BATIZADO DE CAPOEIRA DO PONTO DE CULTURA CEACA/AMORIM

“Há duas forças no mundo: uma é a espada e a outra é a caneta. Mas há uma terceira força, mais poderosa ainda do que as anteriores: a das mulheres” [MalalaYousafzai]

 

Mestre Coordenador: Alcides de Lima Tserewaptu

Mestres: Dorival dos Santos e Durval do Coco

Equipe: CM Lagarto, Professores: Rodrigo Pança, Valter, Instrutores: Felipe, Katiane, Marcela, Lucas, Guilherme, Nicolas, Yara e Giovani.

No dia 9 de Dezembro de 2018 aconteceu um dos eventos mais esperados na região do Butantã: o XVIII BATIZADO DE CAPOEIRA DO PONTO DE CULTURA – AMORIM RIMA\CEACA (54º Batizado geral) e troca de cordões das crianças e jovens que estudam na Escola Desembargador Amorim Lima.

Endereço: Rua Vicente Peixoto, 50, Vila Indiana (ao lado da Praça Elis Regina).

 

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Todos os dias…

 

ANTÔNIO PARREIRAS
Zumbi, 1927.
Óleo sobre tela.
Com o trabalho nas mãos.
Todos os dias são de luta.
“Capoeira resistência ancestral”

 

 

 

Mestres e Capoeiras do Brasil: uni-vos em luto a Moa do Catendê

“Moa ponderou que era negro e que o cara ainda era muito jovem e não sabia nada da história. Moa disse ainda que ele tinha consciência do quanto o negro lutou para chegar onde chegou e o quanto Bolsonaro poderia tirar essas conquistas se chegasse ao poder“. (Reginaldo Rosário, irmão de Moa)

A polarização social das eleições tem causado muitas brigas nas redes sociais, nos grupos de amigos e família. Uma eventual descontração no bar gerou um grande conflitou que levou à morte do Mestre capoeirista. Ele estava com seu irmão que, ao tentar separar, também foi atingido com um golpe de faca no braço direito, mas foi socorrido e permanece internado e sedado.

Mestre Moa do Katendê foi assassinado com 12 facadas na noite em que se encerrou o primeiro turno das eleições no Brasil, em 7 de outubro de 2018. Ele e o seu irmão foram esfaqueados em um bar no Dique Pequeno em Salvador, bairro em que residia, após discussão sobre política. Segundo os relatos, um morador novo do bairro, defensor do Bolsonaro não teria gostado da posição contrária do mestre, foi até sua casa e buscou uma faca. Katendê foi agredido e seu irmão que o acudiu também, mas Moa não sobreviveu. O irmão Germínio do Amor Divino, 51, recebeu uma facada no braço direito e foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE). Na ocorrência do posto policial do HGE, testemunhas identificaram o autor das facadas como Paulo Sérgio Ferreira, que está preso. Segundo o irmão das vítimas, Reginaldo Rosário, 68, Moa estava bebendo com ele e Germínio, no Bar do João, quando o autor da facada começou a defender ideias do candidato do PSL e ouviu críticas do capoeirista. “Moa ponderou que era negro e que o cara ainda era muito jovem e não sabia nada da história. Moa disse ainda que ele tinha consciência do quanto o negro lutou para chegar onde chegou e o quanto Bolsonaro poderia tirar essas conquistas se chegasse ao poder, disse Reginaldo. Ainda de acordo com o irmão das vítimas, após a discussão acalorada um dos irmãos pediu que Moa ficasse calmo; no entanto, após a situação ter sido contornada, o autor da facada teria ido em casa, retornou com uma peixeira e atacou a vítima nas costas. “Foi tudo muito rápido”, disse. “Moa, que sempre foi defensor das classes menos favorecidas, é mestre tradicional da Capoeira Angola da Bahia e do Afoxé (um dos fundadores dos Filhos de Gandhi) e uma das melhores pessoas que já conheci. A Capoeira perde um grande mestre e eu perco vários amigos”. Digo “vários” porque ver um capoeirista apoiar um político declaradamente racista, pra mim, é pior que cair de cara no chão após uma rasteira alta. É preciso entender a história da arte. É preciso saber que pouco mudou e que, agora, o racismo saiu do armário e não tem vergonha de destilar o seu ódio. Por trás de interesses escusos, aí está a Casa Grande Senzala se armando novamente. Que a morte do mestre não seja em vão! Vamos fazer o berimbau dizer a que viemos.

À luta! E viva “seu” Moa, agora mártir da nossa batalha.

Breve histórico

Môa do Katendê nasceu em Salvador (BA) e é um artista ligado às tradições afro-baianas. Compositor, dançarino, capoeirista, ogã-percussionista, artesão e educador, descobriu suas raízes aos oito anos de idade no “ILÊ AXÉ OMIN BAIN”, terreiro de sua tia e incentivadora. Em 1977, consagrou-se campeão do Festival da Canção Ilê Aiyê, o primeiro bloco afro do Brasil, e em Maio de 1978 fundou o “Afoxé “Badauê”, que desfilou pela primeira vez no ano seguinte e tornou-se campeão do carnaval na categoria de afoxé. Em 1995 com a união de colegas e admiradores da cultura afro-brasileira, surge o grupo de afoxé “Amigos de Katendê”. Foi membro da Associação Brasileira de Capoeira Angola, discípulo de mestre Bobó de Pastinha.

I Ciclo de Conferências em Artes e Educação: com Mestre Alcides e Mariposa

No dia 20 de setembro (quinta-feira), acontecerá o quarto encontro do “I Ciclo de Conferências em Artes e Educação: a lei 11.645/08 – Perspectivas Indígenas e Afro-brasileiras”, com a participação de Maria José Menezes (Núcleo da Consciência Negra da USP), Allan da Rosa (FE/USP), Érica Mariposa (EMEF Desembargador Amorim Lima) e Mestre Alcides de Lima (CEACA/SP) discutindo o tema “Pedagoginga e as rodas na escola”.

A entrada é franca, com retirada de senha a partir das 18h30. O auditório Lupe Cotrim está localizado no prédio central da ECA/USP (avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária).

O evento será transmitido ao vivo pelo IPTV-USP. Link para acesso: https://iptv.usp.br/portal/transmission.action?idItem=39233

— com Maria José Menezes.

Memória & Audiovisual: “Vadiação”, 1954

Vadiação é um curta-metragem produzido em 1954 pelo cineasta Alexandre Robatto Filho, considerado o pioneiro do cinema baiano. O vídeo, com cerca de 8 minutos, apresenta uma bela vadiação em Salvador, com alguns dos grandes capoeiras e mestres da Bahia da época: Mestres Bimba e Waldemar, Traíra, Caiçara, Curió, Crispim (filho de Bimba), Nagé, entre outros. O filme contou com a colaboração de Paulo Jatobá, Manoel Ribeiro, Silvio Robatto e do artista plástico argentino Carybé, que retratou em sua obra importantes manifestações tradicionais da Bahia, como a capoeira, o candomblé e o samba de roda. Valioso documento para a memória da capoeira e simplesmente um marco na história do cinema brasileiro envolvendo a capoeira.

Assista ao vídeo. Nele verá alguns capoeiristas renomados que tocam berimbaus e pandeiros e cantam, enquanto outros se revezam no jogo da capoeira, assistidos por várias pessoas.

 

Grandes mestres da capoeira baiana.

 

Como se ensina:

A tradição oral tem os seus métodos o acolhimento, a escuta, a transmissão, a troca, o sentir. Ela não morre, permanece no interior daquele que é tocado e ressoa num som ancestral nos ouvidos dos próximos…

 

 

Capoeira resistência ancestral

Memórias Juninas 2018: Ação e Participação!

No dia 23 de junho aconteceu a grande Festa Junina do Amorim Lima, uma das mais importantes festas do calendário da Escola e contou com a tradicional apresentação do CEACA que animou a festa.

A Festa Junina é uma das Ações Estratégicas PPP da Amorim Lima, que são pensadas para colocar em prática, os objetivos gerais e específicos do Projeto Político Pedagógico da Escola:

  1. Elevar o grau de compromisso por parte de todos na escola, que no âmbito do projeto significa conhecê-lo plenamente, identificar-se com ele, fazendo disso sua prática.
  2. Ampliar as experiências culturais para a transformação das relações entre os homens em sociedade.
  3. Desenvolver e implementar uma intencionalidade educativa que seja clara e compartilhada por todos.
  4. Reafirmar nas ações educativas, os valores de autonomia, solidariedade, democracia participativa e responsabilidade.
  5. Garantir diferentes instâncias de participação na vida da escola em consonância com as leis.
  6. Criar e organizar os espaços para o pleno desempenho do projeto.

O planejamento para a festa e tudo o que acontece para a sua execução antes, durante e depois do dia da Festa Junina são guiados por estes objetivos e, no conjunto, a realização na prática deles. Estudantes, famílias, mães, pais, professoras, professores, tutores, gestão, quadro de apoio, enfim toda a Comunidade Escolar se envolve nos trabalhos e funções para que a Festa Junina possa ser ao mesmo tempo aprendizado, diversão, integração e principalmente um espaço de Ação e Participação de todos.

São vários voluntários que se dedicam desde o começo do ano a organizar e preparar as prendas que são distribuídas na festa. Prendas produzidas com materiais reciclados, reaproveitados e feitos pelas crianças e suas famílias com o apoio da Comissão de Festas e Prendas.