Mestre Durval do Coco no Sarau AfroBase

No dia 02 de julho de 2014, Sr. Durval do Coco, Eliane do Coco e o pessoal do CEACA fizeram realmente a terra tremer na batida do coco. O Sarau contou, além do coco, com a presença do rapper Charles, do Rodrigo Pança, do Fofão, do pessoal do Treme Terra e outros… Uma noite de poesia e prosa, para guardar na memória.

Festa Junina no Amorim Lima: Memória e Tradição Oral

No dia 6 de Junho aconteceu a grande Festa Junina na Escola Desembargador Amorim Lima. O CEACA fez belíssima apresentação que começou às 14 hs.

Teve roda, dança, música, além do famoso coco do Sr. Durval

Veja a galeria de imagens da Festa:

Festa Junina 2014: churrasco, suco, dança…gente feliz

─ “Hum”…dizia um para o churrasco.
─ “Nossa! Que delícia!”, falava o outro para o suco natural.
─ “Quero mais!”, pedia um terceiro para o cuscuz.

E assim a tarde de sol ia passando, com crianças brincando para lá e para cá, pais ajudando na organização das barracas, amigos batendo papo. Parecia uma família imensa. E era. A Comunidade Amorim Lima se reúne várias vezes antes de junho, em mutirões, para fazer prendas e pensar nas atrações da Festa. Algumas coisas são tradição, outras vão mudando. Mas o resultado sempre é delicioso. Por que tanta energia em uma Festa? Resposta: porque não é só uma festa. É um momento precioso de ensinar às crianças o valor da colaboração. E de cultivar o que temos de mais rico: nossa cultura popular. Veja algumas fotos abaixo e navegue por mais imagens no Facebook. Se você perdeu, já sabe: ano que vem tem mais e começa bem antes de junho. Venha, participe! A ajuda de todos é o que constrói a escola.

Fonte: Amorim Lima – http://amorimlima.org.br, por mcarini

FESTA JUNINA – DIA 07 DE JUNHO DE 2014

EMEF Desembargador Amorim Lima – Tel: (11) 3726-1119

Rua Professor Vicente Peixoto, 50 – Vila Indiana – São Paulo.

Exibir mapa ampliado

FJunina_7.6.2014_amorim

Teia da Diversidade receberá em Natal (RN) Pontos de Cultura de todo o Brasil

Sobre a Teia da Diversidade

A Teia é o encontro dos Pontos de Cultura do Cultura Viva e das representações da Diversidade que integram o Brasil Plural. Em sintonia com as estratégias e diretrizes gerais do Plano Nacional de Cultura, a Teia Nacional da Diversidade 2014 inaugurará um espaço para encontro, reconhecimento, convivência, reflexão, formação e divulgação de temas prioritários de grupos, coletivos, comunidades, Pontos de Cultura e iniciativas que integram os Programas Cultura Viva e Brasil Plural.

A TEIA da Diversidade tem o objetivo de consolidar o Programa Nacional de Promoção da Cidadania e da Diversidade Cultural – Cultura Viva (PCV) como o programa de base comunitária do Sistema Nacional de Cultura. Também é um espaço que se propõe a refletir criticamente sobre: a  proposta de realinhamento do novo PCV para um programa de base comunitária, a partir da Portaria 118 de 30 de dezembro de 2013; O processo de integração de programas, projetos e ações do Sistema MinC ao Cultura Viva; E sobre as contribuições da TEIA 2014 para o desenvolvimento do Programa.

Em 2014, além dos Pontos e Pontões de Cultura a TEIA incorpora ao seu público estruturante os grupos do Encontro da Diversidade, que agrega segmentos das políticas setoriais atendidos pelo Programa Brasil Plural. Fazem parte destes segmentos grupos de Culturas Populares, Culturas Indígenas, Culturas Ciganas, LGBT, Crianças, Idosos, Juventude, Hip-Hop, Pessoas com Deficiência, Saúde Mental, Trabalhadores Urbanos, Povos de Terreiro, Quilombolas, Imigrantes, Mulheres, Trabalhadores Rurais, Mestres e Griôs.

As atividades da Teia Nacional da Diversidade 2014 incluem as TEIAS estaduais, encontros para preparação e envolvimento da sociedade civil participante. No âmbito nacional, foram realizadas quatro edições do encontro: Teia 2006 – Venha Se Ver e Ser Visto, São Paulo (SP), Teia 2007 – Tudo de Todos, Belo Horizonte (MG), TEIA 2008 – Iguais na Diferença, Brasília (DF), e TEIA 2010: Tambores Digitais, Fortaleza (CE).

Diálogos interculturais na Teia da diversidade acontecem em Natal-RN, 19 a 24 de Maio 2014.

Diálogos interculturais na Teia da diversidade acontecem em Natal-RN, 19 a 24 de Maio 2014.

 

Programação

Na TEIA da Diversidade, a cultura brasileira se manifesta em mostras artísticas – shows, espetáculos de todo tipo, performances – e nos diálogos proporcionados  por seminários, palestras, minicursos, fóruns, exposições, debates, rodas de conversa, intercâmbios e intervenções urbanas.

Clique aqui para fazer o download da programação parcial, atualizada em 2 de maio de 2014.

CEACA é destaque na Revista do MinC

Minha escola é um palco de arte e ofício

O mestre de tradição oral Alcides de Lima tem uma vida inteira dedicada a disseminar arte. Ele é o criador do MINHA HISTÓRIA, projeto que tem origem na favela São Remo. Em um local vizinho ao campus da Universidade de São Paulo, a molecada tinha ali uma espécie de “quintal”, mas a algazarra acabava incomodando universitários nas salas de aula. Um dia, uma estudante de História encaminhou as crianças até a sede do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA), que funcionava na Associação de Moradores do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Amorcrusp).

 Assim começou o trabalho do mestre Alcides, que fez tanto sucesso no Brasil que chegou até os Estados Unidos. “O ‘Minha História’ foi criado a partir da ideia de que cada criança contasse sua história de vida”, conta o mestre. Ele ensina cultura tradicional há 13 anos na Escola Municipal Desembargador Amorim Lima, em São Paulo. O local se tornou um Ponto de Cultura, e, assim, a capoeira passou a integrar o currículo escolar.

 Fotos: Galeria de Arquivos, CEACA.

Perto dali, em Carapicuíba, a educadora Luciene da Silva ministra oficinas baseadas na arte e cultura brasileiras para alunos da escola pública Esmeralda Becker Freire de Carvalho. As aulas são realizadas pelo Ponto de Cultura da Associação Aldeia de Carapicuíba (OCA). As oficinas formam crianças e adolescentes na cultura brasileira e pesquisam costumes, histórias, ‘causos’ e trava-línguas locais para serem reinseridos nas brincadeiras e atividades artísticas desenvolvidas pela OCA. Os alunos, se desejarem, quando completam 14 anos, tornam-se multiplicadores dos conhecimentos em outras escolas da região, como monitores de atividades artístico-culturais.

Esses dois mestres em seus ofícios fizeram das escolas um palco de diálogo entre a educação formalmente ministrada e os saberes culturais da comunidade. O trabalho deles integra equipamentos públicos e espaços culturais às atividades escolares. As experiências mostram que a formação cultural de crianças e jovens pode, e deve, ser incrementada com o incentivo a atividades conjuntas entre a sociedade civil e as escolas públicas nas áreas da Cultura e das Artes. O resultado são alunos mais envolvidos com as atividades escolares e com a cultura da comunidade onde vivem.

Fonte:  Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 15.

Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 15.

Matéria editada a partir da fonte: Minha escola é um palco de arte e ofício. In: Revista do MinC, Brasília, out-2013, n. 2, p. 14-15.

Link para Download da Revista – integral – REVISTA DO MINC, n. 2, out.2013.

 

 

Saiba mais sobre o CEACA – Faça download gratuito de nossa publicação.
https://drive.google.com/file/d/0B8JVCyw9taFscE1mVWphbFJaNlE/edit?usp=sharing

Com a Palavra: Mestre Alcides de Lima

A tradição oral é a grande escola da vida e dela recupera e relaciona todos os aspectos. Pode parecer caótica àqueles que não lhe descortinam o segredo e desorientar a mentalidade cartesiana acostumada a separar tudo em categorias bem definidas. (…) Ela é ao mesmo tempo religião, conhecimento, ciência natural, iniciação à arte, história, divertimento e recreação, uma vez que todo pormenor sempre nos permite remontar à Unidade primordial.

(BÂ, Amadou Hampâté. A tradição viva. In: KI-ZERBO, J. (Coord.) História geral da África, Vol. I. São Paulo: Ática-Unesco, 1982, p. 183) Disponível em: http://www.casadasafricas.org.br/.

É com muita alegria que vimos compartilhar com todos os admiradores e praticantes das culturas populares tradicionais este trabalho, que vem sendo desenvolvido deste 1988, com a fundação do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira – CEACA, na USP. Naquela data este trabalho foi mais direcionado para o início de uma `simbiose`, que compartilhou as culturas de raíz com a Educação formal.

 

O intuito do CEACA sempre foi criar um centro de estudos para pesquisas, e com essas pesquisas viria a transformação da reflexão em ações temáticas e orgânicas, e dentro desta organicidade foram pesquisados temas, e tais temas foram transformados em produtos culturais, como peças teatrais, músicas, vídeos, e agora textos de reflexão.

Lembro-me que dentre as peças que realizamos tivemos “A comemoração de 300 anos da morte de Zumbi dos Palmares”, a “Homenagem à memória de Besouro Mangangá”, também fizemos uma encenação que trazia à tona a questão dos 4 elementos da natureza: terra, fogo, água e ar”, e esta peça foi tema de defesa de uma dissertação da Faculdade de Educação da USP com temática afins do tema abordado. Mais recentemente, tivemos o Canto de Trabalho “Vissungo”, “Ondas Verdes” de Monteiro Lobato, e Navio Negreiro de Castro Alves, dentre outros. Para cada evento deste, lembro-me que produzíamos uma trilha sonora com a autoria do grupo; com produções de vídeos e registros.

 

Devido a seriedade do trabalho, fomos convidados a desenvolver oficinas e workshops no exterior, estivemos nos EUA, na Universidade Estadual do Colorado 1995-1999, departamentos de danca, música e antropologia, além de escolas de educação formal de ensino fundamental e médio; estivemos também em Bordeaux na Franca; San Juan e Luquillo, em Puerto Rico e nas cidades de Temuco, Valdivia e Vila Rica no Chile.

A partir de 2005, com as parcerias do Ponto de Cultura do MinC/Secretaria de Cultura do Estado de Sao Paulo, potencializou-se parte de nossas ações; foram trabalhados a formação de agentes de cultura, participamos da Ação Griô Nacional, da Lei Griô, da Universidade Griô, compusemos a Comissão Nacional de Mestres e participamos de Fóruns de Culturas Populares e Tradicionais.

Junto a tudo isso, é muito importante mencionar, que existe no CEACA uma equipe que se doa ao trabalho, que possui uma voluntariedade imensa em prol da cultura popular, e podemos considerar que a maior parceria é a força de vontade desta equipe, sempre em trabalho compartilhado.

Um grande exemplo disso foi a realização do livro LIMA, Alcides de. (Org.) Capoeira & Educação: coletânea de estudos e práticas. São Paulo: CEACA, 2013, feito com a colaboração de todos, que de alguma forma fazem parte da família CEACA, ou conhecem o nosso trabalho; há também nesta edição, um resumo dos principais trabalhos do Ponto de Cultura.
Vale lembrar que a intenção desta obra é compartilhar com todos um pouco da trajetória de trabalho do CEACA, dando vazão para que essas vozes se expressem na reflexão sobre as culturas populares e tradicionais.

A partir de agora, iniciamos uma fase de inovação social do CEACA com a criação de nossa interface digital na plataforma wordpress, conectada às principais redes sociais, visando às trocas e diálogos interculturais com outros lugares de memória e de cultura do Brasil e do Mundo!

Sejam todo(a)s bem-vindo(a)s ao siteblog da família CEACA – https://capoeiraceaca.wordpress.com

Roda de Capoeira no Amorim Rima, com Mestre Alcides, Tserewaptu (‘O sonhador, o veloz’, em língua Xavante)

Desde 1990, o projeto Expresse-se com Consciência: Faça Capoeira, vem sendo desenvolvido por Mestre Alcides de Lima e Mestre Dorival no CEACA.

Desde 1990, o projeto Expresse-se com Consciência: Faça Capoeira vem sendo desenvolvido por Mestre Alcides de Lima e Mestre Dorival no CEACA.

Homenagem de Inauguração do Espaço Digital do CEACA

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MEMÓRIA DO CENTRO DE ESTUDOS E APLICAÇÃO DA CAPOEIRA – CEACA, outubro 2013.

Estamos trabalhando para criar um espaço de intercâmbio e trocas culturais em ambiente digital.

É um processo colaborativo de construção da estrutura e ambiente do siteblog do Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira (CEACA).

Todos os Colaboradores são bem-vindos!