Documentários sobre o samba e sambistas

Seleção de documentários sobre o samba e sambistas: Bezerra da Silva, Cartola, Geraldo Pereira, Heitor dos Prazeres, Jards Macalé, João da Baiana, Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Paulinho da Viola,  Pixinguinha, Saravah, Os avôs do samba, Partideiros, Partido alto.

BEZERRA DA SILVA (Cantor, compositor e instrumentista)

Onde a coruja dorme: O cantor Bezerra da Silva tornou-se uma estrela nacional nos anos 80 durante a chamada “explosão do pagode”. Classificado inicialmente pela crítica como “sambandido”, sua música encantou o público brasileiro com crônicas cáusticas e extremamente bem humoradas sobre o cotidiano das favelas cariocas e da Baixada Fluminense. Poucos sabem o segredo do sucesso de Bezerra da Silva: sua equipe de compositores – pedreiros, trocadores de ônibus, carteiros, técnicos de refrigeração e biscateiros em geral. Sambistas genuínos escolhidos a dedo por Bezerra. Trabalhadores anônimos que cantam como ninguém o universo da malandragem carioca.

 

CARTOLA (Compositor, cantor e violonista)

Cartola – Música para os olhos: A história do samba segundo um dos seus expoentes mais nobres. Utilizando linguagem fragmentada, o filme descreve um painel da formação cultural do Brasil.

 

GERALDO PEREIRA (Compositor e cantor)

Geraldo Pereira, o rei do samba: É um filme musical que retrata parte da vida e da obra do compositor, cantor, ator, malandro e sambista Geraldo Pereira. Amigo de Cartola, o juiz-forano criou o samba sincopado, que influenciaria a bossa-nova anos mais tarde. Uma de suas mais conhecidas composições é “Falsa Baiana”, gravada por Gal Costa. Outros sambas importantes de sua autoria são: “Acertei no milhar”, “Escurinha”, “Sem compromisso”, “Pisei num despacho” e “Bolinha de Papel”.

 

HEITOR DOS PRAZERES (Compositor, instrumentista e artista plástico)

Heitor dos Prazeres: Memórias do sambista popular e pintor naif Heitor dos Prazeres em seu atelier na Cidade Nova, bairro decadente do Rio de Janeiro. No fim da vida, Heitor sobrevivia de seus sambas, seus quadros e suas recordações.

 

JARDS MACALÉ (Compositor, cantor, violonista, arranjador, produtor musical e ator)

Jards Macalé, um morcego na porta principal: Uma luz sobre a trajetória nada linear deste artista contestador e personagem controverso da cultura brasileira nas últimas quatro décadas. Autor de Vapor barato e Movimento dos barcos, violonista, arranjador, ator e autor de trilhas de Nelson Pereira dos Santos, amigo pessoal de Lygia Clark e Hélio Oiticica.

 

JOÃO DA BAIANA (Compositor e pandeirista)

Conversa de botequim: João da Baiana é o personagem principal deste documentário, mostrado em sua intimidade, lembrando as origens do samba, as perseguições e os preconceitos sofridos no passado. Participação especial de Donga e Pixinguinha.

 

NELSON CAVAQUINHO (Compositor, cantor e instrumentista)

Nelson Cavaquinho: Nelson em sua casa, no bar, na vizinhança, cantando e dedilhando o violão; Hirszman captou o compositor na sua rotina simples de poeta do povo. Um retrato afetivo para ser apreciado pelos fãs da música brasileira.

 

NOEL ROSA (Compositor, cantor e violonista)

Noel Rosa o poeta da vila: A trajetória de Noel Rosa, um dos maiores compositores da história da MPB, que trocou a faculdade de Medicina pelo samba e pela boemia carioca, na década de 20, tornando-se ídolo do rádio, aos 19 anos, com o enorme sucesso alcançado com a canção Com Que Roupa. O filme acompanha não apenas a carreira musical de Noel, como também sua vida afetiva que, até morrer prematuramente de tuberculose, dividiu-se entre dois grandes amores: Lindaura, jovem operária com quem se casou, e Ceci, dançarina com quem manteve um caso tempestuoso.

 

PAULINHO DA VIOLA (Compositor, cantor e instrumentista)

Paulinho da Viola – meu tempo é hoje: O cantor, compositor e instrumentista Paulinho da Viola apresenta seus mestres e amigos, suas influências musicais e percorre sua rotina peculiar e discreta, apresentando hábitos e costumes desconhecidos do grande público.

 

PIXINGUINHA (Instrumentista, compositor, orquestrador e maestro)

Pixinguinha e a Velha Guarda do samba: Em abril de 1954, nos festejos do 4º Centenário de São Paulo, Thomaz Farkas filmou uma apresentação de Pixinguinha com a Velha Guarda do samba. O filme recupera esse material perdido por cinquenta anos.

Pixinguinha: Depoimento intimista. O compositor fala de sua iniciação musical, dos velhos amigos e de seu ambiente caseiro – o piano, as partituras, os remédios. Na varanda, os cascos de bebidas vazios, resultado de reuniões com amigos. Começou no cavaquinho, tocou flauta e saxofone. Os antigos sucessos são relembrados no saxofone que Paulo Bittencourt lhe deu de presente. Pixinguinha toca Carinhoso.

OUTROS DOCUMENTÁRIOS SOBRE O SAMBA E SAMBISTAS

Saravah: Em fevereiro de 1969 o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país. Aqueles momentos registrados viraram o documentário Saravah, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octogenários, os jovens Maria Bethânia (aos 21 anos) e Paulinho da Viola, tendo Baden Powell como elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira. Interessado nas intervenções culturais e religiosas da presença da África no Brasil, Barouh entrevista João da Baiana que, acompanhado por Baden ao violão, sapateia e toca prato e faca, enquanto entoa “Okekerê”, de sua autoria, e “Yaô”, de Pixinguinha. Um momento em que a história atemporal do Brasil é materializada em imagens pelas lentes de Barouh.

 

Os avôs do samba: Documentário gravado em 1978 com depoimentos de Carlos Cachaça e sua esposa, Dona Menininha, Nélson Cavaquinho tocando bandolim, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa, Mano Décio, Cartola e Dona Zica.

 

Partideiros: Produzido em 1978, o documentário “Partideiros” reúne os grandes compositores do partido alto na década de 1970. Entre eles, Grupo Vissungo, Pandeirinho, Campolino, Casquinha, Argemiro, Osmar do Cavaco, Clementina de Jesus, Giovana, Xangô da Mangueira, Martinho da Vila, Geraldo Babão, Guará, Wilson Moreira e Aniceto. O roteiro de Nei Lopes, Rubem Confete e Clóvis Scarpino, agrupa depoimentos de ícones desse gênero, que surgiu no início do século XX ao longo do processo de modernização do samba urbano carioca. Como há discórdia entre estudiosos para definir o que realmente seria o partido alto, o curta-metragem percorre pelas memórias dos músicos ajudando a traçar a identidade dessa vertente. Guará dança o partido, da forma como aprendeu com o pai. Bucy Moreira relembra figuras como Pixinguinha, João da Baiana e Donga tocando na casa de sua avó, Tia Ciata. Ao som de pandeiro, flauta ou instrumento improvisado, Aniceto conta que esse estilo era o mesmo que a chula, música sem letra, feita somente do solo das instrumentações.

 

Partido alto: Com raízes na batucada baiana, o partido alto é uma forma livre de expressão e comunicação imediata, com versos simples e improvisados, de acordo com a inspiração de cada um. Uma forma de comunhão, reunindo sambistas em qualquer lugar e hora pelo simples prazer de se divertir.

 

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Fonte: http://www.revistaprosaversoearte.com/15-documentarios-sobre-o-samba-para-assistir-e-estudar/

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