Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” – Memória Audiovisual

O Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” faz parte da Memória Audiovisual do CEACA, referente ao ano de 2009. É o resultado de um trabalho de pesquisa e investigação, intervenção urbana e apresentação audiovisual que tem como foco a história da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional.

“Esta atividade integra o Prêmio Interações Estéticas Residências Artísticas em Pontos de Cultura” e foi publicado no Youtube em 14 de out de 2015.

 

Direção: Daniel Lima

Concepção e Realização: Daniel Lima, Daniela Biancardi

Griô Urbano: Mestre Alcides de Lima

Ponto de Cultura Amorim Rima / CEACA:
Mestre Alcides de Lima
Mestre Dorival dos Santos

Mestre Durval do Côco
Adelvan de Lima (Esquilo)
Fabio Rocha (Soneca)
Herinque Rocha (Sonequinha)
Rodrigo Martins (Pança)
Tomás Pimentel (Tomate)
Direção Musical:
João Nascimento

Participação Musical:
Eliane do Côco
Diana Tatit
Tati Tatit
Katiane Mattge
Athaíde Camará (Marcha Lenta)

 

Participação Especial:
Alfredo Zito
Athaíde Camará (Marcha Lenta)
CM Durval (Jabá)
Diana Tatit
Eliane do Côco
Emerson Marinheiro (Lagarto)
João Nascimento
Katiane Mattge
Mário Salles (Gaúcho)
Tati Tatit
Roberta Estrela D’Alva
Majoi Gongora
Paulinho Baraúna

Apoio:
CEU Butantã
EMEF Desembargador Amorim Lima
Política do Impossível – PI

Fonte: Youtube

As Energias na Roda: Mestre Alcides e Mestre Brasília

Biocapoeira método desenvolvido para melhorar a qualidade de vida, aumentara o bem-estar e a longevidade. Sobre as energias da roda para a vida e da vida para a roda de capoeira. Entrevista gravada em audiovisual com dois grandes mestres da capoeira e da tradição oral: Brasília e Alcides relatam aqui a experiência deles com as energias da roda.

Descolonizando nossas almas, debate acadêmico

A proposta deste texto é de um diálogo entre os saberes acadêmicos e os orais; entre os saberes tradicionais e os eruditos; é uma iniciativa para se pensar a descolonização das nossas almas. Foi proposto e escrito de maneira partilhada por um Mestre da tradição oral, Alcides de Lima Tserewaptu, e por uma jovem pesquisadora, Roberta Navas. Buscamos refletir brevemente sobre as condições dos afrodescendentes no contexto brasileiro, com base em uma abordagem epistemológica – que perpassa por perspectivas históricas, educacionais, sociais e culturais.
Nos conhecemos em dezembro de 2012, no interior das vivências do curso de extensão (1), ministrado por mestres da cultura oral, professores e pesquisadores acadêmicos, intitulado Pedagogia Griô e Produção Partilhada do Conhecimento (FFLCH – USP), no qual experimentamos, conhecemos e refletimos sobre propostas e novas abordagens conceituais do universo das culturais orais do Brasil e das possibilidades de uma maior socialização destes saberes no âmbito do ensino em geral. É mais que sabido que a oralidade percorre quase todos os espaços da cultura letrada, ou seja, é base para a transmissão de conhecimento, mas foi continuamente posta à prova e não-legitimada em ambientes institucionais, tais como a Universidade.
Em sociedades orais, “se reconhece a fala não apenas como um meio de comunicação diária, mas também como um meio de preservação da sabedoria dos ancestrais, veneradas no que poderíamos chamar elocuções-chave, isto é, tradição oral”. Neste sentido, o conceito de tradição oral pode ser definido como “de fato, um testemunho transmitido verbalmente de uma geração para outra” (VANSINA, 2010). No continente africano, em determinadas regiões como a do Mali, as figuras que representavam esta transmissão eram os mestres da tradição oral e griots, que podem ser divididos em griots músicos, griots embaixadores, griots  louvadores e genealogistas.
Para nós, o termo griô simboliza uma forte expressão tanto da valorização dos saberes orais oriundos dos recônditos rurais e das cidades do Brasil, quanto da valorização do encontro entre a brasilidade e o mundo diverso que a compôs. Assim, o saber do griô está calcado na tradição oral, aqui definida por um saber que é transmitido de geração em geração, e que reinaugura a cada novo nascimento a reprodução de si própria, e do contato com o outro.
De acordo com Mestre Alcides, os griôs e mestres da tradição oral “são todos aqueles e aquelas que detêm um saber que vem sendo transmitido por várias gerações, secular ou milenar através da oralidade, e se reconhece e é reconhecido/a por sua comunidade”. Ou seja, a construção se materializa por meio das histórias do seu povo no interior da rede de histórias das comunidades. Nesse universo, não podemos enfatizar uma etnia ou uma cultura específicas, pois as suas singularidades só adquiriram importância na diversidade do diálogo com outras culturas.
Por um lado, a sabedoria do griô reconhece que sua existência só foi possível em consequência dos antepassados que a constituíram, por meio de um movimento dinâmico de culturas em contínua formação – que chegaram no Brasil e têm construído seus modos de transmissão pela oralidade e seu caminho de entregar ao universo de sua comunidade.  Por outro, o saber do griô é uma forma de definirmos o que pode ser familiar, e é por meio das histórias dos mestres que os objetos da cultura adquirem vibração. Tambores, redes, tapetes, vasilhas, muzuás, artesanatos etc., adquirem vida graças às histórias (re)contadas pelos Mestres. Este saber oral tem seu grande fundamento na intenção de compartilhar vivências, que podem estar inscritas nos rituais religiosos, nas danças, na capoeira (BAIRON, 2012).
Nas sociedades tradicionais seculares e/ou milenares do continente africano, as culturas não são constituídas sob divisões, ou seja, em partes: elas são um todo. Já em sociedades ocidentais, a constituição cultural se dá de maneira mais desconectada. Acreditamos que no contexto ocidental, isso possa ter ocorrido devido a reelaboração e junção das diferentes culturas. Até um certo ponto, por necessidade; por outro lado, por ser uma estratégia das culturas “dominantes” para um melhor e maior controle, pois no acontecer dessa divisão, ocorre uma disputa para que se legitime qual delas é a mais qualificada, a mais “original”: a verdadeira.
Podemos citar como exemplo, o que aconteceu com duas grandes maltas de capoeira na cidade do Rio de Janeiro no final do século XIX, Guaiamuns e Nagôas. A primeira se dizia originalmente brasileira e defendia o partido republicano, a segunda se dizia originalmente africana e defendia o movimento monarquista.
As culturas tradicionais são construídas, elaboradas, atualizadas e transmitidas por suas comunidades, não tendo dono. Já o que vemos na contemporaneidade é a apropriação das culturas tradicionais por parte dos grupos dominantes, atendendo exatamente a proposta destes grupos, pois desarticulam a força da cultura no seu sentido de resistência social. Isso também se aplica à capoeira, uma vez que na discussão acerca da capoeira angola (mãe) – africana, negra; e a capoeira regional, brasileira, branca é necessário reconhecer que no passado, não existiam essas duas nomenclaturas, era somente capoeira. Se pegarmos a etimologia da palavra capoeira, esta não abriga em seu nome a origem africana, mas sim indígena, kaá-pu‘era, (Tupi) – o mato ralo ou cortado.
O que buscamos com a descolonização das nossas almas? O encontro para o reconhecimento, para o diálogo, para o respeito unido a um orgulho incondicional da nossa formação cultural, que abriga suas diversidades nas raízes indígenas, africanas, europeias. Por outro lado, nesta descolonização deve haver espaço para uma ressignificação da historicidade, na qual se discuta o processo genocida de colonização, que ainda persiste em determinar os valores dos saberes e, por consequência, os valores das nossas vidas.

Alcides de LimaMestre Alcides Tserewaptu – Mestre de capoeira e de tradição oral, licenciado pleno em Educação Física e Pedagogia, com especialização em Educação Física Infantil e Ginástica de Manutenção.

Roberta Navas Battistella Relações Públicas, colaboradora da Escola de Governo e mestranda do programa de pós-graduação interdisciplinar Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades pela FFLCH – USP.

Nota

(1) Apresentação audiovisual do curso disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=8h_fALXNcWI Notícia publicada no portal UNIVESP sobre o curso disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=4_hmdlBKWP8 . Acesso em: 13.07.2015.

Bibliografia

BAIRON, Sérgio. Livre docente da USP fala sobre a Lei Griô. 2012. Disponível em: http://www.acaogrio.org.br/blog/2012/11/13/sergio-bairon-livre-docente-da-usp-fala-sobre-a-lei-grio/ . Acesso em: 14.06.2015.

BAIRON, Sérgio, BATTISTELLA, Roberta N., LAZANEO, Caio. Fundamentos da produção partilhada do conhecimento e o saber do Mestre Griô. Revista Diversitas, n. 3. USP, São Paulo: 2015, pp. 247-265.

CEACA – CENTRO DE ESTUDOS E APLICAÇÃO DA CAPOEIRA. Capoeira & Educação: coletânea de estudos e práticas. / Mestre Alcides de Lima (Org.). São Paulo: CEACA, 2013.

COSTA, A. C. F. ; LIMA, M. A. . Entrevista com Mestre Alcides de Lima. Revista Diversitas, v. 2, p. 385-396, 2014.

HAMPÂTÉ BÂ, Amadou. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (coord.) Metodologia e Pré-História da África, História Geral da África. Brasília: Unesco, 2010. v.1. p.193.

LIMA, Alcides D. Capoeira & Educação: Coletânea de Estudos e Práticas. São Paulo:  CEACA, 2013.

SOARES, Carlos Eugênio Líbano. A Negregada Instituição: os capoeiras na Corte Imperial 1808-1850,  Unicamp, 1993.

VANSINA, Jan. A tradição oral e sua metodologia. In: KI-ZERBO, J.(coord.) Metodologia e Pré-História da África, História Geral da África. Brasília: UNESCO, 2010.

Fonte: http://www.unesp.br/portal#!/debate-academico/descolonizando-nossas-almas/, publicado em 15/07/2015, site UNESP.

Memórias da Festa Junina no Amorim Lima 2015

A festa junina na escola Amorim Lima acontece todos os anos em meados do mês de junho e atrai jovens, crianças, adultos e idosos da comunidade que organizam e participam da preparação e produção desse evento cultural no Butantã. As prendas são feitas artesanalmente e conta com a ajuda de pais e amigos da escola. Assim, todo mundo trabalha um pouquinho e todo mundo se diverte um montão.

Veja as reportagens sobre a nossa festa em anos anteriores.

No dia 20 de junho, aconteceu a edição 2015 da Festa Junina do Amorim Lima. Jovens participaram de vivências de coco de roda, samba de roda, maculelê, ciranda e outras manifestações culturais ministradas pelos mestres Alcides de Lima, Durval do Coco, Dorival, Paulinho e os professores Valter Luz e Rodrigo Pança, integrantes do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA).

Confira a Galeria de Imagens!

Festa Junina no Amorim Lima: 20 de Junho

O que você pretende fazer no próximo sábado, dia 20 de Junho?

Venha conhecer e participar da melhor Festa Junina do Butantã!

Começa a partir das 13:00 hs. É uma festa diferente, preparada com carinho, especialmente para você – nosso convidado especial!

Traga seu irmão, sua irmã, pai, mãe, tios e tias. A Festa Junina do Amorim Lima terá o prazer de receber a todos! As prendas foram artesanalmente feitas com a participação de pais e amigos da escola. Assim, todo mundo trabalha um pouquinho e todo mundo se diverte um montão.

Veja as reportagens sobre a nossa festa em anos anteriores.

Levante da poltrona! Venha participar e brincar conosco!

Festa Junina boa é no Amorim Lima, 20 de junho, às 13 hs.

Festa Junina boa é no Amorim Lima, 20 de junho, às 13 hs.

Início das Aulas de Capoeira no Amorim Rima

Boa tarde, Amigos e Colaboradores do CEACA!

 

As aulas de Capoeira no Amorim Rima começaram dia 24 de fevereiro (terça-feira).

Aproveitamos para estender o convite àqueles que têm interesse em participar!

Trata-se de uma iniciativa do Ponto de Cultura Amorim Rima/CEACA, que há vários anos toca o Projeto “Expresse-se com Consciência – Faça Capoeira”. É aberto à comunidade em geral, voltado principalmente aos iniciantes de capoeira, crianças a partir de 7 anos, grupos de pais e adultos iniciantes e adolescentes, divididos em 2 (duas) turmas que terão aulas simultâneas.

 

Quando: 3ª e 5ª feiras das 18:15 às 19:15

 

> Turma 01

Público: crianças do 1° ao 4° ano, estudantes do Amorim e comunidade em geral; com os professores CM Paulinho Baraúna e Fábio da Costa Silva (Soneca)

 

> Turma 02

Público: crianças a partir do 5° ano, pais do Amorim e comunidade em geral; coordenado por Mestre Alcides e professores no apoio.

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ATENÇÃO!!!
O Projeto “Mais Culturas nas Escolas” faz parte do currículo escolar e será voltado somente para os alunos de 1° ano da Escola Amorim Rima, nos períodos da manhã e tarde:
Manhã: 3ª feiras das 9:00 às 12:00 – Professor Rodrigo M. Garcia (Pança)
Tarde: 5ª feiras das 15:30 às 16:30 – Professor Valter Luz

 

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Saudações a todos.

Sejam bem-vindos ao CEACA!

Mestre Alcides de Lima – responsável pelo projeto

CEACA participa da Festa da Cultura dia 18, às 14 hs.

A FESTA DA CULTURA 2014 – com tema Povos Originários do Brasil – acontece no dia 18 de outubro (sábado) a partir das 14h. Nesse horário o CEACA fará a sua apresentação.

Lembramos que os preparativos da festa são tão importantes quanto a festa em si.

E todos os pais, alunos e amigos da escola estão convidados a participar. Quais serão as atividades?

1) Oficina de CONSTRUÇÃO DE MÓVEIS com PALETS

Dia 11 de outubro, sábado, das 8h30 às 16h, pais e alunos poderão aprender a fazer móveis com Palets (aquelas madeiras descartadas por grandes armazéns como o Ceasa). Veja na foto abaixo o que é possível fazer com madeira que, teoricamente, iria para o lixo. (Tem mais foto lááá no final do post.

2) Dia do Voluntariado TELEFÔNICA

Na sexta feria dia 17/10 , das 8hoo às 16h – voluntários da empresa para realizar diversas reformas Telefônica estarão na escola para atuar em melhorias no prédio. Neste dia só irão para a escola os alunos de 1° a 3° anos que terão atividades recreativas. Pais que puderem vir serão bem-vindos! Inscreva-se diretamente com a diretora Ana Elisa. As reformas previstas para acontecer são: pintura das linhas das quadras esportivas,  reforma e arrumação do parquinho das crianças, da horta, de várias partes do jardim, dos banheiros, pintura de jogos de amarelinha no chão, barreamento das paredes da OPY, catalogação final dos livros da Biblioteca. Nossa escola vai ficar incrível!
3) MUTIRÃO DA FESTA DA CULTURA

Na sexta-feira, dia 17 a partir das 18h00, e no sábado a partir das 8h00, a equipe responsável pela organização precisará MUITO de ajuda para montar a FESTA DA CULTURA – no Amorim Lima.

Por favor, apareça, ajude… Colabore com este trabalho coletivo. Faz parte do aprendizado – no Amorim é assim: fazemos tudo junto. Só existe crescimento e aprendizado se caminharmos de mãos dadas.

 

Fonte: Publicado em por mcarini