Mestre Alcides fala da relação entre Capoeira e Candomblé

Uma roda de conversa com Mestre Alcides de Lima é sempre um momento precioso para extrair partículas de sabedoria sobre a vida, o imaginário e os valores simbólicos que alimentam a cultura de tradição oral. O sagrado está em toda a parte!

Neste breve vídeo que disponibilizamos, Mestre Alcides de Lima fala das relações transversais entre a Capoeira e o Candomblé no Brasil, destacando como a música e os toques (pontos) migram de um lugar para outro, de modo que nem nos damos conta do quanto somos tributários da rica cultura afro-brasileira que herdamos de nossos ancestrais.

A música “Marinheiro Só” já foi interpretada por muita gente: Clementina de Jesus, Clara Nunes, Marisa Monte, Maria Bethânia, Caetano Veloso entre outros; além de “ponto de Candomblé”, é uma das canções mais populares entre os praticantes da Capoeira, presente também em festas infantis. Pertence ao patrimônio das culturas de tradição oral.

 

Marinheiro Só

Eu não sou daqui, Marinheiro só

Eu não tenho amor, Marinheiro só

Eu sou da Bahia, Marinheiro só

De São Salvador, Marinheiro só

Lá vem, lá vem, Marinheiro só

Como ele vem faceiro, Marinheiro só

Todo de branco, Marinheiro só

Com seu bonezinho, Marinheiro só

Ô, marinheiro, marinheiro, Marinheiro só

Ô, quem te ensinou a nadar, Marinheiro só

Ou foi o tombo do navio, Marinheiro só

Ou foi o balanço do mar, Marinheiro só

 

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Documentários sobre o samba e sambistas

Seleção de documentários sobre o samba e sambistas: Bezerra da Silva, Cartola, Geraldo Pereira, Heitor dos Prazeres, Jards Macalé, João da Baiana, Nelson Cavaquinho, Noel Rosa, Paulinho da Viola,  Pixinguinha, Saravah, Os avôs do samba, Partideiros, Partido alto.

BEZERRA DA SILVA (Cantor, compositor e instrumentista)

Onde a coruja dorme: O cantor Bezerra da Silva tornou-se uma estrela nacional nos anos 80 durante a chamada “explosão do pagode”. Classificado inicialmente pela crítica como “sambandido”, sua música encantou o público brasileiro com crônicas cáusticas e extremamente bem humoradas sobre o cotidiano das favelas cariocas e da Baixada Fluminense. Poucos sabem o segredo do sucesso de Bezerra da Silva: sua equipe de compositores – pedreiros, trocadores de ônibus, carteiros, técnicos de refrigeração e biscateiros em geral. Sambistas genuínos escolhidos a dedo por Bezerra. Trabalhadores anônimos que cantam como ninguém o universo da malandragem carioca.

 

CARTOLA (Compositor, cantor e violonista)

Cartola – Música para os olhos: A história do samba segundo um dos seus expoentes mais nobres. Utilizando linguagem fragmentada, o filme descreve um painel da formação cultural do Brasil.

 

GERALDO PEREIRA (Compositor e cantor)

Geraldo Pereira, o rei do samba: É um filme musical que retrata parte da vida e da obra do compositor, cantor, ator, malandro e sambista Geraldo Pereira. Amigo de Cartola, o juiz-forano criou o samba sincopado, que influenciaria a bossa-nova anos mais tarde. Uma de suas mais conhecidas composições é “Falsa Baiana”, gravada por Gal Costa. Outros sambas importantes de sua autoria são: “Acertei no milhar”, “Escurinha”, “Sem compromisso”, “Pisei num despacho” e “Bolinha de Papel”.

 

HEITOR DOS PRAZERES (Compositor, instrumentista e artista plástico)

Heitor dos Prazeres: Memórias do sambista popular e pintor naif Heitor dos Prazeres em seu atelier na Cidade Nova, bairro decadente do Rio de Janeiro. No fim da vida, Heitor sobrevivia de seus sambas, seus quadros e suas recordações.

 

JARDS MACALÉ (Compositor, cantor, violonista, arranjador, produtor musical e ator)

Jards Macalé, um morcego na porta principal: Uma luz sobre a trajetória nada linear deste artista contestador e personagem controverso da cultura brasileira nas últimas quatro décadas. Autor de Vapor barato e Movimento dos barcos, violonista, arranjador, ator e autor de trilhas de Nelson Pereira dos Santos, amigo pessoal de Lygia Clark e Hélio Oiticica.

 

JOÃO DA BAIANA (Compositor e pandeirista)

Conversa de botequim: João da Baiana é o personagem principal deste documentário, mostrado em sua intimidade, lembrando as origens do samba, as perseguições e os preconceitos sofridos no passado. Participação especial de Donga e Pixinguinha.

 

NELSON CAVAQUINHO (Compositor, cantor e instrumentista)

Nelson Cavaquinho: Nelson em sua casa, no bar, na vizinhança, cantando e dedilhando o violão; Hirszman captou o compositor na sua rotina simples de poeta do povo. Um retrato afetivo para ser apreciado pelos fãs da música brasileira.

 

NOEL ROSA (Compositor, cantor e violonista)

Noel Rosa o poeta da vila: A trajetória de Noel Rosa, um dos maiores compositores da história da MPB, que trocou a faculdade de Medicina pelo samba e pela boemia carioca, na década de 20, tornando-se ídolo do rádio, aos 19 anos, com o enorme sucesso alcançado com a canção Com Que Roupa. O filme acompanha não apenas a carreira musical de Noel, como também sua vida afetiva que, até morrer prematuramente de tuberculose, dividiu-se entre dois grandes amores: Lindaura, jovem operária com quem se casou, e Ceci, dançarina com quem manteve um caso tempestuoso.

 

PAULINHO DA VIOLA (Compositor, cantor e instrumentista)

Paulinho da Viola – meu tempo é hoje: O cantor, compositor e instrumentista Paulinho da Viola apresenta seus mestres e amigos, suas influências musicais e percorre sua rotina peculiar e discreta, apresentando hábitos e costumes desconhecidos do grande público.

 

PIXINGUINHA (Instrumentista, compositor, orquestrador e maestro)

Pixinguinha e a Velha Guarda do samba: Em abril de 1954, nos festejos do 4º Centenário de São Paulo, Thomaz Farkas filmou uma apresentação de Pixinguinha com a Velha Guarda do samba. O filme recupera esse material perdido por cinquenta anos.

Pixinguinha: Depoimento intimista. O compositor fala de sua iniciação musical, dos velhos amigos e de seu ambiente caseiro – o piano, as partituras, os remédios. Na varanda, os cascos de bebidas vazios, resultado de reuniões com amigos. Começou no cavaquinho, tocou flauta e saxofone. Os antigos sucessos são relembrados no saxofone que Paulo Bittencourt lhe deu de presente. Pixinguinha toca Carinhoso.

OUTROS DOCUMENTÁRIOS SOBRE O SAMBA E SAMBISTAS

Saravah: Em fevereiro de 1969 o diretor de cinema francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro disposto a registrar em película momentos de uma música que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país. Aqueles momentos registrados viraram o documentário Saravah, resultado das sessões de filmagem de Barouh com os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octogenários, os jovens Maria Bethânia (aos 21 anos) e Paulinho da Viola, tendo Baden Powell como elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira. Interessado nas intervenções culturais e religiosas da presença da África no Brasil, Barouh entrevista João da Baiana que, acompanhado por Baden ao violão, sapateia e toca prato e faca, enquanto entoa “Okekerê”, de sua autoria, e “Yaô”, de Pixinguinha. Um momento em que a história atemporal do Brasil é materializada em imagens pelas lentes de Barouh.

 

Os avôs do samba: Documentário gravado em 1978 com depoimentos de Carlos Cachaça e sua esposa, Dona Menininha, Nélson Cavaquinho tocando bandolim, Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa, Mano Décio, Cartola e Dona Zica.

 

Partideiros: Produzido em 1978, o documentário “Partideiros” reúne os grandes compositores do partido alto na década de 1970. Entre eles, Grupo Vissungo, Pandeirinho, Campolino, Casquinha, Argemiro, Osmar do Cavaco, Clementina de Jesus, Giovana, Xangô da Mangueira, Martinho da Vila, Geraldo Babão, Guará, Wilson Moreira e Aniceto. O roteiro de Nei Lopes, Rubem Confete e Clóvis Scarpino, agrupa depoimentos de ícones desse gênero, que surgiu no início do século XX ao longo do processo de modernização do samba urbano carioca. Como há discórdia entre estudiosos para definir o que realmente seria o partido alto, o curta-metragem percorre pelas memórias dos músicos ajudando a traçar a identidade dessa vertente. Guará dança o partido, da forma como aprendeu com o pai. Bucy Moreira relembra figuras como Pixinguinha, João da Baiana e Donga tocando na casa de sua avó, Tia Ciata. Ao som de pandeiro, flauta ou instrumento improvisado, Aniceto conta que esse estilo era o mesmo que a chula, música sem letra, feita somente do solo das instrumentações.

 

Partido alto: Com raízes na batucada baiana, o partido alto é uma forma livre de expressão e comunicação imediata, com versos simples e improvisados, de acordo com a inspiração de cada um. Uma forma de comunhão, reunindo sambistas em qualquer lugar e hora pelo simples prazer de se divertir.

 

Mais sobre música:

:: Música tradicional – folguedos e danças populares: o nosso patrimônio imaterial. Acesse AQUI!
:: Patrimônio cultural imaterial brasileiro. Acesse AQUI!
:: Pixinguinha – o mestre do Catumbi. Acesse AQUI!

Fonte: http://www.revistaprosaversoearte.com/15-documentarios-sobre-o-samba-para-assistir-e-estudar/

Coleção completa História Geral da África disponível em pdf

Em 1964, a Unesco dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar. Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.

Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a Unesco no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto. O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional.

A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili. Um dos projetos editoriais mais importantes da Unesco nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África; permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente. A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

História Geral da África em 8 volumes - UNESCO

História Geral da África em 8 volumes – UNESCO

* DOWNLOAD GRATUITO

– Volume I: Metodologia e Pré-História da África

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190249POR.pdf> (PDF, 8.8 Mb)

– Volume II: África Antiga

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190250POR.pdf> (PDF, 11.5 Mb)

– Volume III: África do século VII ao XI

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190251POR.pdf> (PDF, 9.6 Mb)

– Volume IV: África do século XII ao XVI

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190252POR.pdf> (PDF, 9.3 Mb)

– Volume V: África do século XVI ao XVIII

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190253POR.pdf> (PDF, 18.2 Mb)

– Volume VI: África do século XIX à década de 1880

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190254POR.pdf> (PDF, 10.3 Mb)

– Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190255POR.pdf> (PDF, 9.6 Mb)

– Volume VIII: África desde 1935

<http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190256POR.pdf> (PDF, 9.9 Mb)

 

Fonte: http://www.unesco.org/pt