Roda de Maculelê na Praça Elis Regina com o Coletivo Rumpilê Maculelê.

quem tem roupa vai à missa

quem não tem faz como eu…

 

Bora povo…

Bater MACULELÊ.

Domingo, 13/08/2017 às 11h.

Asè.

maculele na praca flyer

E dá-lhe coco…

CONAN2016 AMORIM LIMA;CEACA 096

Mestre Durval do Coco

Assista o vídeo, clique no link Mestre Durval do Coco

Mestre Durval do Coco ensina como se tira coco ligeiro na escola EMEF Des Amorim Lima, com o CEACA.

É muito axé !!!

 

Mestre Alcides fala da relação entre Capoeira e Candomblé

Uma roda de conversa com Mestre Alcides de Lima é sempre um momento precioso para extrair partículas de sabedoria sobre a vida, o imaginário e os valores simbólicos que alimentam a cultura de tradição oral. O sagrado está em toda a parte!

Neste breve vídeo que disponibilizamos, Mestre Alcides de Lima fala das relações transversais entre a Capoeira e o Candomblé no Brasil, destacando como a música e os toques (pontos) migram de um lugar para outro, de modo que nem nos damos conta do quanto somos tributários da rica cultura afro-brasileira que herdamos de nossos ancestrais.

A música “Marinheiro Só” já foi interpretada por muita gente: Clementina de Jesus, Clara Nunes, Marisa Monte, Maria Bethânia, Caetano Veloso entre outros; além de “ponto de Candomblé”, é uma das canções mais populares entre os praticantes da Capoeira, presente também em festas infantis. Pertence ao patrimônio das culturas de tradição oral.

 

Marinheiro Só

Eu não sou daqui, Marinheiro só

Eu não tenho amor, Marinheiro só

Eu sou da Bahia, Marinheiro só

De São Salvador, Marinheiro só

Lá vem, lá vem, Marinheiro só

Como ele vem faceiro, Marinheiro só

Todo de branco, Marinheiro só

Com seu bonezinho, Marinheiro só

Ô, marinheiro, marinheiro, Marinheiro só

Ô, quem te ensinou a nadar, Marinheiro só

Ou foi o tombo do navio, Marinheiro só

Ou foi o balanço do mar, Marinheiro só

 

Sr. Durval do Coco cantou na Festa da Cultura do Amorim Lima

Mestre Durval é cantador do Coco. Nasceu em uma cidade de Pernambuco chamada Garanhuns, em 17 de março de 1937. Aprendeu o coco de improviso, escutando minha mãe e suas amigas cantando, mas ele queria cantar diferente, sem o sotaque que elas tinham. Gostar de cantar já vem dessa tradição familiar. Quando tinha uns 17 anos mudou para Olinda, cidade grande de Pernambuco, tudo diferente da cidade pequena onde nasceu. Foi orador de uma associação de um clube de dominó, já falava bem, tinha um discurso muito bom.

Conheceu Mestre Alcides e o CEACA por meio de um grande amigo – Valter (Valtão) – que sempre lhe dizia que tinha que conhecer esse mestre, que gosta de capoeira e macumbas, referindo-se à sua mãe dona Selma que é de terreiro, e ele diz não acreditar nessas coisas.

Participando das festas de Coco na cidade de Recife aprendeu o instrumento que mais lhe agradava na orquestra de coco, o ganzá, que utilizou para acompanhar os versos que começava a fazer, mas não queria fazer igual queria fazer melhor que os outros coquistas.

O coco que o Sr. Durval e a sua família tocam tem como característica o improviso, é uma manifestação popular surgida em festas abertas que sugere a espontaneidade do povo brasileiro, a ludicidade e a espiritualidade reservada ao toque dos instrumentos da orquestra que é formada pelo atabaque, o ganzá e os pontos versados. Considera-se coco raiz aquele que se comunica por meio da expressão e transmissão de conhecimentos através da musicalidade, expressão verbal e corporal.

 

Para saber mais, visite a página do Sr. Durval no site: https://capoeiraceaca.wordpress.com/mestres/durval-do-coco/

Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” – Memória Audiovisual

O Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” faz parte da Memória Audiovisual do CEACA, referente ao ano de 2009. É o resultado de um trabalho de pesquisa e investigação, intervenção urbana e apresentação audiovisual que tem como foco a história da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional.

“Esta atividade integra o Prêmio Interações Estéticas Residências Artísticas em Pontos de Cultura” e foi publicado no Youtube em 14 de out de 2015.

 

Direção: Daniel Lima

Concepção e Realização: Daniel Lima, Daniela Biancardi

Griô Urbano: Mestre Alcides de Lima

Ponto de Cultura Amorim Rima / CEACA:
Mestre Alcides de Lima
Mestre Dorival dos Santos

Mestre Durval do Côco
Adelvan de Lima (Esquilo)
Fabio Rocha (Soneca)
Herinque Rocha (Sonequinha)
Rodrigo Martins (Pança)
Tomás Pimentel (Tomate)
Direção Musical:
João Nascimento

Participação Musical:
Eliane do Côco
Diana Tatit
Tati Tatit
Katiane Mattge
Athaíde Camará (Marcha Lenta)

 

Participação Especial:
Alfredo Zito
Athaíde Camará (Marcha Lenta)
CM Durval (Jabá)
Diana Tatit
Eliane do Côco
Emerson Marinheiro (Lagarto)
João Nascimento
Katiane Mattge
Mário Salles (Gaúcho)
Tati Tatit
Roberta Estrela D’Alva
Majoi Gongora
Paulinho Baraúna

Apoio:
CEU Butantã
EMEF Desembargador Amorim Lima
Política do Impossível – PI

Fonte: Youtube

Escola transformadora e arte-educação são temas de formação na EMEF Amorim Lima

Localizada na região do Butantã, em São Paulo, a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima possui um Plano Político Pedagógico diferente das demais escolas. Na formação teórica do dia 04 de maio, os/as jovens monitores/as do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) não apenas conheceram a experiência educativa do local, como também vivenciaram algumas práticas de arte-educação baseadas nas culturas tradicional e popular.
No período da manhã, os/as jovens participaram de vivências de coco de roda, samba de roda, maculelê, ciranda e outras manifestações culturais ministradas pelos mestres Alcides de Lima, Durval do Coco e o professor Rodrigo Pança, integrantes do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA).
Existente desde 1988, o CEACA é uma associação sem fins lucrativos que tem como missão preservar e promover as culturas tradicionais, em especial a capoeira. Desde abril de 2000 desenvolve oficinas junto aos/as alunos/as da EMEF Desembargador Amorim Lima. No local, atua como Ponto de Cultura “Amorim Rima/CEACA” desde 2005.
“[A formação do dia] foi mais uma vivência pra vocês [jovens] sentirem no corpo como se dá essa relação da cultura tradicional com a escola”, explicou Rodrigo Pança antes das atividades começarem.
Rodrigo também conversou com os/as monitores/as sobre sua trajetória na capoeira. Oriundo da Favela do São Remo, ainda criança começou participar das oficinas de capoeira no projeto “Minha História” ministradas pelos mestres Alcides e Dorival. “A capoeira e o trabalho que os mestres [Alcides e Dorival] desenvolvem, e que eu de certa forma dou continuidade, transformou a minha vida no sentido de sair daquele mundo da minha comunidade, porque se você não se abrir, você acha que o mundo é aquilo que se vive lá”.
A escola transformadora
O Plano Político Pedagógico da Amorim Lima foi inspirado na Escola da Ponte, em Portugal, onde os/as alunos não são orientados por professores/as, mas por educadores/as tutores/as, que avaliam o progresso do/a estudante e tiram suas dúvidas em caso de necessidade. Os estudos são interdisciplinares e norteados por roteiros de pesquisa contendo objetivos, desenvolvidos a partir de livros didáticos sugeridos pela Secretaria Municipal de Educação. O Plano Político Pedagógico da escola foi aprovado em 2005 em uma reunião do Conselho de Escola.
Todo o Plano surgiu a partir da participação entre a escola e familiares dos/as alunos/as que, percebendo a dinâmica do local, pensaram em um novo modelo pedagógico e também de espaço – grades foram retiradas do pátio e dois grandes grupos de salas de aula tiveram suas paredes literalmente derrubadas.
“Acredito que a [EMEF] Amorim só pôde chegar nesse projeto de quebrar parede e conseguir chegar ao patamar em que está hoje por causa desse percurso que fomos construindo junto com a comunidade, fortalecendo muito mais a comunidade do que a própria rede de professores ou de educação, porque são os pais, hoje, que seguram esse projeto, de certa forma”, comenta Ana Elisa Siqueira, diretora que deu início às transformações físicas e pedagógicas na escola.
“A cultura permeia todo o trabalho pedagógico da escola”, explica. A proposta da escola, segundo a diretora, foi embasada em um trabalho de cultura popular. Através de uma parceria com uma fundação, foi dado início a um projeto onde os/as estudantes participavam de oficinas de cultura brasileira, vivenciando práticas de capoeira, dança e música. No entanto, não foi fácil possibilitar o encontro da escola com a cultura.
“Houve dificuldades quando trouxemos esse trabalho de cultura para dentro da escola, tanto para a comunidade, que muitas vezes não via isso como algo importante a ser estudado e trabalhado no horário pedagógico, como para os professores que, de certa forma, não encaravam essa linguagem como importante pro seu próprio trabalho”, conta.
Por fim, os/as jovens monitores/as puderam conversar sobre como os/as estudantes se organizam, a formação dos/as professores, os desafios de manter o Plano Político Pedagógico diferenciado, a relação da escola com a gestão pública, entre outros assuntos.
“A coisa mais importante do fundamento do ser humano é nos constituirmos como seres culturais. Sentimos que as crianças podem exercitar, do ponto de vista da cultura e do corpo, uma condição muito mais ampla de aprendizagem”, finaliza.

Fonte: http://www.polis.org.br/convivenciaepaz/?p=3451

Assista ao vídeo:

Mestre Durval participa da produção partilhada de saberes da tradição oral

O Curso Pedagogia Griô e Produção Partilhada do Conhecimento (USP) recebeu o Mestre Durval do CEACA. Após uma bela preparação e reverências aos Mestres da Cultura Oral, realizada por Rodrigo Pança, Márcio Caires e Lillian Pacheco, os participantes compreenderam que a cultura oral somente pode ser apreendida por meio de vivências orientadas pelos próprios Mestres Griôs. Fica aqui também nosso reconhecimento em relação à intermediação que a Pedagogia Griô realiza,como uma forma de vida que integra a tradição oral, a formação cidadã e a educação! A Pedagogia Griô foi desenvolvida pelo Grãos de Luz e Griô (Lillian Pacheco e Marcio Caires), com a participação de Everaldo Cândido e Neander Heringer (Nina Griô), Henri Durand e Mestre Alcides de Lima (CEACA) e de todos os presentes!

 

O CEDIPP (Centro de Comunicação Digital e Pesquisa Partilhada) tem por objetivos propor a PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO EM HIPERMÍDIA que investiga a relação entre a linguagem hipermídia e a produção do conhecimento científico; e a PRODUÇÃO PARTILHADA DO CONHECIMENTO, iniciativa interdisciplinar de investigadores e professores universitários brasileiros e estrangeiros, que pesquisam em parceria com comunidades afrodescendentes, indígenas e urbanas.