Sr. Durval do Coco cantou na Festa da Cultura do Amorim Lima

Mestre Durval é cantador do Coco. Nasceu em uma cidade de Pernambuco chamada Garanhuns, em 17 de março de 1937. Aprendeu o coco de improviso, escutando minha mãe e suas amigas cantando, mas ele queria cantar diferente, sem o sotaque que elas tinham. Gostar de cantar já vem dessa tradição familiar. Quando tinha uns 17 anos mudou para Olinda, cidade grande de Pernambuco, tudo diferente da cidade pequena onde nasceu. Foi orador de uma associação de um clube de dominó, já falava bem, tinha um discurso muito bom.

Conheceu Mestre Alcides e o CEACA por meio de um grande amigo – Valter (Valtão) – que sempre lhe dizia que tinha que conhecer esse mestre, que gosta de capoeira e macumbas, referindo-se à sua mãe dona Selma que é de terreiro, e ele diz não acreditar nessas coisas.

Participando das festas de Coco na cidade de Recife aprendeu o instrumento que mais lhe agradava na orquestra de coco, o ganzá, que utilizou para acompanhar os versos que começava a fazer, mas não queria fazer igual queria fazer melhor que os outros coquistas.

O coco que o Sr. Durval e a sua família tocam tem como característica o improviso, é uma manifestação popular surgida em festas abertas que sugere a espontaneidade do povo brasileiro, a ludicidade e a espiritualidade reservada ao toque dos instrumentos da orquestra que é formada pelo atabaque, o ganzá e os pontos versados. Considera-se coco raiz aquele que se comunica por meio da expressão e transmissão de conhecimentos através da musicalidade, expressão verbal e corporal.

 

Para saber mais, visite a página do Sr. Durval no site: https://capoeiraceaca.wordpress.com/mestres/durval-do-coco/

Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” – Memória Audiovisual

O Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” faz parte da Memória Audiovisual do CEACA, referente ao ano de 2009. É o resultado de um trabalho de pesquisa e investigação, intervenção urbana e apresentação audiovisual que tem como foco a história da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional.

“Esta atividade integra o Prêmio Interações Estéticas Residências Artísticas em Pontos de Cultura” e foi publicado no Youtube em 14 de out de 2015.

 

Direção: Daniel Lima

Concepção e Realização: Daniel Lima, Daniela Biancardi

Griô Urbano: Mestre Alcides de Lima

Ponto de Cultura Amorim Rima / CEACA:
Mestre Alcides de Lima
Mestre Dorival dos Santos

Mestre Durval do Côco
Adelvan de Lima (Esquilo)
Fabio Rocha (Soneca)
Herinque Rocha (Sonequinha)
Rodrigo Martins (Pança)
Tomás Pimentel (Tomate)
Direção Musical:
João Nascimento

Participação Musical:
Eliane do Côco
Diana Tatit
Tati Tatit
Katiane Mattge
Athaíde Camará (Marcha Lenta)

 

Participação Especial:
Alfredo Zito
Athaíde Camará (Marcha Lenta)
CM Durval (Jabá)
Diana Tatit
Eliane do Côco
Emerson Marinheiro (Lagarto)
João Nascimento
Katiane Mattge
Mário Salles (Gaúcho)
Tati Tatit
Roberta Estrela D’Alva
Majoi Gongora
Paulinho Baraúna

Apoio:
CEU Butantã
EMEF Desembargador Amorim Lima
Política do Impossível – PI

Fonte: Youtube

Escola transformadora e arte-educação são temas de formação na EMEF Amorim Lima

Localizada na região do Butantã, em São Paulo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima possui um Plano Político Pedagógico diferente das demais escolas. Na formação teórica do dia 04 de maio, os/as jovens monitores/as do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) não apenas conheceram a experiência educativa do local, como também vivenciaram algumas práticas de arte-educação baseadas nas culturas tradicional e popular.
No período da manhã, os/as jovens participaram de vivências de coco de roda, samba de roda, maculelê, ciranda e outras manifestações culturais ministradas pelos mestres Alcides de Lima, Durval do Coco e o professor Rodrigo Pança, integrantes do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA).
Existente desde 1988, o CEACA é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão preservar e promover as culturas tradicionais, em especial a capoeira. Desde abril de 2000 desenvolve oficinas junto aos/as alunos/as da EMEF Desembargador Amorim Lima. No local, atua como Ponto de Cultura “Amorim Rima/CEACA” desde 2005.
“[A formação do dia] foi mais uma vivência pra vocês [jovens] sentirem no corpo como se dá essa relação da cultura tradicional com a escola”, explicou Rodrigo Pança antes das atividades começarem.
Rodrigo também conversou com os/as monitores/as sobre sua trajetória na capoeira. Oriundo da Favela do São Remo, ainda criança começou participar das oficinas de capoeira no projeto “Minha História” ministradas pelos mestres Alcides e Dorival. “A capoeira e o trabalho que os mestres [Alcides e Dorival] desenvolvem, e que eu de certa forma dou continuidade, transformou a minha vida no sentido de sair daquele mundo da minha comunidade, porque se você não se abrir, você acha que o mundo é aquilo que se vive lá”.
A escola transformadora
O Plano Político Pedagógico da Amorim Lima foi inspirado na Escola da Ponte, em Portugal, onde os/as alunos não são orientados por professores/as, mas por educadores/as tutores/as, que avaliam o progresso do/a estudante e tiram suas dúvidas em caso de necessidade. Os estudos são interdisciplinares e norteados por roteiros de pesquisa contendo objetivos, desenvolvidos a partir de livros didáticos sugeridos pela Secretaria Municipal de Educação. O Plano Político Pedagógico da escola foi aprovado em 2005 em uma reunião do Conselho de Escola.
Todo o Plano surgiu a partir da participação entre a escola e familiares dos/as alunos/as que, percebendo a dinâmica do local, pensaram em um novo modelo pedagógico e também de espaço – grades foram retiradas do pátio e dois grandes grupos de salas de aula tiveram suas paredes literalmente derrubadas.
“Acredito que a [EMEF] Amorim só pôde chegar nesse projeto de quebrar parede e conseguir chegar ao patamar em que está hoje por causa desse percurso que fomos construindo junto com a comunidade, fortalecendo muito mais a comunidade do que a própria rede de professores ou de educação, porque são os pais, hoje, que seguram esse projeto, de certa forma”, comenta Ana Elisa Siqueira, diretora que deu início às transformações físicas e pedagógicas na escola.
“A cultura permeia todo o trabalho pedagógico da escola”, explica. A proposta da escola, segundo a diretora, foi embasada em um trabalho de cultura popular. Através de uma parceria com uma fundação, foi dado início a um projeto onde os/as estudantes participavam de oficinas de cultura brasileira, vivenciando práticas de capoeira, dança e música. No entanto, não foi fácil possibilitar o encontro da escola com a cultura.
“Houve dificuldades quando trouxemos esse trabalho de cultura para dentro da escola, tanto para a comunidade, que muitas vezes não via isso como algo importante a ser estudado e trabalhado no horário pedagógico, como para os professores que, de certa forma, não encaravam essa linguagem como importante pro seu próprio trabalho”, conta.
Por fim, os/as jovens monitores/as puderam conversar sobre como os/as estudantes se organizam, a formação dos/as professores, os desafios de manter o Plano Político Pedagógico diferenciado, a relação da escola com a gestão pública, entre outros assuntos.
“A coisa mais importante do fundamento do ser humano é nos constituirmos como seres culturais. Sentimos que as crianças podem exercitar, do ponto de vista da cultura e do corpo, uma condição muito mais ampla de aprendizagem”, finaliza.

Fonte: http://www.polis.org.br/convivenciaepaz/?p=3451

Assista ao vídeo:

Início das Aulas de Capoeira no Amorim Rima

Boa tarde, Amigos e Colaboradores do CEACA!

 

As aulas de Capoeira no Amorim Rima começaram dia 24 de fevereiro (terça-feira).

Aproveitamos para estender o convite àqueles que têm interesse em participar!

Trata-se de uma iniciativa do Ponto de Cultura Amorim Rima/CEACA, que há vários anos toca o Projeto “Expresse-se com Consciência – Faça Capoeira”. É aberto à comunidade em geral, voltado principalmente aos iniciantes de capoeira, crianças a partir de 7 anos, grupos de pais e adultos iniciantes e adolescentes, divididos em 2 (duas) turmas que terão aulas simultâneas.

 

Quando: 3ª e 5ª feiras das 18:15 às 19:15

 

> Turma 01

Público: crianças do 1° ao 4° ano, estudantes do Amorim e comunidade em geral; com os professores CM Paulinho Baraúna e Fábio da Costa Silva (Soneca)

 

> Turma 02

Público: crianças a partir do 5° ano, pais do Amorim e comunidade em geral; coordenado por Mestre Alcides e professores no apoio.

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ATENÇÃO!!!
O Projeto “Mais Culturas nas Escolas” faz parte do currículo escolar e será voltado somente para os alunos de 1° ano da Escola Amorim Rima, nos períodos da manhã e tarde:
Manhã: 3ª feiras das 9:00 às 12:00 – Professor Rodrigo M. Garcia (Pança)
Tarde: 5ª feiras das 15:30 às 16:30 – Professor Valter Luz

 

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Saudações a todos.

Sejam bem-vindos ao CEACA!

Mestre Alcides de Lima – responsável pelo projeto

3ª edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras

Estão abertas e seguem até 03 de outubro as inscrições para a 3ª edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras. A proposta é incentivar a afirmação da cidadania, a dignidade das expressões de raízes culturais negras, a divulgação, ampliação e reconhecimento de grupos, artistas negros e companhias, além de suas iniciativas.

Com o investimento de 1 milhão e 400 mil, o Prêmio contemplará 25 projetos de todo o país nas modalidades dança, teatro, música e artes visuais de artistas, grupos e companhias que atendem à estética negra nos segmentos dança, artes visuais, teatro e música.

Concebido em 2006, o edital é  resultado de parceria entre a Fundação Cultural Palmares (FCP), o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos e Neves (Cadon) e a Petrobrás. Ele atende a demandas apresentadas durante o II Fórum Nacional de Performance Negra, realizado em Salvador onde, os debates estiveram em torno da falta de elaboração de editais públicos e das linhas de financiamentos, direcionadas exclusivamente para o desenvolvimento de artistas, grupos e companhias que trabalhassem com a produção artística de estética negra.

O edital é ainda, uma possibilidade de valorizar a cultura afrodescendente e suas manifestações contemporâneas, potencializando tanto as ações de grupos já estabelecidos no Brasil, quanto as de grupos emergentes. De acordo com Hilton Cobra, presidente da FCP, o Prêmio é a concretização do comprometimento com os artistas que defendem o valor da cultura negra nos palcos, nas ruas, nas galerias, nas telas de TV e do cinema, nos livros e no imaginário brasileiro.

Para participar – Poderão se inscrever pessoas jurídicas, de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos e que trabalhem de forma sistemática com as expressões culturais afro-brasileiras, nos segmentos contemplados pelo edital. Além do prêmio em dinheiro, os proponentes selecionados receberão um troféu, em cerimônia realizada, especialmente para este fim, no Teatro Rival BR, localizado no Rio de Janeiro/RJ.

Os finalistas também terão seus nomes impressos em um catálogo com os trabalhos vencedores de todas as categorias, no intuito de promover maior visibilidade ao artista. Em 2010 o site do Prêmio Afro registrou 33.492 visualizações, com visitantes do Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Japão e França. As duas edições realizadas somam mais de 1.400 inscrições. A meta para 2014 é dobrar os números e atingir os 5.570 municípios do país. Confira!

As Modalidades

Teatro – Montagem ou remontagem de espetáculo teatral, performance, festival, circo, seminários, workshop e oficinas gratuitas;

Dança – Montagem ou remontagem de espetáculo de dança, performance, festival, circo, seminários, workshop e oficinas gratuitas;

Música – Gravação de CD de artistas ou grupos que tenham como base de suas composições, gêneros musicais que emergiram ou foram influenciados pela cultura africana e de seus descendentes, como o samba, o maracatu, o ijexá, o coco, o jongo, o maculelê, o maxixe, a lambada, o carimbó, entre outros.

Artes Visuais – Montagem ou remontagem de exposição de artes gráficas, artes plásticas, arte pública e intervenção urbana, fotografia, videoarte, grafite, escultura, gravura, instalação, design, arte tecnológica, multimídia, arte contemporânea, outras expressões das artes visuais não especificadas anteriormente e oficinas gratuitas.

A noite de premiação está agendada para janeiro de 2015, mas ainda sem data e local confirmados.

Prêmio contemplará grupos, artistas e companhias que atuam com estética negra

Prêmio contemplará grupos, artistas e companhias que atuam com estética negra

Fonte: http://www.palmares.gov.br/?p=34292

Mestre Durval participa da produção partilhada de saberes da tradição oral

O Curso Pedagogia Griô e Produção Partilhada do Conhecimento (USP) recebeu o Mestre Durval do CEACA. Após uma bela preparação e reverências aos Mestres da Cultura Oral, realizada por Rodrigo Pança, Márcio Caires e Lillian Pacheco, os participantes compreenderam que a cultura oral somente pode ser apreendida por meio de vivências orientadas pelos próprios Mestres Griôs. Fica aqui também nosso reconhecimento em relação à intermediação que a Pedagogia Griô realiza,como uma forma de vida que integra a tradição oral, a formação cidadã e a educação! A Pedagogia Griô foi desenvolvida pelo Grãos de Luz e Griô (Lillian Pacheco e Marcio Caires), com a participação de Everaldo Cândido e Neander Heringer (Nina Griô), Henri Durand e Mestre Alcides de Lima (CEACA) e de todos os presentes!

 

O CEDIPP (Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada) tem por objetivos propor a PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM HIPERMÍDIA que investiga a relação entre a linguagem hipermídia e a produção do conhecimento científico; e a PRODUÇÃO PARTILHADA DO CONHECIMENTO, iniciativa interdisciplinar de investigadores e professores universitários brasileiros e estrangeiros, que pesquisam em parceria com comunidades afrodescendentes, indígenas e urbanas.

CEACA é destaque na Revista do MinC

Minha escola é um palco de arte e ofício

O mestre de tradição oral Alcides de Lima tem uma vida inteira dedicada a disseminar arte. Ele é o criador do MINHA HISTÓRIA, projeto que tem origem na favela São Remo. Em um local vizinho ao campus da Universidade de São Paulo, a molecada tinha ali uma espécie de “quintal”, mas a algazarra acabava incomodando universitários nas salas de aula. Um dia, uma estudante de História encaminhou as crianças até a sede do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA), que funcionava na Associação de Moradores do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Amorcrusp).

 Assim começou o trabalho do mestre Alcides, que fez tanto sucesso no Brasil que chegou até os Estados Unidos. “O ‘Minha História’ foi criado a partir da ideia de que cada criança contasse sua história de vida”, conta o mestre. Ele ensina cultura tradicional há 13 anos na Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, em São Paulo. O local se tornou um Ponto de Cultura, e, assim, a capoeira passou a integrar o currículo escolar.

 Fotos: Galeria de Arquivos, CEACA.

Perto dali, em Carapicuíba, a educadora Luciene da Silva ministra oficinas baseadas na arte e cultura brasileiras para alunos da escola pública Esmeralda Becker Freire de Carvalho. As aulas são realizadas pelo Ponto de Cultura da Associação Aldeia de Carapicuíba (OCA). As oficinas formam crianças e adolescentes na cultura brasileira e pesquisam costumes, histórias, ‘causos’ e trava-línguas locais para serem reinseridos nas brincadeiras e atividades artísticas desenvolvidas pela OCA. Os alunos, se desejarem, quando completam 14 anos, tornam-se multiplicadores dos conhecimentos em outras escolas da região, como monitores de atividades artístico-culturais.

Esses dois mestres em seus ofícios fizeram das escolas um palco de diálogo entre a educação formalmente ministrada e os saberes culturais da comunidade. O trabalho deles integra equipamentos públicos e espaços culturais às atividades escolares. As experiências mostram que a formação cultural de crianças e jovens pode, e deve, ser incrementada com o incentivo a atividades conjuntas entre a sociedade civil e as escolas públicas nas áreas da Cultura e das Artes. O resultado são alunos mais envolvidos com as atividades escolares e com a cultura da comunidade onde vivem.

Fonte:  Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 15.

Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 15.

Matéria editada a partir da fonte: Minha escola é um palco de arte e ofício. In: Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 14-15.

Link para Download da Revista – integral – REVISTA DO MINC, n. 2, out.2013.

 

 

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