso ver, além da desarticulação, os próprios tendem a não se reconhecerem mais como uma entidade única.

Quando consideramos aparentemente tão diversas manifestações dentro da Matriz Africana reconhecemos que elas têm uma ancestralidade em comum, preceitos e objetivos parecidos, o que nos faz pensar em uma irmandade.

Então, se levarmos a capoeira a um grupo diferenciado, atrevemos a apontar uma tendência à esportivização, eminência provável aos jogos olímpicos, com a organização de associações, federações estaduais, confederação nacional e internacional, órgãos que existem; porém não há hegemônica aderência. Justamente em razão de muitos mestres não enfatizarem a capoeira como esporte, mas como cultura. Ora, se assim ocorresse, teríamos na capoeira uma visibilidade mundial diferente, com personagens escolhidos (atletas), marketing esportivos, patrocínios e teríamos no final não mais uma manifestação cultural, mas sim um produto.

Efetivamente, não é isso o que se propõem os mestres e participantes dos pontos de cultura e as discussões que ocorrem nos encontros; são anos de luta para considerarem não só a capoeira, mas as manifestações populares como representantes e significativas do povo brasileiro nas mais diversas instâncias.

Sendo ela Patrimônio Cultural Imaterial, devido as suas especificidades no modo de fazer e transmitir que a princípio podemos dizer de uma luta de defesa, afirmação de identidade de um povo, representando a “rebeldia” de um sistema opressor que não oferecia e tão pouco oferece favorecimentos sociais. Já que desde sempre é dada alguma importância às manifestações populares pelo sistema apenas quando estas se prestam a alguma utilidade para ele.

Vamos pensar por que a capoeira está inserida na matriz africana:

Basta pensar na origem da capoeira, mesmo sendo ela uma invenção nacional, ob­servemos e relacionemos os elementos que a compõem: o berimbau, a oralidade, as cantigas em louvações, típicas de povos africanos como os Mali desde o século IX, o respeito à palavra dita que não é esquecida, a hierarquia do mestre ao aprendiz são fundamentos recorrentes da capoeira. Retirá-la da matriz africana seria como extirpar um pedaço do DNA da capoeira, deixando assim de ser a capoeira, apagando a sua ancestralidade. Aqui, como na capoeira, não existe disputa de um contra o outro, mas um com o outro; no en­riquecer humano, o troféu não é metal precioso, mas desenvolvimento humano; levanta­mos aspectos que consideramos importantes para justificá-la na matriz africana.

Então no nosso entendimento não existe um meio de desvincular, esquecer todo um passado que é recontado e marcado no corpo do capoeirista como foi dito acima; para tal teríamos que reinventar outra luta com outras pessoas, com outros objetivos, novas músi­cas, novos toques, e outra forma de entender o mundo.

Quando fiz graduação do curso de Educação Física no início dos anos 1980, fui con­vidado a participar de um seminário organizado por alguns professores da mesma, e ha­via um módulo cujo tema era: “A importância dos movimentos da capoeira na formação física do desportista”; na época, já capoeirista, fui advertido pelo professor organizador do seminário que o mais importante que a capoeira tinha para esse seminário seria a parte de movimentos físicos, a plástica, a ginga, a dança, movimentos acrobáticos, e de forma al­guma, sua história e sua cultura, pensamento existente até hoje em alguns grupos ligados à educação física, ou por ingenuidade ou por proteção de mercado.

Como a capoeira não se define com uma, duas ou três palavras ou frases, ela está na dança, no jogo e na luta, pode ser inserida na literatura, na história, na geografia, da matemática às artes, tem um grande mercado de trabalho na área da educação, sendo argumento para profissionais da área da educação com formação superior, mas também não podemos esquecer-nos dos nossos mestres do saber popular que há muito vêm dedicando e transmitindo seus conhecimentos em todos os campos do saber; temos aí esse reconhecimento pelo MinC através da Ação Griô da Tradição Oral, um edital muito concorrido e agora com o Projeto de Lei e já lançado em audiência pública em várias cidades do Brasil que buscará dar maior reconhecimento aos mestres.

Capoeira brasileira, dança-luta que foi criada e desenvolvida pelos negros escravizados, ligada diretamente à vida socioeconômica, histórica e política do país. Expressão corporal de uma injustiça social cantada e contada no tambor e nas vozes dos mestres, musicalidade que se insere de forma peculiar na história do povo brasileiro, desde o início do século XVII até a atualidade, um mau hábito que cresceu e fecundou em favor da vida.

Seus movimentos dão flexibilidade tanto muscular como articular, tonificam os músculos, sua aprendizagem baseada na oralidade e observação torna a mente atenta aos detalhes, insistente em aprimorar o jogo e superar dificuldades, as conquistas são percebidas em cada roda de capoeira, concebendo um novo olhar às potencialidades.

Hoje, a capoeira pertence a outro contexto, inserida nas artes em geral como a dança, o cinema, a música, as artes plásticas e também em todos os níveis escolares, desde objeto de estudo a conteúdo curricular, fora do país é um identificador cultural do Brasil.

Não restringir a prática a somente uma luta corporal, mas considerar que a sua existên­cia está vinculada a quase toda história do povo brasileiro é respeitar os homens, mulheres e crianças que fazem esta história, a cultura do Brasil.

 

Ms. Alcides e Kati

Alcides de Lima e Katiane Mattge

Fonte: CEACA – CENTRO DE ESTUDOS E APLICAÇÃO DA CAPOEIRA. Capoeira & Educação: coletânea de estudos e práticas. / Mestre Alcides de Lima (Org.). São Paulo: CEACA, 2013, p. 37 e 38. ISBN: 978-85-66647-00-6. Baixe Livro Completo:

https://drive.google.com/file/d/0B8JVCyw9taFscE1mVWphbFJaNlE/edit?usp=sharing