Mestre Durval do Coco e a Pedagogia Griô: memória

Em 2013, o Curso Pedagogia Griô e Produção Partilhada do Conhecimento (USP) recebeu o Mestre Durval do CEACA. Após uma bela preparação e reverências aos Mestres da Cultura Oral, realizada por Rodrigo Pança, Márcio Caires e Lillian Pacheco, os participantes compreenderam que a cultura oral somente pode ser apreendida por meio de vivências orientadas pelos próprios Mestres Griôs. Fica aqui também nosso reconhecimento em relação à intermediação que a Pedagogia Griô realiza, como uma forma de vida que integra a tradição oral, a formação cidadã e a educação! A Pedagogia Griô foi desenvolvida pelo grupo “Grãos de Luz e Griô” (Lillian Pacheco e Marcio Caires), com a participação de Everaldo Cândido e Neander Heringer (Nina Griô), Henri Durand (Acervo das Tradições) e Mestre Alcides Lima (CEACA) e de todos os presentes!

Assista o Audiovisual publicado em 3 de abril de 2013 pelo CEDIPP – DIVERSITAS FFLCH – ECA / USP

 

 

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A Universidade e a Pedagogia Griô

A reportagem foi publicada na TV USP em 17 de junho de 2015. Discute a relação entre o meio universitário e as culturas tradicionais e descobre que ela pode se dar para além da dualidade pesquisadores-pesquisados. A partir da Pedagogia Griô e sua concepção de diálogo entre a tradição escrita e a tradição oral, verificamos como a USP e as culturas tradicionais se relacionam.

A reportagem se inspirou na edição número 3 da Revista Diversitas, publicada pelo Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos, da USP, que teve como tema a Pedagogia Griô. Foram entrevistados:

– Líllian Pacheco, criadora da Pedagogia Griô;
– Zilda Iokoi, historiadora e coordenadora do Núcleo Diversitas;
– Mestre Alcides de Lima (Tserewaptu), mestre de capoeira e da tradição oral, funcionário aposentado da USP;
– Roberta Battistella, pesquisadora de cultura oral;
– Ana Carolina Francischette, historiadora.

 

 

Revista Diversitas, São Paulo, ano 2, n. 3, set.2014, mar.2015. Baixe o pdf > aqui.

Apresentação na Teia da Diversidade: Memória

Registro de Audiovisual compartilhado por Mestre Alcides de Lima, apresentação na Rádio Amnésia, Teia da Diversidade, UFRN – Natal/RN, maio de 2014.

Contou com a presença de Mãe Lucia de Oyá, Bete de Oxum, Mestre Alcides de Lima, Mestre Marquinhos Simplício, Mestre Chico, Lilian Pacheco, Darlan, Edison Luís dos Santos, entre outros.

 

Encontro de formação docente

São Paulo, 19 de janeiro de 2018.

A APEP (Associação de Professores das escolas públicas e sem fins lucrativos) convida detentores do conhecimento tradicional para compartilhar perspectivas diferentes de difundir conhecimento.

Mestre Alcides de Lima e os babalorixás Daniel Oguntobi e Patrício Araújo palestram sobre os valores civilizatórios afro-brasileiros no processo educativo, numa perspectiva histórica brasileira forjada na resistência, revisando os processos pedagógicos e de transmissão de conhecimentos, mesmos os tradicionais, na busca da minimização das diferenças entre as relações de poder dentro do processo educativo.

Capoeira resistência ancestral.

53o. Batizado Ceaca / 17o. Amorim Lima: Memórias

“Para cuidar de uma criança, é necessário uma tribo toda” (provérbio africano)
 No dia 10 de Dezembro de 2017 aconteceu o tradicional batizado e troca de cordões de Capoeira, que teve início às 10 horas, na Escola Municipal Desembargador Amorim Lima – Local: Rua Vicente Peixoto, 50 – Vila Indiana – Butantã
Mestre Coordenador Alcides de Lima “Tserewaptu” conduziu os trabalhos de entrega dos cordões, teve roda de capoeira, além da participação de vários convidados, mestres, contra-mestres, professores, pesquisadores, pais e alunos… Na ocasião, Mestre Deputado (Brasília) rendeu bela homenagem à Capoeira e aos grandes mestres da Capoeira do Brasil.
Saiba mais, acessando o audiovisual no youtube: https://youtu.be/-rj2c68xyCc

Eu e minha ancestralidade: o encontro de saberes

Novo texto publicado na Revista Observatório Itaú Cultural descreve a trajetória do Mestre Alcides de Lima Tserewaptu, em sua vida pessoal e em sua relação com a ancestralidade iniciada no Catupé Cacundê, em continuidade com a capoeira. Fala também da transmissão desses saberes por meio da tradição oral e do diálogo com a educação formal. Essas práticas fortalecem a continuação da ancestralidade ao formar cidadãos capazes de multiplicá-las, fator hoje em dia muito importante para a preservação da nossa cultura. Em defesa da memória e cultura de seu povo, diz o Mestre:

A ancestralidade não é desvinculada do corpo; aliás, este é um elemento muito importante para expressá-la. Podemos, então, considerar que o corpo também é o lugar dela, sendo o principal instrumento de resistência das práticas de tradições orais. Consideramos a possibilidade de levar na memória e em nosso próprio corpo determinado inventário e de tornar a prática como presença, como certa matriz a continuar a tradição.

Por meio da cultura ele realiza dois movimentos em busca dessas ancestralidades: participa de pesquisas para colher relatos e material sobre o Jongo em diversos estados brasileiros e, desde 2000, ensina capoeira e cultura afro-brasileira no Amorim Lima, escola municipal, situada no Butantã (São Paulo), com base em projeto desenvolvido ao longo de várias décadas trabalhando com os valores da “ancestralidade” e da “tradição oral” ; a escola adotou projeto pedagógico inspirado em uma metodologia criada em escolas portuguesas, como a Escola da Ponte. Essa metodologia integra atividades em espaços sem paredes, sem regência de aulas por disciplina específica e com a participação ativa dos estudantes mais avançados em auxílio aos iniciantes. O trabalho do mestre aproxima-se daquele realizado por etnólogos, uma vez que, ao encontrar grupos resilientes, ele registra e insere esses conhecimentos no trabalho feito sobre a cultura e as religiosidades africanas, e ensina a jovens e crianças o valor ético e moral dessa cultura que, pelo jogo, fortalece corpo e mente em oposição ao racismo e em defesa da solidariedade e do amor pela arte que liberta.

Leia o Artigo na íntegra, clicando no link ou na imagem:

ALCIDES DE LIMA TSEREWAPTU. Eu e minha ancestralidade: o encontro de saberes. In: Revista Observatório Itaú Cultural, n. 22 (maio/nov. 2017). São Paulo: Itaú Cultural, 2017, p. 153-163.

Revista Observatório Itaú Cultural, n. 22 (maio/nov. 2017)