Veredas da informação em culturas de tradição oral

Em nome do CEACA, agradecemos a Todos os Amigos e Amigas que compareceram para assistir à Defesa da Tese de Doutorado intitulada “Veredas da informação em culturas de tradição oral: a esfera encantada das bibliotecas vivas”, autoria de Edison Luís dos Santos ocorrida no dia 06 de Agosto de 2018, às 14h00, na sala Aprendizado Eletrônico (101), 1º andar do Prédio Central da ECA/USP.

Manifestamos a mais alta estima e satisfação por contarmos com a dádiva de vossa presença!

Título: Veredas da informação em culturas de tradição oral: a esfera encantada das bibliotecas vivas

Resumo: A tese apresenta o estudo de natureza exploratória do processo de produção partilhada de saberes e apropriação de dispositivo de informação desenvolvido com mestres e aprendizes da cultura de tradição oral. A obra resulta de um diálogo na fronteira entre o legado das culturas de tradição oral e as novas tecnologias da escrita, em que experimentamos uma relação com o saber, voluntária e coletiva, da ciência como artesanato. A materialização da produção partilhada de saberes se deu no fazer prático (savoir-faire) por meio do qual os sujeitos do saber aprenderam a conhecer e a fazer juntos.

Palavras-chave: Epistemologia da Ciência da Informação. Cultura – Tradição Oral. Informação e Memória. Dispositivo de Informação. Redes Sociotécnicas. Bibliotecas Vivas

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Memória & Audiovisual: “Vadiação”, 1954

Vadiação é um curta-metragem produzido em 1954 pelo cineasta Alexandre Robatto Filho, considerado o pioneiro do cinema baiano. O vídeo, com cerca de 8 minutos, apresenta uma bela vadiação em Salvador, com alguns dos grandes capoeiras e mestres da Bahia da época: Mestres Bimba e Waldemar, Traíra, Caiçara, Curió, Crispim (filho de Bimba), Nagé, entre outros. O filme contou com a colaboração de Paulo Jatobá, Manoel Ribeiro, Silvio Robatto e do artista plástico argentino Carybé, que retratou em sua obra importantes manifestações tradicionais da Bahia, como a capoeira, o candomblé e o samba de roda. Valioso documento para a memória da capoeira e simplesmente um marco na história do cinema brasileiro envolvendo a capoeira.

Assista ao vídeo. Nele verá alguns capoeiristas renomados que tocam berimbaus e pandeiros e cantam, enquanto outros se revezam no jogo da capoeira, assistidos por várias pessoas.

 

Grandes mestres da capoeira baiana.

 

Como se ensina:

A tradição oral tem os seus métodos o acolhimento, a escuta, a transmissão, a troca, o sentir. Ela não morre, permanece no interior daquele que é tocado e ressoa num som ancestral nos ouvidos dos próximos…

 

 

Capoeira resistência ancestral

Experiência educativa do Ceaca

Localizada na região do Butantã, em São Paulo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima possui um Plano Político Pedagógico diferente das demais escolas. Na formação teórica do dia 04 de maio de 2015, os/as jovens monitores/as do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) não apenas conheceram a experiência educativa do local, como também vivenciaram algumas práticas de arte-educação baseadas nas culturas tradicional e popular.

No período da manhã, os/as jovens participaram de vivências de coco de roda, samba de roda, maculelê, ciranda e outras manifestações culturais ministradas pelos mestres Alcides de Lima, Durval do Coco e o professor Rodrigo Pança, integrantes do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA).

Existente desde 1988, o CEACA é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão preservar e promover as culturas tradicionais, em especial a capoeira. Desde abril de 2000 desenvolve oficinas junto aos/as alunos/as da EMEF Desembargador Amorim Lima. No local, atua como Ponto de Cultura “Amorim Rima/CEACA” desde 2005.

[A formação do dia] foi mais uma vivência pra vocês [jovens] sentirem no corpo como se dá essa relação da cultura tradicional com a escola”, explicou Rodrigo Pança antes das atividades começarem.

Rodrigo também conversou com os/as monitores/as sobre sua trajetória na capoeira. Oriundo da Favela do São Remo, ainda criança começou participar das oficinas de capoeira no projeto “Minha História” ministradas pelos mestres Alcides e Dorival. “A capoeira e o trabalho que os mestres [Alcides e Dorival] desenvolvem, e que eu de certa forma dou continuidade, transformou a minha vida no sentido de sair daquele mundo da minha comunidade, porque se você não se abrir, você acha que o mundo é aquilo que se vive lá”.

 

A Universidade e a Pedagogia Griô

A reportagem foi publicada na TV USP em 17 de junho de 2015. Discute a relação entre o meio universitário e as culturas tradicionais e descobre que ela pode se dar para além da dualidade pesquisadores-pesquisados. A partir da Pedagogia Griô e sua concepção de diálogo entre a tradição escrita e a tradição oral, verificamos como a USP e as culturas tradicionais se relacionam.

A reportagem se inspirou na edição número 3 da Revista Diversitas, publicada pelo Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, da USP, que teve como tema a Pedagogia Griô. Foram entrevistados:

– Líllian Pacheco, criadora da Pedagogia Griô;
– Zilda Iokoi, historiadora e coordenadora do Núcleo Diversitas;
– Mestre Alcides de Lima (Tserewaptu), mestre de capoeira e da tradição oral, funcionário aposentado da USP;
– Roberta Battistella, pesquisadora de cultura oral;
– Ana Carolina Francischette, historiadora.

 

 

Revista Diversitas, São Paulo, ano 2, n. 3, set.2014, mar.2015. Baixe o pdf > aqui.

Apresentação na Teia da Diversidade: Memória

Registro de Audiovisual compartilhado por Mestre Alcides de Lima, apresentação na Rádio Amnésia, Teia da Diversidade, UFRN – Natal/RN, maio de 2014.

Contou com a presença de Mãe Lucia de Oyá, Bete de Oxum, Mestre Alcides de Lima, Mestre Marquinhos Simplício, Mestre Chico, Lilian Pacheco, Darlan, Edison Luís dos Santos, entre outros.

 

Mestres do saber: multimídia e oralidade

Oficina de Audiovisual – Edição de Imagens e Vídeos – realizada no dia 08 de abril de 2017, das 10h à 15hs, na Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP); foi ministrada pelo Prof. Dr. Almir Almas, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), que ofereceu ajuda, suporte e instruções em regime de produção partilhada de saberes. Contou com a participação de Mestre Alcides de Lima, Mestre Dorival dos Santos, Katiane Mattge, professor Valter José de Souza, Rogério dos Santos Ribeiro, Edison Luís dos Santos, Lucas Pereira Tobias, Guilherme da Silva Linhares, Roberta Navas Battistella, Marcela Santana, Felipe Maximo de Brito e Rafael Massaro Imajó.
Apresentamos aqui um dos vídeos produzidos na Oficina de Edição de Audiovisual, de autoria de Felipe Maximo de Brito (Cabelo)