Falar de Cultura Viva é falar do inefável

“Quando falamos de Cultura Viva falamos do inefável” (Célio Turino)

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Fonte: http://iberculturaviva.org/; Fotos: Georgina García/Puntos de Cultura

“Inefável” é aquilo que não se pode explicar com palavras. O que não se pode nomear ou descrever em razão de sua natureza, força, beleza. Foi este o adjetivo usado pelo historiador Célio Turino para definir o que unia todos os que estavam no 3º Encontro Nacional de Pontos de Cultura da Argentina e o 1º Encontro de Redes IberCultura Viva, realizados em programação conjunta de 30 de novembro a 2 de dezembro no Centro Cultural San Martín, em Buenos Aires (Argentina).

“Quando falamos de Cultura Viva falamos do inefável”, afirmou Turino na conferência magistral do evento. “Assim como a companheira de Belize nos diz que pode sentir a dor e a alegria que há em um Ponto de Cultura do Brasil ou da Argentina, ainda que não os conheça, eu também posso sentir a festa em Belize sem nunca ter ido lá. E é assim em todo lugar, com nós todos. É assim porque o inefável nos une.” Um dos criadores e principais impulsores do programa Cultura Viva – lançado no Brasil em 2004 e transformado em política de Estado em 2014 –, Turino começou sua conferência no encontro falando da história da América. Um lugar para onde todos vieram, de uma forma ou de outra, atravessando o Estreito de Bering, ou pela Polinésia, ou cruzando o Oceano Atlântico.

“Este continente que cruza o planeta de norte a sul tem esta característica, as humanidades afluem para cá”, comentou. “Depois, com o processo de colonização, nos fundimos com a gente que veio, os imigrantes, os africanos. E assim nos fizemos, e assim fomos e vamos nos mesclando. Este é um continente mestiço, com uma riqueza fabulosa.”

Ao comparar a cultura a uma floresta – quanto mais diversa, mais bela –, Turino chamou a atenção para a importância da complementaridade, das fusões, dos encontros. “A cultura é o resultado da fusão entre tempo e espaço”, disse. “Quando compartilhamos nossas tradições, nossas histórias, nossa memória, vamos produzindo a cultura. E quando esta cultura é compartilhada em um território, ela se solidifica. E assim nos identificamos. É o inefável, é isso que nos define e que garante que a cultura se transporte.”

Espaço e Território

Daí a ideia dos Pontos de Cultura, de sedimentar as ações no território e perceber o espaço do território como um conjunto de tradições e experiências. “Não é uma única coisa. Não podemos nos prender à ideia fundamentalista de que há uma única verdade, e sim muitas contribuições”. Ou seja, um conhecimento tradicional pode dividir o espaço com um conhecimento de vanguarda, uma experiência estética, tecnológica, e nesta fusão também está sua riqueza, sua beleza.

Turino citou como exemplos as centenas de encontros feitos no começo do programa Cultura Viva no Brasil, em que jovens fazem oficinas de software livre, de edição de vídeo, em favelas, aldeias indígenas e áreas rurais, e tanto ensinavam como aprendiam. Também recordou uma viagem que fez ao Peru e se espantou com a diversidade do milho. “Só conhecia o amarelo, e lá vi milho preto, vermelho… Mostrava as fotos para os amigos e me perguntavam: ‘É transgênico?’ Não, é inteligência coletiva, traduzida nos Andes por milhares de anos e oferecida gratuitamente às pessoas. Não tem dono.”

Urgência histórica

E que diriam os povos ancestrais, os que ajudaram a construir esta floresta diversa que é a gente da América Latina, se soubessem do conceito de desenvolvimento das sociedades ocidentais? “Quando falamos de Cultura Viva estamos falando de vida, de convivência. Claro que crescemos, que desenvolvemos e que há um ciclo em que tudo se fenece e se constrói outra coisa. O conceito de desenvolvimento das sociedades ocidentais, entretanto, é que se pode acumular, acumular, extrair, extrair… E o planeta é finito. Não há lógica em viver em um sistema que tem como base a acumulação infinita. O conceito de bem viver é o contrário disso”.

Como historiador, Célio Turino se acostumou a trabalhar com a ideia de “paciência histórica”, porque os processos são longos. “Agora temos que trabalhar com outro conceito, o de urgência histórica, porque não há mais longo prazo para a humanidade. Em 20, 30 anos, estaremos vivendo um colapso”, afirmou. “Somos ladrões de nossos filhos e netos e dos netos de nossos netos. Temos que nos reconhecer assim se queremos mudar e roubar menos dos outros”.

Cultura do Encontro

Para falar da importância dos encontros, e de como os encontros podem promover mudanças, Turino pediu aos organizadores do evento uma escada. Precisava de uma durante a conferência para mostrar como a imagem criada para o 3º Encontro Nacional que aparecia no palco (vários círculos juntos, formando o número 3) tinha que ver com a ideia dos Pontos de Cultura.

“Existem pontos fechados, abertos, pequenos, grandes, com mais ou menos cor, formando esta imagem. Cada um, de uma maneira diferente, produz este processo de interseções, permitindo que um círculo se conecte com outro. Ou seja, este círculo poderia ter uma forma diferente do outro. No entanto, quando se conectam eles mudam e formam coisas, como esta imagem. Acredito que aí está a beleza dos Pontos de Cultura e da Cultura Viva”, comparou, de cima da escada.

Para o historiador, mais que uma intersecção entre Estado e sociedade civil, Cultura Viva tem a ver com “colocar o reino da vida em equilíbrio com o império dos sistemas (as leis do mercado, do Estado, das igrejas)”. Autonomia, protagonismo e empoderamento, segundo ele, seriam palavras-chave para começar as mudanças.

“Temos que construir um processo de diálogo”, ressaltou. “Se as pessoas não têm a oportunidade de falar por sua própria voz, não há diálogo. Elas têm que se sentir empoderadas para falar com o Estado. Por outro lado, o Estado tem que aprender a falar com as pessoas – inclusive porque, como dizia meu avô, o Estado tem que servir ao povo, não servir-se do povo. É necessário que um se disponha a escutar o outro, porque se me fecho na minha verdade não consigo estabelecer a cultura do encontro”.
Fonte: http://iberculturaviva.org/celio-turino-quando-falamos-de-cultura-viva-falamos-do-inefavel/

52º BATIZADO CEACA & 16º na EMEF AMORIM LIMA

 Venha participar do

52º BATIZADO DO CEACA & 16º NA EMEF DES. AMORIM LIMA

                       PONTO DE CULTURA AMORIM RIMA/CEACA

11 DE DEZEMBRO DE 2016

– DOMINGO –

                                                       10:30h

Rua Vicente Peixoto, 50 Vila Indiana, Butantã

Roda de capoeira com professor Pança

Roda de capoeira com professor Rodrigo Pança

Mestres: Alcides L. Tserewaptu, Dorival dos Santos, Durval A. da Silva (Durval do Coco)

Contra Mestre: Paulinho Baraúna

Professores: Rodrigo Pança, Emerson Marinheiro e Valter Souza

 

Lembramos a todos da Comunidade Amorim Lima, que no dia 11 de dezembro, domingo, teremos na nossa escola o BATIZADO DA CAPOEIRA às 10h30 e a II FEIRA DE ARTESANATOS a partir das 11h.

A FEIRA DE ARTESANATOS tem o objetivo de valorizar o trabalho manual e o consumo responsável na nossa escola. É a oportunidade que familiares e amigos da escola tem de compartilhar e comercializar suas produções artesanais, criações artísticas, seus talentos culinários e ainda ajudar a escola!!

Teremos várias barracas de venda de produtos artesanais e comidinhas caseiras. E também a tradicional barraca da APM com camisetas da escola, produtos da horta, antepastos, pães e sucos feitos por pais voluntários.

As inscrições para expositores deverão ser realizadas até o dia 09/12, com a Dani – assistente da direção, mediante o pagamento de uma taxa que será revertida para a APM.

Quem quiser mais informações pode ligar no tel. 3726.1119 e falar diretamente com a Dani.

“Temos o prazer de convidá-los a engrandecer nossa festa. Traga sua energia, seu Axé!”

AIYÁ NINI TO OGUN LO TO

   “A bravura é tão boa quanto a magia”

    Provérbio em Yorubá

Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” – Memória Audiovisual

O Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” faz parte da Memória Audiovisual do CEACA, referente ao ano de 2009. É o resultado de um trabalho de pesquisa e investigação, intervenção urbana e apresentação audiovisual que tem como foco a história da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional.

“Esta atividade integra o Prêmio Interações Estéticas Residências Artísticas em Pontos de Cultura” e foi publicado no Youtube em 14 de out de 2015.

 

Direção: Daniel Lima

Concepção e Realização: Daniel Lima, Daniela Biancardi

Griô Urbano: Mestre Alcides de Lima

Ponto de Cultura Amorim Rima / CEACA:
Mestre Alcides de Lima
Mestre Dorival dos Santos

Mestre Durval do Côco
Adelvan de Lima (Esquilo)
Fabio Rocha (Soneca)
Herinque Rocha (Sonequinha)
Rodrigo Martins (Pança)
Tomás Pimentel (Tomate)
Direção Musical:
João Nascimento

Participação Musical:
Eliane do Côco
Diana Tatit
Tati Tatit
Katiane Mattge
Athaíde Camará (Marcha Lenta)

 

Participação Especial:
Alfredo Zito
Athaíde Camará (Marcha Lenta)
CM Durval (Jabá)
Diana Tatit
Eliane do Côco
Emerson Marinheiro (Lagarto)
João Nascimento
Katiane Mattge
Mário Salles (Gaúcho)
Tati Tatit
Roberta Estrela D’Alva
Majoi Gongora
Paulinho Baraúna

Apoio:
CEU Butantã
EMEF Desembargador Amorim Lima
Política do Impossível – PI

Fonte: Youtube

Projeto “Afrofuturismo – Olho do Berimbau” – Memória Audiovisual 2009

O Projeto “Afrofuturismo – Olho do Berimbau” é o resultado de um trabalho de pesquisa e investigação, intervenção urbana e apresentação audiovisual que tem como foco a história da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional.

“Esta atividade integra o Prêmio Interações Estéticas Residências Artísticas em Pontos de Cultura” e foi publicado no Youtube em 14 de out de 2015.

 

Direção: Daniel Lima

Concepção e Realização: Daniel Lima, Daniela Biancardi

Griô Urbano: Mestre Alcides de Lima

Ponto de Cultura Amorim Rima / CEACA:
Mestre Alcides de Lima
Mestre Dorival dos Santos
Mestre Durval do Côco
Adelvan de Lima (Esquilo)
Fabio Rocha (Soneca)
Herinque Rocha (Sonequinha)
Rodrigo Martins (Pança)
Tomás Pimentel (Tomate)
Direção Musical:
João Nascimento

Participação Musical:
Eliane do Côco
Diana Tatit
Tati Tatit
Katiane Mattge
Athaíde Camará (Marcha Lenta)

Assistente de Direção e Produção: Daniela Biancardi

Gravação: Estúdio 185

Técnico de Som: Lidenberg Farias e Beto Mendonça

Participação Especial:
Alfredo Zito
Athaíde Camará (Marcha Lenta)
CM Durval (Jabá)
Diana Tatit
Eliane do Côco
Emerson Marinheiro (Lagarto)
João Nascimento
Katiane Mattge
Mário Salles (Gaúcho)
Tati Tatit
Roberta Estrela D’Alva
Majoi Gongora
Paulinho Baraúna

Edição: Daniel Lima

Câmeras:
Daniel Lima
Eduardo Barros
Carol Misorelli
Daniel Prado
Eduardo Consoni
Evelyn Cristina
Fabio Rocha

Som Direto:
Camila Siqueira
Ben Charles

Produção Executiva: Carolina Barboza

Alunos:
Ana Carolina da Silva Oliveira
Ariane Luna Barbosa
Bianca Arguelho de Souza
Charles Alves de Almeida
Cristhian Campos Oliveira
Gabriela Barros
Giovanna Appel
Graziela Nascimento Tavares
Igor Alves de Souza
Igor Leme dos Santos
Isabela Appel
Jeffrey Pereira Tobias
João Victor Pereira Franca
Kamixa Pereira Tobias
Karla Karoline Torotrelli
Kayth Cristina Pereira
Ketelheen da Silva
Luan Lira Vieira
Lucas Pereira Tobias
Luciana Costa Alves
Luis Felipe Leme dos Santos
Marcos Paulo Barros
Matheus Pereira Tobias
Mayara dos Santos Oliveira
Nayara Novaes dos Santos
Ramon Ferreira de Oliveira Paiva
Rogerio Luna Barbosa
Tarsila Roque de Lima Pereira
Ynaê Oliveira Bomfim

Agradecimentos:
Ana Elisa Siqueira
As Rutes
Camila Siqueira
Eduardo Barros
Eduardo Benaim
Elisabeth de Lima
Equipe do CEU Butantã
Equipe do Museu da Pessoa
Flavinha (TV Brasil)
Floriana Breyer
Frente 3 de Fevereiro
Leandro Saraiva
Marilia Alvarez e Miguel Salvador
Pais e Mestres da EMEF Desembargador Amorim Lima

Apoio:
CEU Butantã
EMEF Desembargador Amorim Lima
Política do Impossível – PI

Fonte: Youtube

As Energias na Roda: Mestre Alcides e Mestre Brasília

Biocapoeira método desenvolvido para melhorar a qualidade de vida, aumentara o bem-estar e a longevidade. Sobre as energias da roda para a vida e da vida para a roda de capoeira. Entrevista gravada em audiovisual com dois grandes mestres da capoeira e da tradição oral: Brasília e Alcides relatam aqui a experiência deles com as energias da roda.

Capoeira close-up…

collage CEACA

PARA NÃO ESQUECER
DAQUILO QUE VI DE PERTO
DO QUE SENTI NA PALMA DA MÃO
FLERTADO NA PONTA DO PÉ
TRISCADO NO ARAME

CAPOEIRA CAMARADA