Memórias do CEACA 2016

CEACA/Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais

Embu das Artes, 10 de setembro de 2016

Fórum para as Culturas Populares e Tradicionais, na comunidade do Jongo de Embu das Artes.

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Mais um esforço coletivo para a manutenção e promoção das culturas populares e tradicionais. O dia foi de roda de conversa sobre políticas públicas entre os mestres das tradições, sempre regado com muito axé, deixando claro que somente com empenho se consegue avançar sobre a história.

A possibilidade da lei de fomento para os mestres das tradições, garantia de permanência e cidadania, mostra claramente que os avanços sempre são mediante a luta, debate e resistência.

Sempre com muita luz …

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Capoeira resistência ancestral…

 

Participação dos mestres e professores do CEACA na I Formação Continuada de Capoeira 2016 -CEPEUSP

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A  convite do generoso professor de capoeira Womualy e do CEPEUSP os mestres e professores do CEACA participam da I Formação Continuada de Capoeira 2016.

Ajudando a construir uma capoeira forte e amiga.

Só é possível com afetividade e humildade daqueles que a transmitem.

Parabéns a todos os capoeiristas presentes

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AXÈ.

Toré por Mestre Alcides de Lima. “Eu aprendi…agora vou ensinar.”

                                                                                                                                                

 

                                                                                                                                                “Resistência Ancestral”

Campanha seja amigo/a do CEACA

São muitos

devagar, devagarinho, já foi e já voltou

aprendeu, pulou, cantou

agora volta …

“Tudo o que Deus toca vira ouro”

Capoeira Resistência Ancestral

Acesse o link para doações via PagSeguro: https://pag.ae/bcX366 

 

Mestre Alcides participará de diálogo sobre cultura comunitária no Sesc Santo André

No próximo dia 11 de junho (sábado), das 11h às 13h, Mestre Alcides participará do bate-papo Produção cultural comunitária e espaços de afeto: pontos de cultura e associações de bairro, lá no Sesc Santo André, na Sala de Múltiplo Uso.

O diálogo contará com a presença de Hélio Gonçalves Costa (Articulador de Rede do Movimento FACA e do Ponto de Cultura CircoComunidade), Antonio Beatriz de Almeida (Gestor da Associação de Bairro do Parque Havaí, que realiza trabalhos no campo da cultura), e Salomão Jovino da Silva (Docente da Fundação Santo André e Consultor da Secretaria de Educação do Município de São Paulo). A mediação e curadoria estão sob a responsabilidade de Adriana Leandro e Neri Silvestre.

No último dia 04 de junho eles se reuniram a fim de organizar as principais diretrizes do diálogo.

IMG_5721.JPGA iniciativa está inserida no Ciclo Urbanidades II do Sesc, projeto que propõe a continuação de reflexões sobre a constituição do espaço público e seus usos contemporâneos, por meio de manifestações culturais locais, comunitárias ou individuais que estarão presentes para dialogar sobre suas potencialidades transformadoras do cotidiano e de subjetividades.

O endereço do Sesc Santo André é Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar.

Confirme a participação no evento no link abaixo:

https://www.facebook.com/events/294604804205627/?notif_t=plan_user_associated&notif_id=1465344133918339

Até lá!

Porque as mulheres fazem Capoeira…

 

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Berimbau instrumento das mulheres Bantu. Imagem retirada do site http://www.cress-ce.org.br, 29/05/2016.

Volta e meia as pessoas nos questionam sobre a nossa participação na capoeira. Não existe uma resposta padrão para tal pergunta, mas podemos levantar alguns motivos esclarecedores às ideias primeiras de algumas pessoas.

Não fazemos capoeira para bater em algum abusado na rua, pois por mais forte que possamos ficar através dela, dificilmente seremos mais fortes fisicamente que um homem.

Não fazemos capoeira para tomar o lugar dos homens na roda, pois a roda como elemento circular tem espaço para todos nos momentos certos e entendemos isso, nem que o nosso momento demore gerações.

Não fazemos capoeira para arrumar maridos, mas para encontrar parceiros de luta.

Não fazemos capoeira para ficar com um corpo desejável, mas para ficar com a alma limpa.

Não fazemos capoeira para “causar”, mas para nos encontrar.

E o mais importante…fazemos capoeira porque reconhecemos nesta luta ancestral, A NOSSA LUTA,  por respeito, legitimidade, dignidade, para ler a malícia daqueles que querem nos oprimir, antes mesmo de nos ofenderem com as suas palavras ou ações, porque ela nos dá força e exemplos que mesmo sendo difícil é possível de encontrar meios de sobrevivermos e lutar pela liberdade.

Capoeira resistência ancestral.

K.M.

 

 

Como escravizar um povo?

Retire a sua identidade, solape os seus modos de ver e entender o mundo, o convença de que a sua cultura vale menos do que a daquele que o oprime.

Os meios como isso ocorre são diferentes em cada época, cabe aos sujeitos, identificar e resistir.

Capoeira resistência ancestral…

 

capoeira vs capitao

(imagem retirada spc.fotolog18.05.2016)