15 documentários sobre o samba e sambistas

“Quando ouço música, a minha imaginação compraz-se muitas vezes com o pensamento de que a vida de todos os homens e a minha própria vida não são mais do que sonhos de um espírito eterno, bons e maus sonhos, de que cada morte é o despertar.”
(Arthur Schopenhauer, em “‘Dores do Mundo’ – capítulo referente à arte”.)

15 documentários sobre o samba e sambistas: Bezerra da Silva, Cartola, Geraldo Pereira, Heitor dos Prazeres, Jards Macalé, João da Baiana, Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Paulinho da Viola,  Pixinguinha, Saravah, Os avôs do samba, Partideiros, Partido alto

“Quem não gosta de samba bom sujeito não é/

É ruim da cabeça ou doente do pé /

Eu nasci com o samba no samba me criei /

E do danado do samba nunca me separei.”
(Dorival Caymmi, em “Samba da minha terra”.)

 

BEZERRA DA SILVA (Cantor, compositor e instrumentista)

Documentário: Onde a coruja dorme
Sinopse: O cantor Bezerra da Silva tornou-se uma estrela nacional nos anos 80 durante a chamada “explosão do pagode”. Classificado inicialmente pela crítica como “sambandido”, sua música encantou o público brasileiro com crônicas cáusticas e extremamente bem humoradas sobre o cotidiano das favelas cariocas e da Baixada Fluminense. Poucos sabem o segredo do sucesso de Bezerra da Silva: sua equipe de compositores – pedreiros, trocadores de ônibus, carteiros, técnicos de refrigeração e biscateiros em geral. Sambistas genuínos escolhidos a dedo por Bezerra. Trabalhadores anônimos que cantam como ninguém o universo da malandragem carioca.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 2012
Duração: 1h12min.
Direção: Simplício Neto, Márcia Derraik
Produção executiva: Rodrigo Letier, Roberto Berliner e Marcia Derraik
Coordenação de produção: Lorena Bondarovsky
Direção de fotografia: Mauro Pinheiro Jr. ABC
Som: Pedro Moreira / Luis Eduardo “Boom”
Edição: Leonardo Domingues
Edição de som e mixagem: Denilson Campos
Produção: TvZERO e Antenna
Co-produção: Teleimage
Site do filme: Onde a coruja dorme

 

CARTOLA (Compositor, cantor e violonista)

Documentário: Cartola – Música para os olhos
Sinopse: A história do samba segundo um dos seus expoentes mais nobres. Utilizando linguagem fragmentada, o filme descreve um painel da formação cultural do Brasil.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 2006
Duração: 85 min.
Direção e Roteiro: Lírio Ferreira e Hilton Lacerda

 

GERALDO PEREIRA (Compositor e cantor)

Documentário: Geraldo Pereira, o rei do samba
Sinopse: É um filme musical que retrata parte da vida e da obra do compositor, cantor, ator, malandro e sambista Geraldo Pereira. Amigo de Cartola, o juiz-forano criou o samba sincopado, que influenciaria a bossa-nova anos mais tarde. Uma de suas mais conhecidas composições é “Falsa Baiana”, gravada por Gal Costa. Outros sambas importantes de sua autoria são: “Acertei no milhar”, “Escurinha”, “Sem compromisso”, “Pisei num despacho” e “Bolinha de Papel”.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 1999
Duração: 1h12 min.
Direção e roteiro: José Sette

 

HEITOR DOS PRAZERES (Compositor, instrumentista e artista plástico)

Documentário: Heitor dos Prazeres
Sinopse: Memórias do sambista popular e pintor naif Heitor dos Prazeres em seu atelier na Cidade Nova, bairro decadente do Rio de Janeiro. No fim da vida, Heitor sobrevivia de seus sambas, seus quadros e suas recordações.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 1965
Duração: 13 min.
Direção e Roteiro: Antônio Carlos da Fontoura
Narração e música: Heitor dos Prazeres
Fotografia e Câmera: Affonso Beato
Montagem: Ruy Guerra
Produção: Canto Claro

 

JARDS MACALÉ (Compositor, cantor, violonista, arranjador, produtor musical e ator)

Documentário: Jards Macalé, um morcego na porta principal
Sinopse: Uma luz sobre a trajetória nada linear deste artista contestador e personagem controverso da cultura brasileira nas últimas quatro décadas. Autor de Vapor barato e Movimento dos barcos, violonista, arranjador, ator e autor de trilhas de Nelson Pereira dos Santos, amigo pessoal de Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Ficha técnica
Ano/país: Brasil, 2008
Duração: 71 min.
Direção: Marco Abujamra e João Pimentel

 

JOÃO DA BAIANA (Compositor e pandeirista)

Documentário: Conversa de botequim
Sinopse: João da Baiana é o personagem principal deste documentário, mostrado em sua intimidade, lembrando as origens do samba, as perseguições e os preconceitos sofridos no passado. Participação especial de Donga e Pixinguinha.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 1972
Duração: 10 min.
Direção: Luiz Carlos Lacerda

 

NELSON CAVAQUINHO (Compositor, cantor e instrumentista)

Documentário: Nelson Cavaquinho
Sinopse: Nelson em sua casa, no bar, na vizinhança, cantando e dedilhando o violão; Hirszman captou o compositor na sua rotina simples de poeta do povo. Um retrato afetivo para ser apreciado pelos fãs da música brasileira.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 1969
Duração:13 min.
Direção: Leon Hirszman

 

NOEL ROSA (Compositor, cantor e violonista)

Documentário: Noel Rosa o poeta da vila
Sinopse: A trajetória de Noel Rosa, um dos maiores compositores da história da MPB, que trocou a faculdade de Medicina pelo samba e pela boemia carioca, na década de 20, tornando-se ídolo do rádio, aos 19 anos, com o enorme sucesso alcançado com a canção Com Que Roupa. O filme acompanha não apenas a carreira musical de Noel, como também sua vida afetiva que, até morrer prematuramente de tuberculose, dividiu-se entre dois grandes amores: Lindaura, jovem operária com quem se casou, e Ceci, dançarina com quem manteve um caso tempestuoso.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 2006
Duração: 100 min.
Direção: Ricardo Van Steen
Roteiro: Pedro Vicente
Elenco: Camila Pitanga, Flavio Bauraqui, Jonathan Haagensen, Paulo César Peréio, Rafael Raposo, Roberta Rodrigues, Supla
Produção: Paulo Dantas
Fotografia: Paulo Vainer
Trilha Sonora: Arto Lindsay
Classificação indicativa: 14 anos

 

PAULINHO DA VIOLA (Compositor, cantor e instrumentista)

Documentário: Paulinho da Viola – meu tempo é hoje
Sinopse: O cantor, compositor e instrumentista Paulinho da Viola apresenta seus mestres e amigos, suas influências musicais e percorre sua rotina peculiar e discreta, apresentando hábitos e costumes desconhecidos do grande público.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 2003
Duração: 83 min.
Direção: Izabel Jaguaribe
Roteiro: Izabel Jaguaribe, Joana Ventura, Zuenir Ventura
Elenco: Elton Medeiros, Marina Lima, Marisa Monte, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho
Produção: Beto Bruno
Fotografia: Flávio Zangrandi

 

PIXINGUINHA (Instrumentista, compositor, orquestrador e maestro)

Documentário: Pixinguinha e a Velha Guarda do samba
Sinopse: Em abril de 1954, nos festejos do 4º Centenário de São Paulo, Thomaz Farkas filmou uma apresentação de Pixinguinha com a Velha Guarda do samba. O filme recupera esse material perdido por cinquenta anos.
Ficha técnica
Ano/país: Brasil, 2007
Duração: 10 min.
Direção: Ricardo Dias e Thomaz Farkas

Documentário: Pixinguinha
Sinopse: Depoimento intimista. O compositor fala de sua iniciação musical, dos velhos amigos e de seu ambiente caseiro – o piano, as partituras, os remédios. Na varanda, os cascos de bebidas vazios, resultado de reuniões com amigos. Começou no cavaquinho, tocou flauta e saxofone. Os antigos sucessos são relembrados no saxofone que Paulo Bitttencourt lhe deu de presente. Pixinguinha toca Carinhoso.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 1969
Duração: 13 min.
Direção e roteiro: João Carlos Horta
Técnico de som: Gianni Amico
Montagem: Gianni Amico e Geraldo Veloso
Produtora: Tekla Filmes Ltda

OUTROS DOCUMENTÁRIOS SOBRE O SAMBA E SAMBISTAS

Documentário: Saravah
Sinopse: Foi no mês de fevereiro de 1969 que o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país. Aqueles momentos registrados viraram o documetário Saravah, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octagenários, os jovens Maria Bethânia (aos 21 anos) e Paulinho da Viola, tendo Baden Powell como elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira. Interessado nas intervenções culturais e religiosas da presença da África no Brasil, Barouh entrevista João da Baiana que, acompanhado por Baden ao violão, sapateia e toca prato e faca, enquanto entoa “Okekerê”, de sua autoria, e “Yaô”, de Pixinguinha. Um momento em que a história atemporal do Brasil é materializada em imagens pelas lentes de Barouh.
País/ano: Brasil, 1969
Duração: 91 min.
Direção: Pierre Barouh

Documentário: Os avôs do samba
Sinopse: Documentário gravado em 1978 com depoimentos de Carlos Cachaça e sua esposa, Dona Menininha, Nélson Cavaquinho tocando bandolim, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa, Mano Décio, Cartola e Dona Zica.
Ficha Técnica
País/ano: Brasil, 1978
Duração: 23 min.

Documentário: Partideiros
Sinopse: Produzido em 1978, o documentário “Partideiros” reúne os grandes compositores do partido alto na década de 1970. Entre eles, Grupo Vissungo, Pandeirinho, Campolino, Casquinha, Argemiro, Osmar do Cavaco, Clementina de Jesus, Giovana, Xangô da Mangueira, Martinho da Vila, Geraldo Babão, Guará, Wilson Moreira e Aniceto.
O roteiro de Nei Lopes, Rubem Confete e Clóvis Scarpino, que também dirige o filme ao lado de Carlos Tourinho, agrupa depoimentos de ícones desse gênero, que surgiu no início do século XX ao longo do processo de modernização do samba urbano carioca. Como há discórdia entre estudiosos para definir o que realmente seria o partido alto, o curta-metragem percorre pelas memórias dos músicos ajudando a traçar a identidade dessa vertente. Guará dança o partido, da forma como aprendeu com o pai. Bucy Moreira relembra figuras como Pixinguinha, João da Baiana e Donga tocando na casa de sua avó, Tia Ciata. Ao som de pandeiro, flauta ou instrumento improvisado, Aniceto conta que esse estilo era o mesmo que a chula, música sem letra, feita somente do solo das instrumentações.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 1978
Duração: 13 min.
Direção: Carlos Tourinho e Clovis Scarpino
Roteiro: Nei Lopes, Rubem Confete e Clóvis Scarpino


Documentário: Partido alto
Sinopse: Com raízes na batucada baiana, o partido alto é uma forma livre de expressão e comunicação imediata, com versos simples e improvisados, de acordo com a inspiração de cada um. Uma forma de comunhão, reunindo sambistas em qualquer lugar e hora pelo simples prazer de se divertir.
Ficha técnica
País/ano: Brasil, 1982
Duração: 22 min.
Direção: Leon Hirszman

Mais sobre música:
:: Música brasileira: o choro e seus chorões. Acesse AQUI!
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:: Música tradicional – folguedos e danças populares: o nosso patrimônio imaterial. Acesse AQUI!
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Fonte: http://www.revistaprosaversoearte.com/15-documentarios-sobre-o-samba-para-assistir-e-estudar/

Falar de Cultura Viva é falar do inefável

“Quando falamos de Cultura Viva falamos do inefável” (Célio Turino)

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Fonte: http://iberculturaviva.org/; Fotos: Georgina García/Puntos de Cultura

“Inefável” é aquilo que não se pode explicar com palavras. O que não se pode nomear ou descrever em razão de sua natureza, força, beleza. Foi este o adjetivo usado pelo historiador Célio Turino para definir o que unia todos os que estavam no 3º Encontro Nacional de Pontos de Cultura da Argentina e o 1º Encontro de Redes IberCultura Viva, realizados em programação conjunta de 30 de novembro a 2 de dezembro no Centro Cultural San Martín, em Buenos Aires (Argentina).

“Quando falamos de Cultura Viva falamos do inefável”, afirmou Turino na conferência magistral do evento. “Assim como a companheira de Belize nos diz que pode sentir a dor e a alegria que há em um Ponto de Cultura do Brasil ou da Argentina, ainda que não os conheça, eu também posso sentir a festa em Belize sem nunca ter ido lá. E é assim em todo lugar, com nós todos. É assim porque o inefável nos une.” Um dos criadores e principais impulsores do programa Cultura Viva – lançado no Brasil em 2004 e transformado em política de Estado em 2014 –, Turino começou sua conferência no encontro falando da história da América. Um lugar para onde todos vieram, de uma forma ou de outra, atravessando o Estreito de Bering, ou pela Polinésia, ou cruzando o Oceano Atlântico.

“Este continente que cruza o planeta de norte a sul tem esta característica, as humanidades afluem para cá”, comentou. “Depois, com o processo de colonização, nos fundimos com a gente que veio, os imigrantes, os africanos. E assim nos fizemos, e assim fomos e vamos nos mesclando. Este é um continente mestiço, com uma riqueza fabulosa.”

Ao comparar a cultura a uma floresta – quanto mais diversa, mais bela –, Turino chamou a atenção para a importância da complementaridade, das fusões, dos encontros. “A cultura é o resultado da fusão entre tempo e espaço”, disse. “Quando compartilhamos nossas tradições, nossas histórias, nossa memória, vamos produzindo a cultura. E quando esta cultura é compartilhada em um território, ela se solidifica. E assim nos identificamos. É o inefável, é isso que nos define e que garante que a cultura se transporte.”

Espaço e Território

Daí a ideia dos Pontos de Cultura, de sedimentar as ações no território e perceber o espaço do território como um conjunto de tradições e experiências. “Não é uma única coisa. Não podemos nos prender à ideia fundamentalista de que há uma única verdade, e sim muitas contribuições”. Ou seja, um conhecimento tradicional pode dividir o espaço com um conhecimento de vanguarda, uma experiência estética, tecnológica, e nesta fusão também está sua riqueza, sua beleza.

Turino citou como exemplos as centenas de encontros feitos no começo do programa Cultura Viva no Brasil, em que jovens fazem oficinas de software livre, de edição de vídeo, em favelas, aldeias indígenas e áreas rurais, e tanto ensinavam como aprendiam. Também recordou uma viagem que fez ao Peru e se espantou com a diversidade do milho. “Só conhecia o amarelo, e lá vi milho preto, vermelho… Mostrava as fotos para os amigos e me perguntavam: ‘É transgênico?’ Não, é inteligência coletiva, traduzida nos Andes por milhares de anos e oferecida gratuitamente às pessoas. Não tem dono.”

Urgência histórica

E que diriam os povos ancestrais, os que ajudaram a construir esta floresta diversa que é a gente da América Latina, se soubessem do conceito de desenvolvimento das sociedades ocidentais? “Quando falamos de Cultura Viva estamos falando de vida, de convivência. Claro que crescemos, que desenvolvemos e que há um ciclo em que tudo se fenece e se constrói outra coisa. O conceito de desenvolvimento das sociedades ocidentais, entretanto, é que se pode acumular, acumular, extrair, extrair… E o planeta é finito. Não há lógica em viver em um sistema que tem como base a acumulação infinita. O conceito de bem viver é o contrário disso”.

Como historiador, Célio Turino se acostumou a trabalhar com a ideia de “paciência histórica”, porque os processos são longos. “Agora temos que trabalhar com outro conceito, o de urgência histórica, porque não há mais longo prazo para a humanidade. Em 20, 30 anos, estaremos vivendo um colapso”, afirmou. “Somos ladrões de nossos filhos e netos e dos netos de nossos netos. Temos que nos reconhecer assim se queremos mudar e roubar menos dos outros”.

Cultura do Encontro

Para falar da importância dos encontros, e de como os encontros podem promover mudanças, Turino pediu aos organizadores do evento uma escada. Precisava de uma durante a conferência para mostrar como a imagem criada para o 3º Encontro Nacional que aparecia no palco (vários círculos juntos, formando o número 3) tinha que ver com a ideia dos Pontos de Cultura.

“Existem pontos fechados, abertos, pequenos, grandes, com mais ou menos cor, formando esta imagem. Cada um, de uma maneira diferente, produz este processo de interseções, permitindo que um círculo se conecte com outro. Ou seja, este círculo poderia ter uma forma diferente do outro. No entanto, quando se conectam eles mudam e formam coisas, como esta imagem. Acredito que aí está a beleza dos Pontos de Cultura e da Cultura Viva”, comparou, de cima da escada.

Para o historiador, mais que uma intersecção entre Estado e sociedade civil, Cultura Viva tem a ver com “colocar o reino da vida em equilíbrio com o império dos sistemas (as leis do mercado, do Estado, das igrejas)”. Autonomia, protagonismo e empoderamento, segundo ele, seriam palavras-chave para começar as mudanças.

“Temos que construir um processo de diálogo”, ressaltou. “Se as pessoas não têm a oportunidade de falar por sua própria voz, não há diálogo. Elas têm que se sentir empoderadas para falar com o Estado. Por outro lado, o Estado tem que aprender a falar com as pessoas – inclusive porque, como dizia meu avô, o Estado tem que servir ao povo, não servir-se do povo. É necessário que um se disponha a escutar o outro, porque se me fecho na minha verdade não consigo estabelecer a cultura do encontro”.
Fonte: http://iberculturaviva.org/celio-turino-quando-falamos-de-cultura-viva-falamos-do-inefavel/

Memórias do CEACA 2016

Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” – Memória Audiovisual

O Projeto “Afrofuturismo – Griô Urbano” faz parte da Memória Audiovisual do CEACA, referente ao ano de 2009. É o resultado de um trabalho de pesquisa e investigação, intervenção urbana e apresentação audiovisual que tem como foco a história da cultura afro-brasileira na formação da identidade nacional.

“Esta atividade integra o Prêmio Interações Estéticas Residências Artísticas em Pontos de Cultura” e foi publicado no Youtube em 14 de out de 2015.

 

Direção: Daniel Lima

Concepção e Realização: Daniel Lima, Daniela Biancardi

Griô Urbano: Mestre Alcides de Lima

Ponto de Cultura Amorim Rima / CEACA:
Mestre Alcides de Lima
Mestre Dorival dos Santos

Mestre Durval do Côco
Adelvan de Lima (Esquilo)
Fabio Rocha (Soneca)
Herinque Rocha (Sonequinha)
Rodrigo Martins (Pança)
Tomás Pimentel (Tomate)
Direção Musical:
João Nascimento

Participação Musical:
Eliane do Côco
Diana Tatit
Tati Tatit
Katiane Mattge
Athaíde Camará (Marcha Lenta)

 

Participação Especial:
Alfredo Zito
Athaíde Camará (Marcha Lenta)
CM Durval (Jabá)
Diana Tatit
Eliane do Côco
Emerson Marinheiro (Lagarto)
João Nascimento
Katiane Mattge
Mário Salles (Gaúcho)
Tati Tatit
Roberta Estrela D’Alva
Majoi Gongora
Paulinho Baraúna

Apoio:
CEU Butantã
EMEF Desembargador Amorim Lima
Política do Impossível – PI

Fonte: Youtube

Coleção completa História Geral da África disponível em pdf

Em 1964, a Unesco dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar. Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.

Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a Unesco no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto. O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.

A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da Unesco nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África; permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

História Geral da África em 8 volumes - UNESCO

História Geral da África em 8 volumes – UNESCO

* DOWNLOAD GRATUITO

– Volume I: Metodologia e Pré-História da África

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190249POR.pdf> (PDF, 8.8 Mb)

– Volume II: África Antiga

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190250POR.pdf> (PDF, 11.5 Mb)

– Volume III: África do século VII ao XI

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190251POR.pdf> (PDF, 9.6 Mb)

– Volume IV: África do século XII ao XVI

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190252POR.pdf> (PDF, 9.3 Mb)

– Volume V: África do século XVI ao XVIII

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190253POR.pdf> (PDF, 18.2 Mb)

– Volume VI: África do século XIX à década de 1880

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190254POR.pdf> (PDF, 10.3 Mb)

– Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190255POR.pdf> (PDF, 9.6 Mb)

– Volume VIII: África desde 1935

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190256POR.pdf> (PDF, 9.9 Mb)

 

Fonte: http://www.unesco.org/pt

 

CEACA/Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais

Embu das Artes, 10 de setembro de 2016

Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais, na comunidade do Jongo de Embu das Artes.

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Mais um esforço coletivo para a manutenção e promoção das culturas populares e tradicionais. O dia foi de roda de conversa sobre políticas públicas entre os mestres das tradições, sempre regado com muito axé, deixando claro que somente com empenho se consegue avançar sobre a história.

A possibilidade da lei de fomento para os mestres das tradições, garantia de permanência e cidadania, mostra claramente que os avanços sempre são mediante a luta, debate e resistência.

Sempre com muita luz …

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Capoeira resistência ancestral…

 

Participação dos mestres e professores do CEACA na I Formação Continuada de Capoeira 2016 -CEPEUSP

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A  convite do generoso professor de capoeira Womualy e do CEPEUSP os mestres e professores do CEACA participam da I Formação Continuada de Capoeira 2016.

Ajudando a construir uma capoeira forte e amiga.

Só é possível com afetividade e humildade daqueles que a transmitem.

Parabéns a todos os capoeiristas presentes

.

AXÈ.

Toré por Mestre Alcides de Lima. “Eu aprendi…agora vou ensinar.”

                                                                                                                                                

 

                                                                                                                                                “Resistência Ancestral”