Teia da Diversidade receberá em Natal (RN) Pontos de Cultura de todo o Brasil

Sobre a Teia da Diversidade

A Teia é o encontro dos Pontos de Cultura do Cultura Viva e das representações da Diversidade que integram o Brasil Plural. Em sintonia com as estratégias e diretrizes gerais do Plano Nacional de Cultura, a Teia Nacional da Diversidade 2014 inaugurará um espaço para encontro, reconhecimento, convivência, reflexão, formação e divulgação de temas prioritários de grupos, coletivos, comunidades, Pontos de Cultura e iniciativas que integram os Programas Cultura Viva e Brasil Plural.

A TEIA da Diversidade tem o objetivo de consolidar o Programa Nacional de Promoção da Cidadania e da Diversidade Cultural – Cultura Viva (PCV) como o programa de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura. Também é um espaço que se propõe a refletir criticamente sobre: a  proposta de realinhamento do novo PCV para um programa de base comunitária, a partir da Portaria 118 de 30 de dezembro de 2013; O processo de integração de programas, projetos e ações do Sistema MinC ao Cultura Viva; E sobre as contribuições da TEIA 2014 para o desenvolvimento do Programa.

Em 2014, além dos Pontos e Pontões de Cultura a TEIA incorpora ao seu público estruturante os grupos do Encontro da Diversidade, que agrega segmentos das políticas setoriais atendidos pelo Programa Brasil Plural. Fazem parte destes segmentos grupos de Culturas Populares, Culturas Indígenas, Culturas Ciganas, LGBT, Crianças, Idosos, Juventude, Hip-Hop, Pessoas com Deficiência, Saúde Mental, Trabalhadores Urbanos, Povos de Terreiro, Quilombolas, Imigrantes, Mulheres, Trabalhadores Rurais, Mestres e Griôs.

As atividades da Teia Nacional da Diversidade 2014 incluem as TEIAS estaduais, encontros para preparação e envolvimento da sociedade civil participante. No âmbito nacional, foram realizadas quatro edições do encontro: Teia 2006 – Venha Se Ver e Ser Visto, São Paulo (SP), Teia 2007 – Tudo de Todos, Belo Horizonte (MG), TEIA 2008 – Iguais na Diferença, Brasília (DF), e TEIA 2010: Tambores Digitais, Fortaleza (CE).

Diálogos interculturais na Teia da diversidade acontecem em Natal-RN, 19 a 24 de Maio 2014.

Diálogos interculturais na Teia da diversidade acontecem em Natal-RN, 19 a 24 de Maio 2014.

 

Programação

Na TEIA da Diversidade, a cultura brasileira se manifesta em mostras artísticas – shows, espetáculos de todo tipo, performances – e nos diálogos proporcionados  por seminários, palestras, minicursos, fóruns, exposições, debates, rodas de conversa, intercâmbios e intervenções urbanas.

Clique aqui para fazer o download da programação parcial, atualizada em 2 de maio de 2014.

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CEACA é destaque na Revista do MinC

Minha escola é um palco de arte e ofício

O mestre de tradição oral Alcides de Lima tem uma vida inteira dedicada a disseminar arte. Ele é o criador do MINHA HISTÓRIA, projeto que tem origem na favela São Remo. Em um local vizinho ao campus da Universidade de São Paulo, a molecada tinha ali uma espécie de “quintal”, mas a algazarra acabava incomodando universitários nas salas de aula. Um dia, uma estudante de História encaminhou as crianças até a sede do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA), que funcionava na Associação de Moradores do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Amorcrusp).

 Assim começou o trabalho do mestre Alcides, que fez tanto sucesso no Brasil que chegou até os Estados Unidos. “O ‘Minha História’ foi criado a partir da ideia de que cada criança contasse sua história de vida”, conta o mestre. Ele ensina cultura tradicional há 13 anos na Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, em São Paulo. O local se tornou um Ponto de Cultura, e, assim, a capoeira passou a integrar o currículo escolar.

 Fotos: Galeria de Arquivos, CEACA.

Perto dali, em Carapicuíba, a educadora Luciene da Silva ministra oficinas baseadas na arte e cultura brasileiras para alunos da escola pública Esmeralda Becker Freire de Carvalho. As aulas são realizadas pelo Ponto de Cultura da Associação Aldeia de Carapicuíba (OCA). As oficinas formam crianças e adolescentes na cultura brasileira e pesquisam costumes, histórias, ‘causos’ e trava-línguas locais para serem reinseridos nas brincadeiras e atividades artísticas desenvolvidas pela OCA. Os alunos, se desejarem, quando completam 14 anos, tornam-se multiplicadores dos conhecimentos em outras escolas da região, como monitores de atividades artístico-culturais.

Esses dois mestres em seus ofícios fizeram das escolas um palco de diálogo entre a educação formalmente ministrada e os saberes culturais da comunidade. O trabalho deles integra equipamentos públicos e espaços culturais às atividades escolares. As experiências mostram que a formação cultural de crianças e jovens pode, e deve, ser incrementada com o incentivo a atividades conjuntas entre a sociedade civil e as escolas públicas nas áreas da Cultura e das Artes. O resultado são alunos mais envolvidos com as atividades escolares e com a cultura da comunidade onde vivem.

Fonte:  Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 15.

Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 15.

Matéria editada a partir da fonte: Minha escola é um palco de arte e ofício. In: Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 14-15.

Link para Download da Revista – integral – REVISTA DO MINC, n. 2, out.2013.

 

 

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